Ayla
A manhã estava fria, mas a cafeteria do campus estava aconchegante. Sentei-me ao lado de Mirella, Samantha e Maevie, enquanto Dylan estava na fila, pegando nossos pedidos. As conversas ao redor estavam animadas, cheias de estudantes comentando sobre provas e festas.
— Preciso dizer, menina... — Maevie comentou, tomando um gole do seu café. — Você tá parecendo exausta. Dormiu mal?
Suspirei, passando a mão pelos cabelos. A noite anterior fora um pesadelo sem fim. A imagem de Marcos ainda estava gravada na minha mente.
— Só preocupações... — murmurei, tentando soar despreocupada. — Vocês sabem como é, né?
Elas assentiram, desconfiadas.
Dylan voltou com nossas bebidas e se sentou ao meu lado, colocando seu braço ao redor dos meus ombros. O calor do seu toque era reconfortante.
— Vamos sobreviver a mais uma semana, suas quengas! — ele brincou, tentando aliviar o clima.
Eu sorri, mesmo que uma parte de mim ainda estivesse presa àquela visão aterradora.
(...)
Mais tarde, depois da aula de psicologia experimental, eu me despedi das meninas e fui até o prédio da biblioteca para estudar. A tranquilidade do local era um alívio. Enquanto revisava meus resumos, senti uma presença se aproximando.
Levantei o olhar e vi Theo, com um sorriso amigável e um livro nas mãos.
— Precisa de companhia para estudar ou prefere o silêncio absoluto? — ele perguntou, divertido.
— Pode sentar... — respondi, tentando parecer natural.
Estudamos em silêncio por alguns minutos, até que ele fez uma observação inteligente sobre o conteúdo, o que acabou gerando uma discussão leve. Durante a conversa, por um momento, me permiti relaxar.
De repente, uma pontada de desconforto surgiu, como se eu estivesse sendo observada. Meu olhar disparou para a janela ao lado... e congelou.
Lá estava ele.
Marcos.
Parado à sombra de uma árvore próxima, me encarando. Seu sorriso frio era uma lembrança cruel de tudo o que eu temia.
Minhas mãos começaram a tremer. Meu corpo começou a tremer.
— Ayla? — Theo chamou, mas sua voz parecia distante.
Minha respiração ficou irregular, e as paredes da biblioteca começaram a se fechar ao meu redor.
— Ele... ele está ali... — sussurrei, meu olhar preso na figura sombria do lado de fora.
— O quê? Quem? — Theo se aproximou, sua expressão preocupada.
Meus joelhos cederam, e eu senti meu corpo vacilar. Antes que eu caísse, Theo me segurou, sua voz firme me ancorando à realidade.
— Respira comigo... Tá tudo bem. — ele murmurou, guiando-me para uma cadeira próxima.
Olhei de novo para a janela, mas Marcos havia sumido. Como se nunca tivesse estado ali.
Meu coração ainda batia forte enquanto Theo segurava minhas mãos com firmeza.
— Ei... quem você viu? — ele insistiu suavemente.
Eu queria contar... mas como explicar algo tão absurdo?
Tudo o que consegui fazer foi murmurar:
— Ele está vivo...
.
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Continua...
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Aquele Idiota
רומנטיקהAyla é uma garota que enfrenta desafios que vão muito além da adolescência. Sob o mesmo teto que sua meia-irmã Sienna e seu padrasto abusivo, Marcos, ela luta diariamente para se proteger de um pesadelo que parece não ter fim. Na escola, Ayla é rotu...
