CAPÍTULO XXXIX

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Acordei assustada e me sentei na cama com um impulso, como se estivesse despertando de um sonho longo e pesado. Meu quarto estava dominado pela escuridão. Ainda podia sentir o seu cheiro, o calor do seu corpo junto ao meu, a sua presença tão marcante e intimidadora, porém minha cama estava vazia.

Fiquei confusa. Foi um sonho? Parecia tão real! Foi quando ouvi o som da TV vindo da sala, juntamente com a claridade por debaixo da porta. Ele estava lá. Coloquei os pés no chão e vi meus tênis. Eu ainda estava com as mesmas roupas.

Tentando não chamar a atenção, fui até o banheiro, acendi a luz e tranquei a porta. O cheiro forte de limpeza estava no ar. Steve tomou banho e não fora há muito tempo. O piso do boxe molhado confirmou as minhas suspeitas. Tirei as roupas entrei no chuveiro.

Limpa e com as ideias mais claras comecei a me preparar para o nosso encontro. Mais cedo havia sido tudo intenso. As revelações, todas assustadoras demais, não deixaram espaço para uma conversa. Não da forma como eu queria. De qualquer forma eu já tinha aceitado. Não restavam dúvidas nem incertezas. Eu estava completa e irrevogavelmente apaixonada por Steve Rogers. Precisava somente amadurecer a ideia, organizar os detalhes, já que sabia, e ele também, que limites não existiam mais.

Peguei uma camisola branca, com renda nas laterais, presa nos seios e solta até a altura das coxas. Era curta e sensual, o meu objetivo não era seduzi-lo e sim me sentir o mais próxima possível do que nós dois éramos. Ainda no escuro, saí para a sala. Imediatamente Steve sentiu a minha presença. Ele estava sentado no sofá, usando sua calça jeans e uma camisa minha, comprida e folgada, com alguns furos na lateral de tão usada. Eu a usava para dormir nos dias quentes, no entanto há muito estava esquecida em meu guarda-roupa.

Seus cabelos molhados denunciavam o banho e seus pés descalços deixavam-no completamente à vontade. Simples, relaxado e sexy. Minha boca ficou seca.
Nossos olhos se encontraram. Apesar da pouca luminosidade, dava para enxergar as chamas que saíam dos seus. A presença de Steve era muito intensa em mim.

— Preciso de água – corri para a cozinha sem saber ao certo por que fugia.

Segurei o copo com as duas mãos e me concentrei em não derrubá-lo. Meu amante estava logo atrás de mim. Muito próximo. Eu sentia a sua respiração alcançando a minha pele exposta.

— Você está bem? – parecia cauteloso. Nenhum alívio me alcançou.

— Hum, hum! – bebi o que restava da água.

As pontas dos dedos dele tocaram as laterais dos meus braços levemente. Era quase imperceptível, como eu estava extremamente sensível, fiquei completamente arrepiada.

— Estou cansada – virei rapidamente tentando fugir das suas carícias.

— Por que está fugindo de mim? – sem me tocar realmente, levantou meu queixo até que nossos olhos se encontraram.

— Eu... Eu não sei – admiti fechando os olhos.

Seria muito mais fácil se ele simplesmente me conduzisse. Que não me desse a oportunidade de pensar ou decidir.

— Eu amo você, Natasha! – sussurrou com os lábios quase nos meus. O ar ficou preso em meus pulmões.

Seus dedos reiniciaram as carícias leves em meus braços. Só as pontas, subindo e descendo, apenas sentindo a proximidade entre nossas peles. Aquilo estava me enlouquecendo. Principalmente porque a minha única resposta era o quanto o amava também.

Seus lábios desceram roçando o meu pescoço, se prolongando na clavícula, onde depositou um beijo, ainda leve, então continuou até o limite do ombro. Refez o caminho com a ponta do nariz, aspirando meu cheiro e liberando seu hálito quente que aquecia meu corpo. Seus dedos subiam pelos meus braços seguindo o mesmo caminho até que suas mãos estavam em meus ombros, acariciando as tiras finas que prendiam a camisola.

Pleasure | Love (Romanogers)Onde histórias criam vida. Descubra agora