Aquele Idiota 2 - 75_ Se for preciso, sim

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Como vocês estão?? Perdão pela demora pra postar, eu não tendo tempo pra escrever. Obrigada ❤️

Ayla

Eu estava deitada no chão frio de concreto, com os olhos fixos na lâmpada que oscilava no teto. O estômago revirava de fome, mas eu estou cansada, me recuso a tocar nessa comida.

Minhas mãos ainda amarradas, mas eu tinha conseguido afrouxar um pouco a corda. Forçava as amarras contra a borda da cama.

Eu não ia morrer aqui.

Fechei os olhos, tentando não pensar em Dylan. Não podia. Sempre que pensava nele, o desespero me engolia inteira. Eu precisava manter a mente fria.

O silêncio foi quebrado por passos do lado de fora. Passos apressados.

A porta se abriu com violência, e Marcos entrou. Seus olhos estavam semicerrado, e a expressão irritada. Ele caminhou até mim, se abaixando para me encarar.

— Você não vai conseguir se soltar, Ayla. Eu vi você tentando. Acha que sou idiota?

Engoli em seco, mas não respondi. Meu coração batia tão rápido que eu sentia o sangue pulsar nos ouvidos.

— Você só piora tudo, Ayla...

Ele agarrou meu rosto com força, apertando minhas bochechas. Eu fechei os olhos, recusando-me a olhá-lo.

— Olha pra mim, Ayla. Você é minha... toda minha, filhinha.

Ele largou meu rosto, me empurrando para trás, me fazendo bater a cabeça na parede.

Marcos saiu do quarto, a porta se fechou novamente, e eu mordi o lábio até sentir o gosto de sangue.

Ele não vai me destruir. Não vai.

Respirei fundo, sentindo as lágrimas ameaçarem cair, mas as engoli. Eu não podia me dar ao luxo se chorar agora.

Dylan

A porta da sala do investigador se fecha com um estrondo, e o cheiro de café requentado invade o ambiente. O homem à minha frente se recosta na cadeira, cruzando os braços, enquanto me encara com aquele maldito olhar de superioridade.

— Olha, eu não tenho tempo. — me levantei abruptamente. — Quero saber onde ela está. Agora.

— E eu quero que você se sente. — O tom do investigador continua calmo, mas há um peso naquelas palavras.

— Você acha que eu vou sentar enquanto a Ayla está desaparecida há dias?! — gritei, apontando o dedo na direção dele. — Vocês não estão fazendo nada! Só ficam aqui, tomando café e brincando de detetive, enquanto ela pode estar...

Minha voz falhou, mas o ódio não diminuiu.

— Dylan, calma... — Edson que estava encostado na parede, finalmente fala, mas seu tom é baixo, como se estivesse tentando evitar que aquilo saísse do controle.

Eu me virei para ele, frustrado.

— Calma? É sério? Como consegue ficar calmo sabendo que a Ayla está lá fora, em algum lugar, com aquele desgraçado?

— Você acha que eu não quero matar o Marcos também? — Edson deu um passo à frente, a mandíbula truncada. — Mas gritar com a polícia não vai trazer a Ayla de volta. — Ele respirou fundo, o ódio queimando em seus olhos olhando diretamente para o policial. — Quer saber? O namorado da minha filha tem razão. Vocês não estão fazendo o suficiente. Esse cara já tentou destruir a vida da minha filha uma vez, e agora sumiu com ela. E tudo o que vocês fazem é dar respostas vagas!

O investigador suspirou, largando a caneca de café na mesa com mais força do que o necessário.

— Já disse. Casos assim levam tempo. Nós temos suspeitos, estamos investigando.

— Eu não quero ouvir mais isso. — Cortei ele no meio da frase. — Eu quero ação. Vocês têm a placa do carro que levou a Ayla, então me diz por que porra ainda não a encontraram?

— Porque, Dylan, esse tipo de coisa não funciona como nos filmes. — O investigador se levantou, me encarando. — Quer ir lá e dar uma de herói? Fique à vontade. Mas quando você estragar a operação e colocá-la em mais perigo, a culpa vai ser sua.

Eu o encarei, sentindo a adrenalina tomar conta do meu corpo. Meu coração martelou no peito.

— Se alguma coisa acontecer com ela, eu juro, porr...

— Você jura o quê? — ele me interrompeu, cruzando os braços. — Vai fazer justiça com as próprias mãos? É isso?

— Se for preciso, sim.

A sala ficou em silêncio.
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Continua...

Aquele IdiotaHistórias para pegar e não largar. Descubra agora