George Russel: Nillili Mambo

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Tocar Música da Midia!

George POV

O sol começava a desaparecer no horizonte, tingindo o céu de um laranja vibrante que parecia saído de uma pintura. Encostei-me ao capô do carro, o vento a bagunçar-me o cabelo enquanto esperava por S/N. Era raro ter uma noite livre, um intervalo entre corridas, treinos e compromissos que exigiam constantemente o meu foco e disciplina.

Mas hoje, algo estava diferente. Era uma noite para nos libertarmos, para esquecer cronómetros, conferências de imprensa e horários. Senti uma excitação pulsar no peito. S/N tinha a capacidade de transformar o mais simples dos momentos em algo memorável.

Ela apareceu finalmente, trazendo consigo uma energia contagiante. Vestia um vestido leve, os cabelos a dançarem ao sabor do vento. Quando me aproximei, ela lançou-me um sorriso que parecia iluminar a noite que se avizinhava.

— Preparado para a aventura? — perguntou, com aquele brilho nos olhos que me fazia sempre perder o fôlego.

— Acho que nunca estive tão pronto.

Entrámos no carro e partimos para o destino que ela tinha guardado em segredo. A estrada serpenteava entre colinas, e a música que tocava no rádio era apenas um pano de fundo para as nossas risadas. S/N tinha escolhido uma playlist aleatória, cheia de clássicos e canções que nos faziam cantar desafinados.

Depois de algum tempo, chegámos a um parque de diversões iluminado por milhares de luzes coloridas. A visão era quase mágica, como se tivéssemos entrado num universo paralelo. O cheiro a pipocas doces e algodão-doce misturava-se com o som distante de risos e música de carrossel.

— Não acredito que me trouxeste aqui — disse, olhando para ela com surpresa.

— Precisavas disto, George. De um pouco de leveza. Confia em mim.

E confiei.

Começámos a explorar o parque como crianças, experimentando tudo o que parecia minimamente interessante. A primeira paragem foi um jogo de tiro ao alvo, onde S/N, para minha surpresa, demonstrou uma pontaria impecável, ganhando um enorme peluche que insistiu em carregar o resto da noite.

— Não digas a ninguém, mas acho que és melhor nisto do que eu ao volante — brinquei, arrancando-lhe uma gargalhada.

A noite avançou entre montanhas-russas, labirintos de espelhos e uma roda-gigante que nos deixou com uma vista deslumbrante do parque. Lá em cima, no ponto mais alto, houve um momento de silêncio confortável. Ela olhou para mim e, por instantes, esqueci-me do mundo lá fora.

— É bom ver-te assim, relaxado — disse ela, pousando a mão sobre a minha. — Às vezes, parece que carregas o peso do mundo nos ombros.

— Talvez carregue — respondi, num tom meio brincalhão, mas com um fundo de verdade. — Mas contigo aqui, tudo parece mais leve.

O sorriso dela foi a única resposta que precisei.

De volta ao chão, S/N convenceu-me a experimentar uma máquina de dança. Era o tipo de coisa que normalmente evitaria, mas havia algo na forma como ela me puxava pela mão, como se dissesse que a noite não estaria completa sem uma pequena dose de ridículo.

O desafio começou. Os nossos pés moviam-se em sincronia com as setas no ecrã, mas rapidamente se tornou evidente que ela estava a ganhar. A risada dela ecoava pelo ar, e mesmo quando tropecei algumas vezes, não me importei. Estava genuinamente a divertir-me.

— Admito a derrota — disse, ofegante, quando a música terminou.

— Já era tempo de te renderes! — respondeu, ainda a rir.

Terminámos a noite junto a uma banca de churros, partilhando um enquanto observávamos os fogos de artifício que iluminaram o céu. Cada explosão era como um lembrete do quão preciosa era esta pausa, este momento fora da minha rotina exigente.

— Promete-me que vamos fazer isto mais vezes — pedi, virando-me para ela.

— Só depende de ti, George. Basta quereres.

E, pela primeira vez em muito tempo, percebi que o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal era mais do que um clichê. Era uma necessidade. Com S/N ao meu lado, sabia que poderia enfrentar qualquer desafio, porque também sabia quando parar, quando respirar.

Aquela noite não foi apenas um escape; foi um lembrete de que, por vezes, soltar amarras é a melhor forma de nos encontrarmos novamente. E, com ela, cada momento de liberdade era uma nova vitória.

Olá pessoal!Espero que tenham gostado deste imagine.Se tiverem algum pedido, não hesitem em fazê-lo que irei com todo o gosto, amor, carinho e dedicação escreve-lo.

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