Lucca Fassini é um homem maduro e determinado que sabe o que quer. Além de ser um dos herdeiros das milionárias indústrias Fassini Ltda. Contudo, ele largou todo luxo e conforto da casa dos seus pais para viver o sonho de se tornar um bombeiro, pois...
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Lucca
Espero a ardência, o desfalecimento e passo a mão pelo meu corpo procurando alguma perfuração e nada. Ofegante, abro os meus olhos e encontro os olhos do Dilan. Ele está sério, me encarando e parece... Assustado. Um filete de sangue surge na camisa azul claro e este aumenta consideravelmente. Dilan cai de joelhos e sem forças diante de mim e então vejo o meu pai com a arma em punho atrás dele. Puta que pariu!!! Não sei se caio em seus braços em agradecimento ou se brado por ele ter atirado em alguém. _ Pai..?_ É a única coisa que consigo dizer no momento. Ele simplesmente se aproxima do homem com sangue nos olhos e o segura com violência pelos cabelos, o fazendo encará-lo rispidamente.
_ Tá pra nascer o filho da puta que vai tocar em um dos meus filhos caralho!! _ Ele rosna para o Dilan. O cara puxa a respiração com dificuldade, ele não consegue respirar por conta dos ferimentos no peito. Téo surge na sala, ele olha para o meu pai agarrado ao Dilan e depois para mim. Vejo o nítido espanto em seus olhos. _ Chama uma ambulância!_ Esbravejo e ele parece despertar. _ A noiva chegou Lucca._ Ele diz em um tom baixo, porém exasperado. _ Puta que pariu!!!_ Volto a bradar levando as mãos aos cabelos, que estão atados ao gel._ O que eu faço?_ Pergunto agoniado. Começo a andar de lado para o outro da sacristia. _ Vai para o altar filho. Deixa que a gente resolve isso. Eu estreito os olhos e encaro o meu pai, que parece passivo demais com a situação. _ Meu Deus pai!! Temos que chamar uma ambulância... Nós temos que ajudá-lo._ Insisto. Fico pálido quando a delegada Marisa, a amiga do Téo entra na sala. _ O que está acontecendo aqui?_ Ela pergunta. Dilan perde as forças e cai. _ Droga!!!_ Rosno. Por dentro estou em frangalhos.
Com as mãos trêmulas, pego o meu celular para ligar para a emergência. Téo verifica o homem caído, enquanto o telefone chama. O meu pai e a delegada encaram o Téo que faz um gesto negativo em seguida. Desligo o celular. Puta merda!!! E agora? Meu pai vai preso enquanto eu me caso caralho? Respiro profundamente e olho para os três na sala.
_ E agora? Téo dá de ombros. _ Agora se acalme e vá para o seu lugar no altar. Eu o encaro completamente perdido. _ Como assim? E toda essa merda? O que vai acontecer com o meu pai?_ Inquiro com desespero na voz. Meu olhar escorrega para a mulher baixinha e franzina, que é a autoridade literalmente aqui. Escuto um suspiro audível do Téo. _ Foi em legítima defesa. Eu vi tudo. Arregalo os olhos diante da clara mentira.
Ok.... Vamos aos fatos.... Dilan me apontou uma arma... Ele realmente ía me matar, se... O meu pai, não o tivesse feito. Até aí tudo certo. Mas daí o Téo ser a testemunha..? Ok, vai ter que servir. Porque eu como filho jamais poderia testemunhar ao seu favor. Eu me aproximo do meu pai e o abraço. Sinto o seu aperto e o aperto também. _ Obrigado pai!_ Sussurro segurando as minhas lágrimas. _ Por nada filho. Vai lá, sua menina está te esperando._ Ele diz com a voz grave em um tom baixo. Quando me afasto olho em seus olhos e vou até o Téo, o puxo para um abraço firme. _ Valeu cara! _ Vai lá cara. Seja feliz, acho que já adiaram demais essa felicidade._ Ele diz me fazendo sorri. Sigo para a porta de saída e olho para trás, para o Dilan caído ao chão. Respiro fundo três vezes e ponho o pé para fora do lugar.