Aquele Idiota 2 - 33_ Teu pirocão!

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Ayla

A noite estava animada, e eu estava… um pouco fora de mim. Não sei exatamente quantos copos de vodka eu tinha bebido, mas posso afirmar com certeza que a mistura com a música e a animação me deixava mais leve, mais solta. A pista de dança estava vibrando com luzes coloridas e corpos se movendo freneticamente, e eu estava ali, fazendo o meu melhor para acompanhar o ritmo.

— Amor, você sabia que, se eu fosse um animal, eu seria um… um… coelho! — Eu ri sozinha, sem nem esperar a reação dele. — Porque, tipo, coelhos… eles têm muitos filhos… ou melhor, seria um coelho sexy, porque os coelhos são… tipo… fofinhos, né? — Eu soltei uma risada alta, como se tivesse acabado de falar a coisa mais engraçada do mundo.

Dylan me olhou com uma expressão confusa, mas um sorriso brincalhão surgia em seu rosto.

— Você está muito doidinha, querida. — Beijou minha bochecha.

Eu dei uma risadinha e dei um passo mais perto dele, olhando nos seus olhos como se estivesse tentando ser super sedutora.

— Você também está… tipo… super lindo, sabia? Como um… como um super-herói, mas sem a capa, porque… você não precisa de capa, você já é… maravilhoso assim. Eu sou tipo a sua fã número um, sabia? O meu super-herói favorito. — Eu fiz uma pose exagerada, como se estivesse me derretendo completamente por ele, e depois comecei a rir de novo, totalmente sem controle.

Dylan riu, tentando manter o equilíbrio enquanto eu fazia minhas piadas bobas.

— Ai, você é uma bagunça hoje, anjo.

— Eu sou uma bagunça maravilhosa! — Eu praticamente gritei, fazendo um gesto grande com os braços. — Tipo, você não sabe o quanto de maravilhosidade tem aqui. Eu sou tipo uma estrela de rock… só que sem a guitarra, sem a banda, e sem a fama. Mas tudo bem, né? Porque você é meu fã número um. Me ama assim mesmo, né? — Eu estava falando um monte de coisas sem sentido, mas tudo bem. Eu estava me divertindo.

Ele riu de novo, mais alto dessa vez, como se estivesse se divertindo com a minha diversão. Eu me sentia como uma comediante de stand-up, mas com piadas horríveis.

— Eu amo você, Ayla. Você é incrível. Amo esse seu sorriso.

— Eu quero rebolar nesse teu pirocão! — Dei pulinhos animados.

Ele colocou as mãos nos meus ombros, rindo, mas ao mesmo tempo tentando me acalmar.

— Vai com calma, meu anjo, você está um pouco… bebinha demais.

— Eu não estou bêbada, eu sou só… extremamente alegre! — Eu comecei a girar no lugar, sentindo a bebida tomando conta de mim, mas me divertindo imensamente. — Mas se você quiser me ajudar a ficar mais sóbria, pode começar me dando uns beijinhos. Tipo, muitos beijinhos. — Eu dei uma risada, piscando pra ele de novo.

Dylan me olhou com uma expressão entre surpresa e divertimento.

— Você está impossível hoje. Mas... eu tenho realmente que te dar um beijinho ou dois pra você se acalmar um pouco. — Ele se aproximou, e eu senti o calor da sua presença.

— Isso é uma ameaça? Porque eu adoro uma ameaça! Eu falei, tentando manter um ar de brincadeira, mas a verdade é que me sentia estranhamente feliz com ele ali, tão perto, rindo das minhas bobagens. Eu só queria continuar naquela bolha de diversão, onde nada podia me tocar.

Mas então, a bolha estourou.

Foi como se tudo ao meu redor tivesse ficado em câmera lenta, e os sons da música e as conversas fossem abafados, quando algo – ou melhor, alguém – chamou minha atenção de uma forma que eu não estava esperando.

Eu olhei para o lado e, de repente, o mundo ao meu redor desapareceu. Estava ali. Marcos.

Meu coração deu um pulo no peito, e uma onda de pânico tomou conta de mim. A bebida que antes me deixava solta e alegre agora não parecia suficiente para lidar com o que eu estava vendo. Eu sabia o que estava vendo, não era uma alucinação, não era efeito do álcool. É ele. Marcos.

Meu corpo travou. Tudo na minha visão ficou embaçado. As luzes ao redor, que antes pareciam tão brilhantes, agora se misturavam com o medo crescente dentro de mim. Eu tentei respirar, mas o ar parecia não entrar.

— D-Dylan… — Eu disse, com a voz trêmula. — E-eu v-vi ele. Eu vi o M-Marcos. Ele está a-aqui. — As palavras saíram tão baixas, mas tão carregadas de terror, que eu mal reconheci minha própria voz.

Meu namorado me olhou, confuso.

— Anjo, o que você está falando?

Eu apontei para o canto, onde ele estava, mas ele não parecia ver nada. Na verdade, ele não estava mais ali.

— E-le estava ali, Dylan. Ele estava a-aqui!

Mirella, que estava dançando mais à frente, se aproximou ao perceber a tensão no meu rosto.

— Ayla, calma. Você está vendo coisas. Você bebeu, lembra? Você deve estar confundindo. Vamos sair um pouco daqui, ok?

Mas eu sabia o que eu tinha visto. E o pânico só aumentava.

— E-eu juro! Eu v-vi ele, eu vi! E-Eu vi o M-Marcos
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Continua...

Aquele IdiotaHistórias para pegar e não largar. Descubra agora