Aquele Idiota 2 - 38_ Theo, é um prazer

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Ayla

Theo ainda segurava minhas mãos, os olhos fixos nos meus. Havia tanta preocupação ali que, por um momento, me senti exposta demais. Ele parecia querer entender o que se passava na minha mente, mas eu não podia explicar. Não podia trazer mais uma pessoa para esse pesadelo.

— P-preciso ir para casa do meu pai. P-preciso dele.  — murmurei, tentando me recompor.

(...)

A viagem até a casa do meu pai parecia se arrastar, mesmo que Theo dirigisse em silêncio, respeitando meu estado. O rádio tocava uma melodia suave, mas não ajudava a acalmar o turbilhão dentro de mim. Tudo o que eu conseguia pensar era naquela figura sombria... Marcos estava vivo. Eu não tinha dúvidas.

— Chegamos. — Theo disse suavemente, estacionando em frente à casa de Edson.

Assenti, mas minhas mãos ainda tremiam quando tentei abrir a porta do carro. Antes que eu pudesse insistir, Theo já estava ao meu lado, abrindo-a para mim.

— Você não está bem. — ele afirmou, a voz cheia de uma preocupação genuína. — Deixe-me entrar com você, só para garantir que está segura.

Eu deveria recusar. Qualquer proximidade com Theo só complicaria as coisas. Mas, naquele momento, a ideia de enfrentar meus próprios demônios sozinha parecia insuportável.

— Tudo bem. — murmurei.

Caminhamos até a porta. Antes mesmo que eu tocasse na maçaneta, meu pai abriu a porta, cheio de preocupação.

— Filha? O que aconteceu, princesa? — ele perguntou, preocupado, segurando meus ombros.

— Eu... — minha voz falhou. — Só precisava estar aqui.

Meu pai nos deu passagem sem hesitar. Theo seguiu atrás de mim, observando tudo com uma expressão cautelosa.

— Como se chama?

— Theo, é um prazer, senhor Edson.

— Prazer é todo meu. Obrigado por trazê-la. — Edson dirigiu-se a Theo, que assentiu.

— Não podia deixá-la sozinha. — ele respondeu, ainda me olhando como se eu fosse desmoronar a qualquer momento.

A sala estava acolhedora, iluminada pela luz suave do abajur. Theo me guiou até o sofá, onde me sentei devagar. Ele se agachou à minha frente, segurando minhas mãos nas dele, quentes e reconfortantes.

— Você está segura agora, Ayla.

— Mas o que foi que aconteceu, filha? — Meu pai questionou.

— O Marc...

Antes que eu pudesse dizer qualquer coisa, ouvi a porta se abrir novamente. Meu coração disparou ao ver Dylan parado na entrada, a expressão congelada em choque. Seus olhos passaram rapidamente por Theo ainda ajoelhado diante de mim, nossas mãos entrelaçadas, antes de se fixarem nos meus.
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Continua...

Aquele IdiotaHistórias para pegar e não largar. Descubra agora