CAPÍTULO LIII

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— Nat! – Steve gemeu entrando com força uma última vez, deixando que a sensação libertadora também o dominasse.

Segundos antes eu havia deixado que a explosão de prazer tomasse conta do meu corpo. Não demoramos nem dez minutos. Eu já estava no meu limite quando começamos e meu amante também não se segurou por muito tempo. Naquele momento, parcialmente satisfeita, e ainda sentindo as mãos de Steve em minha cintura, me puxando ao seu encontro, eu me sentia pronta, preparada para enfrentar o mundo ao seu lado.

Meu amante me abandonou, então relaxei deitando de bruços no colchão. Steve deitou ao meu lado e acariciou meu rosto com as pontas dos dedos. Sorri. Foi maravilhoso, como sempre.

— Você é incrível, Srta. Romanoff! Eu estou longe de me cansar.

— E eu passaria a minha noite transando com você, Sr. Rogers – ele beijou meus lábios com cuidado.

— Eu também. E obrigado por não usar o nosso tempo brigando por causa do meu cartão de crédito – Steve levantou. Ele continuava vestido, só as calças que estavam um pouco mais para baixo, meu chefe já as ajeitava no corpo.

— Nós ainda vamos conversar sobre isso – ressaltei sentindo meu coração apertar ao vê-lo se preparar para partir. Eu não estava pronta para ser apenas uma transa. — Não quero você pagando as minhas contas.

— Eu já entendi – disse sem me olhar. — Tenho exatos cinco minutos para ir embora, então, você decide: vamos aproveitar o nosso momento ou prefere que eu lhe mostre que não sou um homem que aceita com facilidade as ordens da sua futura esposa? – mordi os lábios para não sorrir.

— O que mudou? – eu sabia que não poderia perder meus preciosos cinco minutos fazendo perguntas, mas era isso ou não dormiria aquela noite, de tanta curiosidade. Steve não ficou muito satisfeito com a minha escolha. — Por que você acha que Peggy vai cumprir a parte dela desta vez? E por que você está tranquilo, mesmo sabendo que Peggy já sabe que quebrou uma das regras do acordo? – ele parecia indeciso sobre o que poderia ou não compartilhar comigo. — Steve, esconder de mim não é a solução. É só se olhar no espelho para saber que isso não é saudável para nós dois.

— Não se trata disso. O tempo é curto para tantas explicações e eu queria mesmo ficar com você. Por favor, Nat – parecia sincero. — Hoje eu e Peggy fizemos um novo acordo, o que acabou limitando o tempo que tenho com você.

— Isso significa que não virá nos próximos dias – afirmei com o familiar nó na garganta.

— Significa que temos novas regras, por outro lado em seis meses tudo estará acabado. São apenas seis meses.

— E o que faz você acreditar que Peggy vai aceitar desta vez? – um pequeno sorriso surgiu em seus lábios. Steve guardava um segredo e não iria compartilhá-lo comigo.

— Eu sei. Se te deixa mais tranquila, nosso novo acordo foi documentado, como um contrato e agora ele tem valor judicial. Eu cumpro com a minha parte, Peggy com a dela e em seis meses ela será forçada a me vender sua parte. Obviamente, minha digníssima esposa aumentou o valor das suas ações, mas sinceramente? É um ótimo preço para que eu possa ficar livre dela.

— Como um acordo nestas condições pode ter valor legal?

— Assinamos o divórcio com data futura. É uma maneira de garantir que realmente terá um fim. Também assinamos a compra das ações, da mesma forma, com uma data futura. No dia determinado o valor sairá da minha conta, uma transição já acordada com o banco. Ou seja, ela não tem mais meios de me obrigar a recuar.

— E como você conseguiu? Digo... Ela me disse que não aceitaria. É difícil acreditar... – mas eu acreditava. Aquela sensação de alívio me fazia tão bem.

Pleasure | Love (Romanogers)Onde histórias criam vida. Descubra agora