Aquele Idiota 3 - 18_ Primeiro beijo

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Flashback (Drake - 14 anos)


A boca dela ainda colada na minha. Os olhos fechados. A respiração quente.
E

eu? Completamente fodido por uma garota que conseguia me deixar de joelhos com um único beijo.

Ela afastou só um pouco, as bochechas coradas, a respiração falha.
Aquela confissão saiu num fio de voz, quase tímido:

— Foi o meu primeiro beijo.

Parei.

Fiquei encarando ela por um segundo, sentindo o coração bater como se estivesse tentando quebrar a porra do peito.

Primeiro beijo. Meu.

— Ainda bem. — murmurei, sem conseguir esconder o sorriso que veio.

Ela me olhou, confusa.

— Como assim "ainda bem"?

Dei de ombros, passando o polegar de leve pela bochecha dela.

— Porque se outro cara tivesse te beijado antes de mim… ele ia se ver comigo. E você também. Você é minha, Manu.

Ela arregalou os olhos.

— Sua?

— Minha. Sempre foi. Desde o dia em que me empurrou no corredor da escola e me xingou de "aquele idiota". — falei, rindo baixo. — Eu soube ali que você ia foder com minha cabeça.

Ela sorriu. Mas logo o olhar dela mudou. Ficou meio travado.

— E você? Já tinha beijado?

Travei. Um segundo só.

— Já. — falei. — Algumas vezes. Uma na escola, outra nas férias... Mas…

— Ah. — ela cruzou os braços. — Que lindo.

— Calma. — segurei o queixo dela com carinho. — Nenhuma foi assim. Nenhuma foi você.

Ela virou o rosto, emburrada. O jeito que só ela sabia fazer.

— Sei.

— Manu… — encostei a testa na dela, a mão subindo devagar pelas costas. — Nem lembro do rosto das outras. É sério. Mas o seu? Você vai morar aqui. — toquei o lado esquerdo do meu peito.

Ela tentou manter a cara fechada. Mas não durou. Mordeu o lábio, baixou os olhos e se encostou mais em mim.

— Idiota.

— Mas seu idiota. — sussurrei, encostando a boca na dela de novo.

O beijo agora foi diferente. De língua. Calmo, mas ainda cheio de urgência. Como se eu precisasse decorar cada segundo. Cada movimento. Cada suspiro dela.

Minhas mãos subiram de novo pela cintura dela, parando nas costas. Os dedos levemente apertando por cima da camiseta larga de dormir.

Ela gemeu baixinho. Quase um suspiro. E meu corpo inteiro respondeu.

— Eu… — ela murmurou, com os lábios ainda roçando nos meus. — Não sei muito bem o que tô fazendo.

Sorri.

— Eu também não. Mas a gente aprende junto.

Desci os beijos pro pescoço dela. Devagar. Sentindo a pele arrepiar sob a minha boca.
Ela segurou meus ombros com força, as unhas apertando de leve. O corpo dela se encaixava no meu com uma naturalidade que me deixava tonto.

Ela voltou a me beijar. Com mais vontade. Com mais curiosidade. Com mais dela.

E foi ali, no colchão improvisado no chão, com o cobertor escorregado e os corpos colados, que eu tirei o bvl da Manu.

Um beijo de verdade. Com vontade. Com desejo inocente e urgente.

Aquele beijo foi mais quente do que qualquer coisa que eu já tivesse vivido. Porque era dela.

E só dela.

Ela puxou meu cabelo na nuca, riu no meio do beijo e sussurrou:

— Isso vale por uns três bvl, né?

— Isso vale pela minha vida inteira. — respondi, sem pensar.

Porque era isso que ela fazia comigo.

Transformava um beijo… na coisa mais importante do meu mundo.

E eu sabia, ali, com 14 anos, com o coração batendo que nem louco, com a boca colada na dela, que ninguém mais no mundo ia me fazer sentir daquele jeito.

Só a Manu.

Sempre a Manu.
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Continua...

Aquele IdiotaHistórias para pegar e não largar. Descubra agora