Dylan
Entrei na casa do Edson como um furacão, meu coração batendo como um tambor de guerra. A cena diante de mim foi o estopim: Ayla estava sentada no sofá, pálida e claramente desconfortável, enquanto Theo estava perto demais, falando baixo como se tivesse algum direito de estar ali. Bem que a Sienna falou que eles tinham saído juntos, porra.
— Que porra tá acontecendo aqui? — Minha voz saiu grave e carregada de raiva.
Ayla levantou-se apressaram, a expressão preocupada estampada em seu rosto. Mas o desgraçado do Theo apenas se levantou devagar, ajustando a gola da camisa como se eu não fosse uma ameaça.
— Amor, calma, calma! — Ayla começou, mas eu já não ouvia mais nada.
Theo deu um passo à frente, com aquele maldito sorriso debochado nos lábios.
— Chegou rápido. Talvez se cuidasse melhor da sua namorada, eu não precisasse estar aqui. — Ele provocou, com a voz suave e venenosa.
Minha visão escureceu e eu parti para cima dele como um animal enfurecido. Meu punho acertou seu rosto com uma força brutal, fazendo seu lábio rachar instantaneamente.
Ele cambaleou para trás, mas antes que pudesse se recompor, agarrei-o pela gola da camisa e o joguei contra a parede com um impacto ensurdecedor. Ouvi Ayla gritar, mas minha mente estava tomada pelo ódio puro.
— EU AVISEI PRA VOCÊ FICAR LONGE DELA, SEU DESGRAÇADO! — Acertei outro soco direto em seu estômago.
Theo caiu de joelhos, tossindo sangue, mas ainda encontrou forças para sorrir com escárnio.
— Isso é o melhor que você pode fazer? Não é à toa que ela precisa de mais... — Ele cuspiu sangue.
Perdi o controle pir completo. Segurei-o novamente e o derrubei no chão, meu joelho pressionando seu peito enquanto socaba seu rosto sem piedade. Sangue esparrama a cada impacto, pintando meu braço e minha camisa.
— DYLAN, PARA, CHEGA! JA DEU! — Ayla gritou desesperada, mas eu estava surdo de raiva.
Foi só quando ouvi a voz furiosa de Edson que minha consciência começou a voltar:
— CHEGA! — Ele rugiu, puxando-me para longe com força.
Theo estava deitado no chão, tossindo sangue e mal conseguindo abrir os olhos, que estava roxo e inchado. Mesmo assim, o desgraçado ainda conseguiu sorrir.
— Fora da minha casa, os dois! AGORA! — Edson gritou, os olhos faiscando de fúria.
— Pai, por favor, não! — Ayla implorou, mas ele ergueu a mão, silenciando-a.
— Já chega, Ayla! Eu não vou tolerar essa loucura aqui! — Ele apontou para a porta.
Theo se levantou com dificuldade, cambaleando, mas antes de sair, olhou para mim com um brilho doentio nos olhos.
— Isso foi só o começo. Ela vai ser minha, você sabe disso. — Ele sussurrou, cuspindo mais sangue no chão.
Minhas mãos tremiam de ódio. Se Edson não estivesse ali, eu teria matado aquele desgraçado.
Respirei fundo e saí antes que perdesse o controle de novo. A porta se fechou atrás de mim, deixando-me sozinho no frio da noite, com a raiva queimando em meu peito como uma chama indomável.
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Continua...
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Aquele Idiota
RomanceAyla é uma garota que enfrenta desafios que vão muito além da adolescência. Sob o mesmo teto que sua meia-irmã Sienna e seu padrasto abusivo, Marcos, ela luta diariamente para se proteger de um pesadelo que parece não ter fim. Na escola, Ayla é rotu...
