Lucca Fassini é um homem maduro e determinado que sabe o que quer. Além de ser um dos herdeiros das milionárias indústrias Fassini Ltda. Contudo, ele largou todo luxo e conforto da casa dos seus pais para viver o sonho de se tornar um bombeiro, pois...
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Sindy Fassini
Quando fecho os meus olhos ainda consigo ouvir aqueles gritos de medo. O avião balançava violentamente derrubando tudo sobre os passageiros. Os olhos da aeromoça arregalados de espanto. Meu pai segura na minha mão atraindo a minha atenção pra si. Engulo em seco. _ Vai ficar tudo bem filha. Ele me dizia. Mas a sua voz embora firme, deixava transparecer a sua insegurança. No fundo, eu sabia que nada daria certo.
Um estralo forme e tudo começa a girar e girar forte e muito, muito rápido. Uma explosão alta e em seguida um silêncio brutal.
Respiro ofegante... De onde estou consigo ver árvores grandes e frondosas. Os bancos sumiram... As pessoas sumiram... Ao meu lado, o meu pai não está mais, nem a minha mãe... Eu tento olhar para trás, a procura dos outros e solto um grito alto por causa de uma fisgada forte atrás da minha coxa. Não chora... Não chora Sindy... Peço mentalmente e tento não me mexer o máximo possível.
_Mae..?_ Eu a chamo. Não obtenho resposta alguma. _ Pai..? Sufoco o no em minha garganta. Não posso chorar. Preciso ser forte. As horas se passam... A noite começa a se aproximar quando escuto um grito... Uma voz masculina distante. _ Aqui..._ Tento gritar, mas a voz não sai. Então eu procuro algo ao meu redor. Algo que me ajude a chamar a atenção de quem quer que seja. Há um pedaço de metal caído a pelo menos vinte centímetros de distância de mim. Eu tento tirar o cinto de segurança, mas ele não sai. Eu me estico, tento alcansa-lo e uma dor lancinante rasga minha perna ao meio. Em meio ao grutural alto e me esforço ainda mais e pego o metal, batendo forte no destroço do avião ao qual me encontro presa.
Uma sensação de alívio me arrebata quando os bombeiros finalmente me encontram...
_ Está dormindo Sindy?_ André pergunta se aproximando de mim e me despertando para a minha realidade. Eu o olho e abro um sorriso largo.
O que dizer do meu " amigo"? André Massa é um carinha estupidamente lindo. Sabe aquele carinha que por onde passa, arranca suspiros audíveis das garotas? Esse é o André Massa. Um loiro de olhos escuros e puxados, que uma um perfeito calvanhaque dando uma perfeição ainda maior ao rosto quadrado, de maxilar forte e um sorriso arrasador de calcinhas. Hum... Se sou apaixonada por ele? Pô!! Ele é meu amigo desde sempre e... Sim... Sou arriada dos quatro pneus por ele desde que me entendo por gente.
A pergunta é... Porque não estamos juntos? Não é porque ele não gosta de mim. Sei disso porque por muitas vezes André solta alguma gracinha pra mim. Teve uma vez, quando eu fiz o meu baile de quinze anos, que em um momento de distração do meu pai, ele me roubou um beijo. Ai, ai... Foi o meu primeiro beijo... E também o meu primeiro beijo roubado... Queria que me assaltasse sempre que quisesse. Respiro fundo encarando os globos escuros, me encarando especulativos. _ Estava pensando na nota de matemática que acho que tirei hoje._ Minto. Seu sorriso perversamente sexy se amplia. _ Deixa de ser chata. Você só tira dez. Faço um biquinho, franzindo a ponta do nariz pra ele. _ Eu sei. Mas quero receber logo a prova, pra poder me inscrever logo no projeto. _ Sei... O que vai fazer essa noite?_ Ele muda de assunto. A pergunta sai animada dos lábios carnudos e avermelhados.