Aquele Idiota 2 - 83_ Volta pra mim

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Ayla

O tempo no hospital parecia se arrastar. Cada segundo era uma tortura. Meus olhos estavam fixos na porta da UTI, esperando, implorando para que alguém saísse de lá com boas notícias. Mas ninguém aparecia.

Hazel estava ao meu lado, com a cabeça apoiada no meu ombro. Apesar do momento, ela não soltava minha mão, como se quisesse me transmitir uma força que nem ela mesma tinha.

— Ayla... — Ela murmurou, a voz baixa. — Você sabia que ele te ama, né? Tipo... de verdade?

Fechei os olhos com força, tentando não desabar novamente.

— Eu sei, Hazel. — Respondi com a voz trêmula. — Mas... e se eu não tiver a chance de dizer que eu amo ele também?

Hazel levantou o rosto, me encarando com aqueles olhos idênticos aos de Dylan.

— Você vai ter. — Ela disse com firmeza, como se tentasse convencer a si mesma também. — Ele vai sair dessa. Meu irmão é um idiota teimoso, mas ele é forte.

Antes que eu pudesse responder, um médico saiu pela porta da UTI. Meu coração deu um salto.

— Família do Dylan?

Todos nós nos levantamos de uma vez, como se um choque tivesse percorrido nossos corpos.

— Somos nós. — Simon respondeu, a voz carregada de urgência.

O médico, um homem alto com cabelos grisalhos, parecia exausto. Ele olhou para nós e respirou fundo antes de falar.

— Dylan está estável. Ele teve uma melhora nas últimas horas, mas ainda precisa de cuidados intensivos. Inalou muita fumaça, e o nível de oxigênio no sangue está sendo monitorado constantemente.

— Ele vai ficar bem? — Perguntei, minha voz saindo como um sussurro desesperado.

O médico hesitou por um momento antes de responder:

— Ainda é cedo para dizer com certeza, mas ele está respondendo bem ao tratamento até agora.

Aquelas palavras trouxeram um alívio momentâneo, mas meu peito ainda estava apertado.

— Podemos vê-lo? — Emily perguntou, segurando um lenço nas mãos.

O médico balançou a cabeça lentamente.

— Somente uma pessoa de cada vez, e por pouco tempo. Ele ainda está sedado, mas ouvir a voz de alguém próximo pode ajudar na recuperação.

Todos olharam para mim.

— Vá, Ayla. — Simon disse, sua voz gentil, mas firme. — Ele ia querer te ver primeiro.

Meus olhos se encheram de lágrimas, e eu apenas assenti, caminhando em direção à porta como se estivesse em um sonho.

Ao entrar na UTI, o som das máquinas preencheu o ar. Meu coração apertou ao vê-lo ali, deitado na cama, com tubos e curativos cobrindo parte do corpo. Ele parecia tão frágil, tão diferente do Dylan que eu conhecia.

— Oi, meu amor. — Murmurei, me aproximando devagar. Segurei sua mão fria, e uma lágrima escorreu pelo meu rosto. — Eu tô aqui, tá? E não vou sair do seu lado.

Sentei na cadeira ao lado da cama, segurando a mão dele com força.

— Por que você fez isso, hein? — Perguntei, minha voz embargada. — Você é tão idiota, sabia? Sempre se jogando pra me salvar... Mas eu amo você por isso. Amo você por tudo.

As lágrimas caíam sem parar, e eu me inclinei, encostando a cabeça na cama.

— Por favor, Dylan... volta pra mim. Eu não consigo sem você.

Fiquei ali, falando com ele, contando tudo o que estava preso no meu peito. Mesmo que ele não pudesse responder, eu sentia que ele estava ouvindo.

E naquele momento, com o som das máquinas ao fundo e minha mão na dele, eu prometi a mim mesma que nunca mais deixaria ele duvidar do quanto eu o amava.
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Continua...

Aquele IdiotaHistórias para pegar e não largar. Descubra agora