Lewis Hamilton- Release me

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Tocar Música da Midia!

Lewis POV

Havia algo em S/N que transcendia a lógica. A forma como ela olhava para mim, com aqueles olhos cheios de promessas não ditas, fazia-me acreditar que o mundo poderia parar só para nós dois. Mas, com o tempo, percebi que esse olhar não era só meu. Era uma armadilha, uma mistura hipnotizante de amor e veneno que me mantinha preso, como uma marioneta.

Tudo começou de forma tão inocente. Um encontro casual numa noite chuvosa, onde a intensidade dela contrastava com a calma que eu sempre procurei. Ela era caos puro, e eu, por algum motivo inexplicável, ansiava por isso. No início, a paixão entre nós era como fogo a consumir tudo. Ela trazia uma energia quase elétrica para a minha vida, algo que eu não sentia nem mesmo ao acelerar a 300 km/h.

Mas não demorou muito para perceber que esse fogo também queimava.

Os dias felizes tornaram-se raros. Comecei a sentir o peso de algo que não conseguia nomear. Estávamos sempre a caminhar na linha ténue entre amor e destruição. Um comentário dela, uma palavra fora de lugar, e era como se o chão se abrisse sob mim. E, mesmo assim, voltava sempre para ela. Porque depois das tempestades, vinham aqueles momentos em que ela me fazia sentir como se fosse a única pessoa no mundo.

Lembro-me de uma noite em particular, numa das nossas discussões mais acesas. A sala estava mergulhada na penumbra, e eu podia ouvir a chuva a bater nas janelas enquanto os nossos gritos ecoavam. S/N tinha uma maneira de virar as coisas contra mim, de me fazer duvidar até mesmo daquilo que sabia ser verdade. "Porque é que nunca és suficiente, Lewis? Sempre tão perfeito, mas tão... ausente." As palavras dela eram como facas, e eu sentia-me impotente para me defender.

Depois, como sempre, vinham as desculpas. "Eu não queria dizer isso", murmurava enquanto me tocava com uma suavidade que parecia mentira. E eu acreditava, porque o toque dela era o meu vício.

Com o tempo, comecei a perceber que estava a perder pedaços de mim mesmo. O homem que eu era – forte, confiante, decidido – começou a desaparecer. Cada vez que S/N me puxava para baixo, eu lutava para me levantar. Mas era um ciclo interminável. A nossa relação era como uma pista sem linha de chegada, um loop que não conseguia quebrar.

Os meus amigos viam as marcas. Não as físicas, mas as emocionais. Toto tentou falar comigo uma vez, de forma subtil, numa conversa entre treinos. "Estás bem, Lewis? Pareces... cansado." Apenas sorri e mudei de assunto. Porque como é que se explica algo que nem eu conseguia entender?

A verdade é que não queria que ninguém soubesse. Parte de mim tinha vergonha, mas outra parte – a parte que ainda a amava – não queria que ela fosse vista como a vilã. Porque, no fundo, sabia que também eu tinha culpa. Permiti que ela me consumisse, que os seus altos e baixos definissem a minha vida.

Houve momentos em que pensei em terminar tudo. Pegava no telefone, olhava para o número dela, mas nunca conseguia carregar no botão. Era como se algo em mim estivesse preso a ela por correntes invisíveis. E quando finalmente a via, toda a determinação desaparecia. Ela sabia exatamente o que dizer, como me olhar, para me puxar de volta.

Uma vez, depois de um grande prémio, ela apareceu inesperadamente no meu quarto de hotel. Estava exausta, física e mentalmente. Mas quando a vi à porta, com aquele sorriso que eu conhecia tão bem, tudo o resto desapareceu. "Precisava de te ver", disse ela, e eu, mais uma vez, cedi.

Foi nessa noite que percebi o quanto ela tinha poder sobre mim. Mesmo depois de tudo o que tínhamos passado, o coração acelerava sempre que ela estava por perto. Era uma espécie de adrenalina que nenhuma corrida podia igualar. Mas essa adrenalina vinha com um custo.

O pior de tudo eram os momentos de silêncio. Quando ela não estava por perto e eu ficava sozinho com os meus pensamentos. Era nesses momentos que a realidade se tornava inescapável. Eu sabia que estávamos presos num ciclo tóxico, mas não conseguia encontrar a saída. Era como estar num carro sem travões, a caminho de um desastre inevitável.

Comecei a questionar-me se era isso que o amor deveria ser. Será que o amor não deveria ser algo que eleva, que traz paz? Com S/N, tudo parecia um jogo de extremos – do amor mais profundo à dor mais sufocante.

Houve uma noite, sozinho no meu apartamento, que finalmente me permiti chorar. Não pelas brigas, nem pelas palavras duras, mas pela perda de quem eu era antes dela. Percebi que, ao tentar segurá-la, tinha perdido o controlo sobre mim mesmo.

E foi aí que algo mudou. Não de forma dramática, mas como uma pequena faísca de lucidez. Comecei a perceber que, para me salvar, precisava de aprender a deixá-la ir. A ideia parecia impossível, quase insuportável, mas sabia que não podia continuar assim.

Na última vez que a vi, tentei explicar o que sentia. "S/N, eu amo-te, mas não consigo mais viver assim. Isto está a destruir-nos." Ela olhou para mim, e pela primeira vez, vi algo que parecia genuíno nos seus olhos. Talvez arrependimento. Talvez compreensão. Mas não importava. Eu já tinha tomado a minha decisão.

Quando ela saiu pela porta, senti uma mistura de alívio e dor. Era como arrancar uma parte de mim mesmo, mas sabia que era necessário. Nos dias seguintes, foi difícil. O silêncio parecia ensurdecedor, e o vazio deixado por ela era quase palpável. Mas, pouco a pouco, comecei a encontrar pedaços de mim mesmo que pensei ter perdido para sempre.

Hoje, ao olhar para trás, sei que essa relação, apesar de tudo, me ensinou algo importante. Ensinou-me que o amor verdadeiro não deve ser uma prisão. E que, por mais difícil que seja, às vezes precisamos de nos libertar para encontrar a paz.

Olá pessoal!Espero que tenham gostado deste imagine.Se tiverem algum pedido, não hesitem em fazê-lo que irei com todo o gosto, amor, carinho e dedicação escreve-lo.

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