Aquele Idiota 2 - 89_ Transar de novo

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Ayla

Meu corpo reagia a cada toque, cada beijo, enquanto o fogo que ele acendia dentro de mim parecia tomar conta de tudo. Então, senti sua mão descendo para o meio das minhas pernas, um toque deveria ser bom, mas que naquele momento, fez algo dentro de mim quebrar.

Meu coração disparou, não de desejo, mas de medo. Meu corpo travou, e as memórias voltaram como um choque: Marcos, Marcos, Marcos... O som da minha própria voz implorando para que ele parasse...

— Dylan... para! — As palavras saíram antes que eu pudesse pensar.

Ele parou imediatamente, erguendo o rosto para me encarar. O desejo em seus olhos foi substituído por preocupação.

— O que foi, amor? Eu fiz algo errado? — Ele perguntou, a voz suava, mas tensa.

Eu tentei falar, mas parecia que havia um nó na minha garganta. Minhas mãos tremiam, e uma lágrima solitária escorreu pelo meu rosto antes que eu pudesse detê-la.

— Não... não é você. — Eu disse finalmente, minha voz quase um sussurro.

— Então o que foi? — Ele se aproximou, as mãos agora segurando meu rosto com cuidado. — Querida, você está tremendo...

Eu fechei os olhos, tentando me recompor, mas era impossível...

— Eu só... — Respirei fundo, tentando encontrar as palavras. — Eu não consigo. Tem coisas que... me assombram. — Minha voz quebrou no final, e mais lágrimas começaram a cair.

— Anj...

— Marcos fez coisas comigo, Dylan. Coisas que... — Minha voz falhou completamente.

As lágrimas caíam e eu não tinha controle nenhum.

Os olhos de Dylan se arregalaram, mas ele não disse nada. Apenas me puxou para mais perto, segurando-me como se pudesse me proteger do que aconteceu.

— Eu tentei lutar. Eu tentei fugir. — Minhas palavras saíam entre soluços, a dor transbordando em mim. — Mas ele era mais forte. E ele... ele conseguiu. Ele me machucou de uma forma que eu nunca pensei que pudesse ser machucada.

Dylan congelou. Seu corpo ficou rígido contra o meu, e eu podia sentir a raiva crescendo nele como uma onda. Mas ele não me soltou. Não se afastou.

Senti seus braços me envolvendo em um abraço apertado e um beijo sendo depositado na minha testa.

— Eu não quero que isso mude a forma de como você me vê... porque eu me sinto tão quebrada, tão suja, tô com nojo de mim e...

— Não diga isso. Você não está quebrada. Você é a mulher mais forte que já conheci, anjo. E nada, absolutamente nada, vai mudar o que eu sinto por você. Aquele filho da puta... porra! — Ele respirou fundo, tentando controlar a raiva. — O que aquele monstro fez com você é horrível. Mas isso nunca vai definir quem você é. Você é a mulher eu eu amo, a mulher pela qual eu daria minha vida sem hesitar. E se eu pudesse apagar cada dor que ele te causou, pode ter certeza que eu faria qualquer coisa para isso, sem pensar duas vezes.

Minhas lágrimas continuavam a cair, mas agora eram diferentes. Ele não me via como quebrada. Ele ainda me amava.

— Você não tem ideia do quanto eu te amo. E eu vou passar cada segundo da minha vida provando isso para você. Você merece tudo que há de melhor nesse mundo, querida.

Eu me joguei ainda mais nos braços dele, segurando-o com força enquanto soluçava.

— Obrigada... — Murmurei contra o peito dele. — Obrigada por me amar...

Ele depositou um selinho nos meus lábios, cheio de carinho.

— Ayla… — Ele sussurrou, sua voz soando suave, mas cheia de algo mais profundo. — Me escuta, por favor.

Os olhos dele me olhavam com amor puro, incondicional.

— Eu quero que você saiba… — Ele começou, a voz embargando levemente. — A gente não precisa fazer nada que você não esteja pronta. Nada. Nunca.

Meu coração apertou, e eu tentei dizer algo, mas ele continuou antes que eu pudesse.

— Eu não quero que você se sinta pressionada, nem por um segundo. Não importa o que eu deseje ou o quanto eu te ame... Isso nunca será mais importante do que você se sentir segura, confortável. — Ele suspirou, passando os dedos pelo meu cabelo de forma tranquilizadora. — Nós podemos esperar o tempo que for. Anos, se precisar. Porque o que eu quero mais do que qualquer coisa é que você esteja bem.

As lágrimas voltaram a escorrer pelo meu rosto, e ele as limpou com cuidado, seus polegares acariciando minhas bochechas de um jeito que fazia meu coração doer.

— Mas, Dylan… — Minha voz saiu em um sussurro trêmulo. — E se eu nunca me sentir pronta? E se… E se isso sempre estiver aqui, entre a gente?

Ele balançou a cabeça, determinado.

— Não vai estar. Porque o que aquele desgraçado fez não define quem você é, nem define eu e você. — Ele segurou meu rosto com firmeza, mas sem perder a gentileza. — Você é muito mais forte do que pensa, amor. E nós vamos superar isso juntos.

Eu tentei falar, mas ele apenas sorriu, aquele sorriso calmo e cheio de amor que eu tanto precisava naquele momento.

— E, mesmo que você nunca queira transar de novo, isso não vai mudar nada. Eu ainda vou te amar. Vou continuar sendo o homem que você merece, porque você já é tudo o que eu preciso. Você é suficiente, Ayla. Sempre foi e sempre será.

Um soluço escapou dos meus lábios, e eu me joguei nos braços dele novamente, enterrando o rosto em seu peito enquanto as lágrimas corriam. Ele me segurou com tanta força, como se estivesse tentando me reconstruir só com o calor do seu toque.

— Eu te amo tanto… — Sussurrei, sentindo meu coração se inundar de gratidão e amor.

— E eu amo você mais do que qualquer coisa nesse mundo. — Ele respondeu, sua voz embargada. — Nós vamos passar por isso, meu anjo. Eu prometo.

Ficamos assim por um longo tempo, apenas abraçados, sentindo o conforto da presença um do outro. Pela primeira vez, apesar de todo o medo e dor, senti que poderia respirar um pouco mais leve. Porque, com Dylan ao meu lado, talvez houvesse esperança de que eu poderia me curar.
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Continua...

Aquele IdiotaHistórias para pegar e não largar. Descubra agora