Lucca Fassini é um homem maduro e determinado que sabe o que quer. Além de ser um dos herdeiros das milionárias indústrias Fassini Ltda. Contudo, ele largou todo luxo e conforto da casa dos seus pais para viver o sonho de se tornar um bombeiro, pois...
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
Lucca.
Chegamos ao Brasil uma semana antes do Natal. O Rio está simplesmente lindo, com o clima natalino. Nossas famílias estão nos aguardando no salão do aeroporto e fizeram questão de vendar os nossos olhos antes de entramos no carro. O tempo todo escutamos os cochichos e risadinhas das nossas mães. Alice aperta a minha mão. _ Falta muito pra chegar?_ Resmunga impaciente. Sorrio e beijo o seu rosto. _ Falta pouco filha. Tenta relaxar aí atrás._ Isa retruca. Ela solta uma respiração alta e se acomoda na lateral do meu corpo, colocando a cabeça sobre o meu peito, eu a envolvo em meus braços. Aos poucos sinto que o carro está perdendo velocidade. Alice logo se ajeita. Ansiosa como sempre. Penso.
Quando o carro para finalmente levo a mão a faixa de seda que está em meu rosto e recebo um tapa na mão. _ Ainda não genrinho._ Isa diz em um tom baixo e levemente ríspido. _ Mas já chegamos certo?_ Retruco. _ Sim, chegamos. Vamos aguardar os outros..._ Avisa. Me pergunto quem são os outros? Bom... Os outros deve ser os meus pais e minhas irmãs que estão vindo em outros carros. Penso.
Daniel me ajuda a sair do carro e acredito que a Isa está fazendo o mesmo por Alice. Somos guiados com muito cuidado sabe Deus pra onde e logo me vejo sentado em algo duro, que imagino ser um banco de madeira. Alice se acomoda ao meu lado e eu a puxo para mais perto de mim, dando um beijo cálido em seus cabelos. Ouço o som de carros estacionando e penso que finalmente vou me livrar da venda. _ Adoro surpresas, mas confesso que esta está me matando._ Minha esposa sussurra próximo ao meu ouvido. Sorrio. _ Ok crianças, hora de seguir em frente._ Escuto a voz da minha mãe ao se aproximar de nós. Eu bufo de modo audível. _ Ainda não podemos...?_ Tento protestar. _ Ainda não._ Elas dizem em uníssono. E mais uma vez somos guiados pela escuridão dos nossos olhos.
Vinte passos... E nós paramos em algum ponto. As vendas são removidas e a luz forte me faz fechar os olhos algumas vezes. Aos poucos vou me adaptando a luz e me deparo com uma sala ampla e cheia... Albuquerques, Alcântaras, Fassinis, Lacerdas, Villages. Estão todos aqui, mas não é em qualquer sala. É uma sala totalmente desconhecida por mim. Não tenho tempo de avaliar o lugar, porque após as salvas de boas vindas, vieram os intermináveis abraços, os parabéns e por fim uma festa de boas vindas ao casal.
Alice está toda animada. A conversa na roda de mulheres é dominada pela baixinha espevitada, que deve está falando sobre os trinta dias na Alemanha. Sorrio quando a vejo rindo animada e alto entre as mulheres. E como sempre estou apreciando a minha mulher, enquanto estou rodeado de homens que só falam de suas mulheres, dos seus negócios e me fazem perguntas sobre a minha inicial vida de casado.
Entre comes e bebes e brindes que não acabam nunca, as horas vão se avançando e noto que Alice está ficando cansada. O fuso horário realmente é algo difícil de li dar. Aos poucos os parentes e alguns amigos vão se despedindo ficando apenas aqueles mais próximos.
_ Precisamos ir._ Eu anuncio com um suspiro. Minha mãe e Isa sorriem cúmplices. _ E podemos saber pra onde vão?_ Dona Rose pergunta especulativa. Há um ar de diversão em sua voz. _ Como pra onde mãe? Pra minha casa..._ Digo e olho para Alice._ Nossa casa._ Me corrijo. Isa abre os braços e ela gira em seu próprio calcanhar mostrando a imensa sala, de janelas largas e móveis sofisticados. E só então reparo na riqueza dos detalhes. Os quadros chamativos nas paredes claras... Um centro retrô entre dois sofás sofisticados, vermelhos e camuçados... Na mesinha onde um abajur quadrado descansa, há um porta retrato com uma foto nossa, no dia do nosso casamento. Meu olhos param imediatamente as especulações e eu encaro os casais Ávila e Fassini em pé na nossa frente.