Dylan
- Vai, Dylan! Arremessa essa porra direito, cego! - Erick gritou enquanto eu tentava marcar um ponto na partida de basquete improvisada.
Digamos que eu não sou bom em basquete como sou em futebol.
- Cego é você, filho da puta! - retruquei, lançando a bola com toda a minha força.
A bola bateu na tabela, girou no aro e... caiu fora.
- HA! Eu sabia! - Maycon gargalhou. - Você tá enferrujado demais, cara. Tá vivendo uma vidinha muito confortável com a Ayla... perdeu o toque!
- Quer ver enferrujado? - ameacei, correndo atrás dele.
Ele saiu disparado pela quadra, rindo feito um maluco. Erick e Pedro assistiam, morrendo de rir.
Pedro jogou a bola para Erick, que bateu na tabela e acertou a cabeça do Maycon.
- AI, CARA! - Maycon berrou, esfregando a cabeça. - Tá tentando me matar?
- Tô testando sua resistência física. - Erick respondeu. - Parece que passou no teste.
Gargalhamos. Aquelas sessões de zoeira eram o que eu precisava para aliviar as merdas dos últimos dias. Faculdade, ameaças a minha mulher, filho da puta do Marcos e meus próprios demônios internos.
Depois de mais algumas rodadas, nós despedimos. Erick e Pedro saíram juntos para um bar, enquanto Maycon pegou o caminho para casa. Eu, ainda rindo das palhaçadas deles, fui para casa encontrar minha mulher.
Ayla
Quando Dylan chegou em casa, estava com aquele sorriso descontraído que eu amava tanto.
- Parece que alguém se divertiu hoje - Comentei, indo até ele para um abraço.
- Os caras são uns idiotas - Ele riu, beijando minha testa. - Como foi seu dia, anjo?
- Bem tranquilo. Falei com a Fernanda mais cedo, mas ainda tô preocupada com meu pai...
- Ele ainda tá com aquela ideia maluca? - Dylan perguntou, puxando-me para o sofá.
- Sim... Parece que ele tem quase certeza que ela tá traindo ele. - Suspirei, frustrada. - Mas isso não faz sentido. Eles se amam tanto...
- Acho que seu pai está vendo coisa onde não tem. Tudo que tá acontecendo... tá mexendo muito com todos nós, amor.
Assenti. Mas eu conhecia meu pai. Ele não iria suspeitar sem motivo.
(...)
Dylan
Enquanto Ayla estava no banho, o celular dela começou a tocar na mesa de centro. Franzi a testa ao ver um número desconhecido na tela.
- Amor! Seu celular tá tocando! - gritei em direção ao banheiro.
- Atende pra mim! - Ela respondeu alto, o som da agua abafando sua voz.
Peguei o telefone e atendi.
- Oi?
- Ayla... Só queria dizer que... eu adorei a noite que passamos juntos. Foi especial... muito mais do que eu esperava.
Meu coração parou por um segundo, antes de um calor furioso tomar conta de mim. Reconheci a voz do filho da puta imediatamente.
- Theo?!
Ouvi um suspiro satisfeito do outro lado.
- E aí, cara - Ele murmurou, provocativo.- Queria relembrar uma noite incrível. A Ayla não te contou?
Minha visão ficou vermelha. O ódio transbordou.
- SEU DESGRAÇADO DO CACETE! FILHO DA PUTA, EU VOU TE MAT... - Ele encerrou a ligação. - PORRA!
Eu vou matar o filho da puta. Eu vou matar, cacete!
Ayla saiu do banheiro logo depois completamente nua, apenas enxugando o cabelo com uma toalha.
- Quem era? - perguntou.
Minha respiração estava pesada.
- Era... - minha voz saiu carregada de raiva contida. - Era o Theo. Ele disse que amou a noite que vocês passaram juntos.
O sorriso dela sumiu instantaneamente, sendo substituído por uma expressão de pura confusão.
- O quê?! Que noite?! Dylan, isso é loucura! Eu não... — Ela se aproximou, segurando meu rosto com desespero nos olhos. - Meu Deus! Eu nunca estive com ele! Nunca! Naquele dia que eu não dormi aqui você sabe que eu tava na casa do meu pai... eu... por que ele tá inventando essa merda?!
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Continua...
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Aquele Idiota
Storie d'amoreAyla é uma garota que enfrenta desafios que vão muito além da adolescência. Sob o mesmo teto que sua meia-irmã Sienna e seu padrasto abusivo, Marcos, ela luta diariamente para se proteger de um pesadelo que parece não ter fim. Na escola, Ayla é rotu...
