Dylan
Alguém bateu na porta. Um golpe forte e rápido, como um trovão que rasga o silêncio.
Ao abrir, Edson estava ali, parado, com a respiração descompassada.
— Edson?
Seu rosto estava pálido, como se a vida tivesse sido drenada dele. O medo pulsava em seus olhos.
— Dylan... — A voz dele falhou, um sussurro quebrado. — A m-minha filha sumiu.
O mundo ao meu redor congelou.
— O quê?
— Ela desapareceu. Não voltou pra casa, não atende o celular. E-ela saiu com as meninas... A Maevie disse que elas se separaram no estacionamento do parque. Depois disso... n-nada.
Minha visão turvou-se, como se uma névoa densa se instalasse na minha mente.
— Não, não... — Apertei o celular contra o ouvido, discando freneticamente o número dela.
Chamando...
Por favor, atende, anjo...
Caixa postal.
Não.
O celular quase escorregou da minha mão, meu corpo tremia de desespero.
— Não, não. Ela deve estar na casa de alguém, ou o celular dela descarregou, ou...
— Dylan. — Edson cortou meu raciocínio, sua voz embargada carregava um peso insuportável. — É o Marcos.
Meu estômago despencou como se eu tivesse caído de um precipício.
— Não...
— E-ele deve ter pegado a Ayla...
As palavras dele me atingiram com a força de um soco no estômago.
Minha respiração começou a falhar, a realidade se tornando um turbilhão insuportável.
Não! Não! Porra!
— Edson... não... caralho! Eu devia ter protegido ela!
A raiva e a culpa ferviam dentro de mim como lava prestes a explodir.
Eu prometi proteger e cuidar dela.
Eu prometi.
E agora...
Eu queria gritar. Arrebentar tudo. Quebrar o mundo inteiro se fosse preciso.
— Dylan...
— NÃO! — A explosão se raiva me engoliu. — Ela me disse que não tava me traindo. Disse que era armação do Theo. Mas eu... eu fui um merda com minha garota!
Minhas mãos passaram pelo cabelo, puxando com força.
— Se ele machucar ela... Se ele tocar nela. — Minha voz falhou sob o peso da ameaça. — Eu vou matar esse desgraçado. Assim como vou matar o Theo.
— Eu mato com você.
Edson se aproximou, seu rosto refletindo o mesmo tormento que consumia o meu. Éramos dois homens dispostos a destruir o mundo pela Ayla.
— A gente vai atrás dela. A polícia já tá envolvida, mas eu não vou ficar esperando eles.
— Muito menos eu, porra! — gritei enquanto pegava as chaves com uma determinação feroz. — Eu não vou perder a Ayla. Vou encontrá-la. Nem que eu tenha que virar essa cidade de cabeça para baixo.
Aguenta firme, meu anjo.
Estou indo.
.
.
.
.
Continua...
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Aquele Idiota
Roman d'amourAyla é uma garota que enfrenta desafios que vão muito além da adolescência. Sob o mesmo teto que sua meia-irmã Sienna e seu padrasto abusivo, Marcos, ela luta diariamente para se proteger de um pesadelo que parece não ter fim. Na escola, Ayla é rotu...
