CAPÍTULO XLVII

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Steve dirigiu lentamente, sem dizer nada sobre o que nos aguardava. A cada segundo meu coração acelerava mais com a expectativa. Rodamos dez minutos então ele virou em uma rua escura e vazia. O que tinha em mente?

— Você se lembrou de tudo?

— Sim.

Sentia que qualquer coisa que meu amante fosse aprontar, começaria naquele momento.

— As braçadeiras – tirou uma das mãos do volante e a estendeu para mim.

Sem pensar direito no que estava fazendo, abri a bolsa e retirei as braçadeiras de couro e entreguei a ele. Steve parou o carro em uma rua estreita e muito escura. Desligou o motor e saiu. Fiquei congelada no lugar. O que ele pretendia fazer? De que forma eu poderia encaixar o beco escuro e totalmente intimidador, as braçadeiras de couro e eu? Ele abriu a porta atrás de mim e voltou a entrar no carro.

— Coloque os braços para trás. Rápido, amor!

— O que você vai fazer?

— Você logo saberá.

Obedeci e ele tratou de colocar em mim aquele acessório e, pelo que pude deduzir, amarrou uma braçadeira a outra, através das fitas de couro. Só para me certificar, puxei os braços e constatei que estava presa ao banco. Steve saiu do carro e em alguns segundos estava de volta ao seu lugar. Ele me olhou e sorriu dando partida e seguindo o seu caminho.

— O que você vai fazer comigo, Steve?

Eu interpretava a garota ingênua, doce e delicada, como ele sempre dizia que eu era. Steve sorriu ainda mais, passando a língua em seu lábio inferior. Seus olhos brilhavam de expectativa. Conferi o volume em suas calças. Ele me queria tanto quando eu o queria.

Uma música suave ao fundo mexia com meu íntimo de uma forma perturbadora. Era calma, assim como ele aparentava estar, ao passo que dentro de mim tudo era bagunça e confusão. Eu estava ansiosa, nervosa, e ele simplesmente olhava para frente como se eu não estivesse algemada ao seu lado.

— Fique tranquila – colocou a mão em meu joelho enquanto mantinha o carro na pista com a outra. — Eu não vou fazer nada que você não queira.

Acariciou meus joelhos e depois suas mãos subiram por minhas coxas. Eram toques suaves e decididos. Brincou com a pele daquela região por algum tempo, enquanto dirigia sem nada dizer. Apenas prestava atenção ao caminho. Eu continuava tensa e ansiosa. Estar sem calcinha, com a mão de Steve brincando em minhas pernas, mais especificamente na parte interna, estava me deixando louca, ainda mais com o jeito distraído dele como se fosse a coisa mais natural do mundo.

Quando comecei a arfar ele subiu um pouco mais a mão, abrindo espaço por entre minhas coxas. O que ele queria? Acabar comigo? Steve, ainda olhando para frente, retirou a mão de mim e mexeu no som procurando alguma música interessante em seu mp3.

Merda mil vezes! Fechei os olhos e respirei fundo.

Uma voz doce preencheu o carro em uma melodia suave. Ele só podia estar de sacanagem! Só existia uma forma de relaxar e com certeza não era aquela. Voltou a colocar sua mão em mim. Em minhas coxas. Seus dedos quentes faziam movimentos circulares, numa carícia sensual e prazerosa.

— Abra as pernas, Nat – seus olhos não saíram da estrada. Meu coração acelerou.

Steve conseguia me dar ordens de maneira tão sensual que somente suas palavras já me deixavam pronta. Eu abri minhas pernas, não muito, só o suficiente para que sua mão pudesse percorrer o caminho. Ele deslizou seus dedos parando quase no local onde eu estava implorando mentalmente para ser tocada. Ali, acariciou minha pele. Era uma brincadeira perversa e torturante. Eu o queria e ele sabia muito bem, por este motivo estava me maltratando daquela forma.

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