Tocar Música da Midia!
George POV
Era um domingo tranquilo, mas na minha cabeça, nada estava realmente em paz. Sentado no sofá da minha sala, rodeado pelo som suave da televisão, a minha mente estava longe, em algum lugar entre o passado e o presente. O nome dela, S/N, ecoava como um sussurro contínuo nas minhas lembranças. Não era algo que eu conseguia apagar, nem mesmo com o ruído da vida agitada que levava como piloto de Fórmula 1.
Pergunto-me, como chegámos aqui? A pergunta rodopiava na minha cabeça como um carro que perde tração numa curva traiçoeira. S/N era o centro da minha vida. Havia dias em que eu acordava e a primeira coisa que fazia era pensar nela, na forma como sorria, no jeito como me olhava, como se fosse capaz de ver o meu verdadeiro eu. Agora, só restavam memórias, pedaços espalhados de uma história que, de alguma forma, não conseguimos manter.
Lembro-me do início. Foi tudo tão simples, tão fácil. Conhecemo-nos numa festa, ambos a fugir da multidão, a procurar um canto de tranquilidade. Ela estava tão diferente de tudo o que eu conhecia. Não havia nada de artificial nela; era real, autêntica, algo que eu achava difícil de encontrar. Para um tipo como eu, que vive numa bolha de fama, corridas e expectativas, encontrar alguém assim era como uma lufada de ar fresco.
Mas o que aconteceu? Como é que deixámos que algo tão bonito se perdesse? Essa é a pergunta que me atormenta. Talvez fosse eu. Ou melhor, claro que era eu. O meu estilo de vida não era fácil para ninguém. Sempre a viajar, sempre em movimento, com a cabeça no próximo grande prémio e o corpo exausto das exigências físicas e mentais da competição. Não sou um homem fácil de amar, e sei disso. Mas, na altura, pensava que ela entendia. Pensava que, apesar da minha agenda caótica, havia um entendimento mútuo, uma confiança de que, mesmo à distância, nós dois estaríamos sempre lá, firmes um para o outro.
Talvez tenha sido a distância. Eu, muitas vezes, a correr mundo, e ela, com a sua vida, os seus sonhos. Cada vez que nos separávamos, sentia como se uma parte de mim ficasse perdida, e quando regressava, mesmo estando com ela, havia algo diferente. Uma distância invisível que nunca conseguimos realmente ultrapassar. Tentei convencer-me de que era só uma fase, que passaríamos por isso, que o nosso amor era forte o suficiente. Mas será que era mesmo?
Na altura, não quis ver os sinais. Havia dias em que ela parecia estar presente, mas ao mesmo tempo ausente. Pequenos gestos que antes nos ligavam começaram a desaparecer. As mensagens dela tornaram-se mais curtas, as chamadas menos frequentes. E eu, preso na minha bolha de corridas e treinos, dizia a mim mesmo que era normal. Eu achava que o amor poderia sobreviver a tudo, que não precisava de ser alimentado diariamente, que bastava o que sentíamos um pelo outro.
Agora, olhando para trás, vejo o quão errado estava. O amor é como uma corrida, mas não uma corrida de velocidade. É uma maratona. Requer consistência, paciência, trabalho árduo, e acima de tudo, presença. Não física, necessariamente, mas emocional. Eu estava ausente em tantos momentos em que ela precisava de mim. Sim, eu ligava, mandava mensagens, mas não era suficiente. Não estava lá de verdade.
Sinto uma necessidade imensa de voltar atrás, de fazer as coisas de forma diferente. De me sentar com ela, de olhar nos olhos dela e perguntar: "Porquê? Onde é que nos perdemos?" E a resposta talvez seja algo que eu temo ouvir, algo que me faça confrontar os meus próprios erros, a minha incapacidade de equilibrar a minha carreira e a minha vida pessoal.
Mas parte de mim ainda acredita que pode haver uma segunda chance. Ela sempre foi compreensiva, sempre me apoiou nos meus piores momentos. Sinto que, se tivesse a oportunidade de mostrar-lhe que aprendi com os meus erros, que estou disposto a mudar, talvez, só talvez, pudéssemos encontrar o caminho de volta um para o outro.
No entanto, existe a dúvida. E se já for tarde demais? E se ela já seguiu em frente? Essa é a parte que me corrói por dentro. O medo de que, mesmo que eu faça tudo certo desta vez, ela já não esteja lá para me receber. O tempo tem uma maneira cruel de nos forçar a seguir em frente, e talvez o tempo dela já tenha passado. E eu fiquei para trás, ainda preso na ilusão de que podemos recomeçar.
A vida na Fórmula 1 ensina-nos muitas coisas. Ensina-nos a ser rápidos, a tomar decisões em frações de segundo, a aprender com os erros e a melhorar a cada corrida. Mas, quando se trata do coração, as coisas não são assim tão simples. O amor não é uma curva que podemos dominar com prática. É imprevisível, muitas vezes doloroso, e a linha de chegada nem sempre é clara.
À medida que me sento aqui, com o som de fundo da televisão a encher a sala vazia, pergunto-me se devo dar o primeiro passo. Enviar-lhe uma mensagem, talvez ligar-lhe, ou quem sabe até encontrá-la em pessoa. Mas depois, há sempre aquele medo persistente, aquela voz que sussurra: "E se ela já não sentir o mesmo?"
De todas as coisas que enfrentei na minha vida – as corridas, a pressão, os altos e baixos da minha carreira – este é o desafio mais difícil. Porque, ao contrário de uma corrida, não sei o que me espera do outro lado. Não há garantias de vitória. Pode haver rejeição, pode haver dor. Mas também pode haver uma nova oportunidade. Um recomeço.
No fim, acho que não posso viver com o arrependimento de nunca ter tentado. Se ela foi alguém que significou tanto para mim, alguém que moldou uma parte importante da minha vida, então devo isso a mim mesmo e a ela. Mesmo que a resposta não seja a que espero, pelo menos saberei que tentei, que lutei pelo que acreditava.
Respiro fundo. Talvez hoje não, mas um dia destes, vou apanhar o telefone.
Olá pessoal!Espero que tenham gostado deste imagine.Se tiverem algum pedido, não hesitem em fazê-lo que irei com todo o gosto, amor, carinho e dedicação escreve-lo.
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F1 Imagines
Fanfiction*F1 Imagines* é um livro que mergulha na imaginação criativa dos fãs da Fórmula 1, oferecendo uma experiência única e imersiva. Cada página captura momentos vibrantes e intensos, permitindo aos leitores vivenciar histórias fictícias com seus pilotos...
