Aquele Idiota 2 - 76_ Pior dia da minha vida

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Ayla

O som da porta se abrindo novamente me tirou dos meus pensamentos, e meu corpo se contraiu como se estivesse se preparando para um golpe. Marcos entrou, e havia algo diferente em seu olhar. Uma mistura perturbadora de satisfação doentia e raiva reprimida. Ele segurava um cinto, o couro preto reluzindo sob a luz fraca da lâmpada, fazendo meu estômago se revirar.

- Você é mais teimosa do que eu imaginava - disse ele, um sorriso torto nos lábios que me fez arrepiar.

Minha respiração acelerou. O medo ameaçava transbordar, mas eu mantive o silêncio. Não podia mostrar fraqueza, mesmo que por dentro estivesse apavorada.

Ele puxou uma cadeira de madeira no canto do quarto e se sentou à minha frente, os braços cruzados como se estivesse me avaliando.

- Sabe, Ayla, sempre admirei sua força. É uma pena que ela esteja sendo desperdiçada com essa rebeldia inútil.

Engoli em seco, forçando-me a encontrar seus olhos.

- Você não vai quebrar essa força - soltei, surpreendendo-me com a firmeza na minha voz.

Marcos riu, uma risada baixa e sarcástica que ecoou pelo quarto.

- Veremos.

Ele se levantou novamente. O cinto reluziu sob a luz fraca enquanto meu estômago se apertava ainda mais.

- Talvez um pouco de dor te faça lembrar quem está no controle aqui.

Minhas mãos estavam amarradas, mas comecei a puxar contra as cordas com mais força, sentindo a pele arder. Ele se aproximou, dobrando o cinto nas mãos.

- Não adianta, Ayla. Não há ninguém pra te salvar agora.

Ele levantou o cinto, e o impacto veio rápido. Um golpe forte atravessou meu ombro e parte das costas. Mordi o lábio para não gritar; um som abafado de dor escapou.

- V-você não vai... - murmurei, sentindo lágrimas se acumularem nos olhos.

Outro golpe. E mais outro. Cada um mais doloroso que o anterior. Minha pele ardia, mas eu me recusava a dar a ele o prazer de ver meu desespero.

Marcos parou por um momento, observando meu corpo tremendo.

- Ainda teimosa, não é? - Ele respirou fundo antes de continuar. - Então talvez eu precise de outro tipo de abordagem.

Aproximou-se e segurou meu queixo com força, obrigando-me a olhar em seus olhos frios.

- Eu vou te ensinar do meu jeito.

Minha mente corria em busca de uma saída, qualquer coisa para ganhar tempo. Precisava manter a cabeça no lugar; só assim teria uma chance de escapar dali.

Senti sua mão atingir meu rosto com força; ele agarrou meu cabelo e me jogou no chão enquanto desferia tapas pelo meu rosto. O pânico crescia enquanto tentava me desvencilhar dele.

- P-para! Por favor! - implorei, tentando segurar sua mão em vão.

A cada tapa minha visão ficava mais turva. Ele passou os dedos suavemente pelos meus cabelos enquanto eu chorava descontroladamente.

Fechei os olhos com força e engoli o choro com todas as minhas forças, tentando permanecer forte mesmo enquanto tudo ao meu redor desmoronava.

Finalmente ele me soltou; era tudo o que eu precisava para cair no chão. Minhas pernas tremiam e minha cabeça girava; não conseguia ficar em pé.

Entrei em desespero quando Marcos se posicionou sobre mim novamente.

- S-sai de cima de mim! POR FAVOR!

A fraqueza desapareceu momentaneamente quando comecei a lutar contra ele. Fiz o possível para me livrar dele, mas ele permanecia imóvel como uma rocha.

Um soco forte atingiu meu rosto e minha visão ficou turva novamente. Senti suas mãos subirem pela minha blusa enquanto apertava um dos meus seios com brutalidade.

Ele se inclinou na direção do meu pescoço, espalhando beijos frios enquanto eu lutava para me libertar dele.

Suas mãos desceram para dentro da minha calça, tocando minha intimidade por cima da calcinha.

- M-Marcos... eu i-imploro... não faz isso - minha voz saiu quase como um sussurro desesperado.

- Isso é tudo que eu sempre quis, filhinha - respondeu ele com um sorriso maligno nos lábios.

- P-por favor... - Eu cuspi na cara dele numa tentativa desesperada de resistência. Ele apenas sorriu ainda mais amplamente e continuou seu ataque implacável à minha dignidade.

Nesse momento aterrador, Theo entrou no quarto rindo despreocupadamente:

- Cabe mais um aí? - Arregalei meus olhos. - Relaxa, Ayla. Não sou tão terrível assim!

E assim Marcos prosseguiu. Aquele seria um dia que eu nunca conseguiria esquecer; o pior da minha vida até então.
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Continua...

Aquele IdiotaHistórias para pegar e não largar. Descubra agora