Tocar Música da Midia!
Logan POV
O sol estava a desaparecer lentamente no horizonte, tingindo o céu com tons de laranja e rosa. Sentado num banco de madeira com vista para o mar, eu sentia a brisa fria de janeiro passar por mim, trazendo memórias de um tempo que agora parecia tão distante. O som das ondas quebrando suavemente contra as rochas misturava-se com o murmúrio dos meus pensamentos, todos centrados em ti.
Era curioso como, mesmo depois de tanto tempo, tu continuavas a ocupar um espaço tão grande dentro de mim. Podia passar semanas sem pensar em nós, mas bastava um cheiro, uma música, ou este cenário — o mesmo que visitávamos tantas vezes — para que tudo voltasse como uma avalanche. Perguntava-me se também te lembravas de mim, se o som das ondas também te fazia pensar nas nossas tardes aqui, quando ríamos, sonhávamos e acreditávamos que o mundo estava aos nossos pés.
Deixei escapar um suspiro pesado, olhando para o horizonte. Naqueles dias, eu era um piloto de F1, cheio de sonhos e ambição. Tu estavas sempre ali, com um sorriso confiante e um olhar que parecia dizer que eu era capaz de tudo. Eras o meu porto seguro no meio do caos que era a minha vida. Mas também sei que esse mesmo caos te afastou. As viagens intermináveis, as corridas, as pressões... eram mais do que qualquer pessoa deveria suportar. Talvez eu tenha falhado em ver o quanto estavas a sacrificar por mim.
Lembro-me da última discussão que tivemos. Foi num hotel qualquer, depois de uma corrida em que acabei fora dos pontos. Estava frustrado, e tu tentaste falar comigo, tentaste ajudar, mas eu não quis ouvir. Disse coisas de que me arrependo até hoje. Disse que não compreendias a pressão que eu sentia, que não compreendias o meu mundo. Mas agora, sentado aqui, percebo que eras tu quem realmente compreendia. Eras tu quem me dava o equilíbrio que eu nem sabia que precisava. Mas na altura, cegado pelo meu ego e pela minha obsessão em provar algo ao mundo, não conseguia ver isso.
Desde então, muita coisa mudou. Deixei a F1, uma decisão que me custou meses de reflexão e noites sem dormir. Foi como perder uma parte de mim, mas ao mesmo tempo, percebi que era necessário. O desporto que eu amava começou a parecer mais uma obrigação do que uma paixão. E, no meio de tudo isso, percebi que o vazio que sentia não vinha apenas da perda da competição, mas também da tua ausência.
Voltei a encontrar uma fotografia tua noutro dia, perdida entre os meus pertences. Estávamos os dois em frente a este mesmo mar, com os cabelos despenteados pelo vento e sorrisos tão genuínos que era quase doloroso olhar. Foi nesse momento que comecei a perguntar-me: e se? E se nós tínhamos uma segunda oportunidade? E se fosse possível voltar atrás e corrigir os erros? Sei que não há garantias de que as coisas seriam diferentes, mas também sei que, desta vez, eu estaria disposto a tentar. Eu não fugiria das conversas difíceis, não te deixaria enfrentar sozinha o peso de estar comigo.
O problema é que o "e se" é um conceito traiçoeiro. Ele alimenta a esperança, mas também carrega consigo o medo. E se tu já me esqueceste? E se já seguiste em frente e encontraste a felicidade que mereces com outra pessoa? Essas perguntas são como um punhal no meu coração, mas ainda assim, não consigo ignorá-las.
Levantei-me do banco e comecei a caminhar pela areia, os meus sapatos afundando ligeiramente a cada passo. O frio da noite começava a intensificar-se, mas eu não me importava. Precisava de estar ali, precisava de sentir aquela conexão contigo, mesmo que apenas através das memórias. Passei pelos lugares que conhecíamos tão bem: a pequena cabana de madeira onde costumávamos comprar chocolate quente, a duna onde costumávamos sentar-nos para assistir ao pôr do sol. Cada canto parecia sussurrar o teu nome, como se o próprio lugar guardasse vestígios de nós.
Finalmente, parei junto a uma rocha grande, o nosso ponto favorito. Sentei-me ali, puxando o casaco mais para perto do corpo, e deixei os meus olhos vaguearem pelo mar. Perguntava-me o que faria se tivesse a oportunidade de te ver outra vez. O que diria? Desculpar-me-ia? Diria que ainda penso em ti todos os dias? Que me arrependo de ter deixado o que tínhamos escapar por entre os dedos?
Enquanto estava perdido nesses pensamentos, o meu telemóvel vibrou no bolso. Retirei-o, sem grandes expectativas, mas quando vi o teu nome no ecrã, o meu coração deu um salto. Fiquei a olhar para a mensagem por um momento, hesitante, como se abrir aquele texto pudesse mudar tudo. Finalmente, com os dedos ligeiramente trémulos, toquei no ecrã.
"Logan, sei que faz muito tempo, mas tenho pensado em ti ultimamente. Não sei bem porque estou a escrever, talvez seja o mar que me faz lembrar de nós. Como estás?"
Li e reli as tuas palavras, como se procurasse algum significado oculto nelas. Sentia um misto de emoções: surpresa, alívio, ansiedade. Era como se o universo estivesse a dar-me uma segunda oportunidade, ou pelo menos a abrir uma porta para essa possibilidade. Inspirei profundamente, tentando organizar os meus pensamentos antes de responder.
"Olá... não sabes como é bom ouvir de ti. Estou bem, mas sinto que agora não faria sentido fingir que não penso em nós. Este lugar faz-me lembrar de ti todos os dias."
Enviei a mensagem antes que pudesse mudar de ideias. O simples facto de teres entrado em contacto reacendeu uma chama que eu pensava estar apagada. Talvez fosse apenas uma conversa casual, talvez tu apenas quisesses fechar um capítulo. Mas, no fundo, esperava que fosse mais do que isso. Esperava que fosse o primeiro passo para redescobrir o que um dia tivemos.
Enquanto esperava pela tua resposta, o mar continuava o seu vaivém infinito. Pela primeira vez em muito tempo, senti uma centelha de esperança. Talvez, apenas talvez, o destino nos estivesse a dar uma nova oportunidade. E se fosse assim, desta vez, eu não a desperdiçaria.
Olá pessoal!Espero que tenham gostado deste imagine.Se tiverem algum pedido, não hesitem em fazê-lo que irei com todo o gosto, amor, carinho e dedicação escreve-lo.
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F1 Imagines
Fanfiction*F1 Imagines* é um livro que mergulha na imaginação criativa dos fãs da Fórmula 1, oferecendo uma experiência única e imersiva. Cada página captura momentos vibrantes e intensos, permitindo aos leitores vivenciar histórias fictícias com seus pilotos...
