Ainda estávamos rindo, sentados à mesa. Steve passava os dedos em minha nuca e descia por minhas costas. Uma carícia quase inocente, levando-se em conta que ainda estávamos cercados pelos músicos e garçons, mas que meu corpo se recusava a entender como algo banal. Eram os dedos dele em minha pele, então nunca seria apenas um toque.
Eu corava e sorria e aceitava qualquer coisa que partisse do meu marido. Mal conseguia acreditar que estávamos casados, flutuando no mar da Tailândia em um palco aberto, abraçados por elevações montanhosas e pedras. Era um perfeito local para uma lua de mel. Pensar neste ponto me deixou bastante quente e constrangida. Como seria?
— Você fica linda bronzeada – ele sussurrou em minha pele enquanto distribuía beijos em meu ombro. Suspirei. Eu gostaria muito de partir para a parte da lua de mel.
— Você fica lindo de qualquer forma – ele sorriu e eu constatei que havia dito a mais pura verdade.
Steve era lindo! Lindo demais até. Uma beleza que deveria ser proibida. E era meu. Todo meu. Senti meu coração inflar. Aquele homem perfeito havia casado comigo.
— Eu ainda não tenho os seus pensamentos – correu os dedos em minha face, se demorando em meus lábios. Seus olhos vasculhavam cada cantinho do meu rosto, como se quisesse decorar os detalhes e nunca mais esquecer.
— Mas tem o meu coração – segurei sua mão e beijei seus dedos carinhosos, depois desci eles até meu peito. — E tem a minha alma – sussurrei aproximando meus lábios dos dele. O beijo foi casto e curto. — E o meu corpo que é irrevogavelmente seu – ele sorriu amplamente. — Pode acreditar, todos os meus pensamentos são direcionados a você.
— Você estava pensando em mim agora?
— No quanto você é lindo e eu tenho sorte – rocei meus lábios nos dele. Steve suspirou gostando da aproximação.
Seus dedos acariciaram discretamente o local onde coloquei a sua mão, mas não se prolongaram. Ele me puxou para perto, mesmo sabendo que as cadeiras nos separavam, e brincou com meu braço com carícias leves.
— Eu tenho sorte – ele disse tomando meus lábios. Senti sua língua tocar meus lábios e nosso beijo perfeitamente orquestrado consumindo as minhas forças. — E eu amo você, Natasha! Não. Eu venero você! Chega a ser absurdo porque eu não consigo acreditar que uma mulher tenha o dom de me dobrar tanto assim, mas é verdade – passou as mãos pelos cabelos. Como eu amava aquilo! Ele riu, desdenhando de si mesmo.
— Como pode acreditar nisso?
— Você não obedece – abri a boca para falar, mas ele me calou. — Nunca. Você me desafia, me engana, finge ouvir e concordar com o que eu determino por ser o melhor para nós dois. Era para eu te detestar, mas olhe para mim – tocou suas roupas e fez uma carinha engraçada, estreitando os olhos e balançando a cabeça. Estava tão relaxado, entregue e jovem. Eu amava aquela versão do meu CEO. — Eu simplesmente casei com você, mesmo sabendo que isso vai significar muita dor de cabeça.
— Que coisa linda para dizer na nossa noite de núpcias – desdenhei e fingi estar magoada. Ele apertou os braços em mim e mordeu meu pescoço.
— Eu amo você e isso deveria ser o suficiente – riu arrepiando minha pele.
— Eu amo você também, e sim, é o suficiente, Sr. Meu Marido. É tudo o que eu preciso.
Senti exatamente o momento em que o clima mudou. O que era brincadeira e carícias inocentes foi cedendo lugar para algo mais forte, algo que sabíamos não seríamos capazes de conter. Já estávamos há muito tempo naquele joguinho, cumprindo as regras, respeitando os espaços, mas naquele momento, falando sobre o nosso amor, nossa necessidade era concretizar o que dizíamos.
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Pleasure | Love (Romanogers)
Fiksi Penggemar"Você já sentiu vontade de tocar em algo que sabe ser proibido? Já teve o desejo irresistível de experimentar alguma coisa que sabe não ser socialmente ou eticamente correto? Tão proibido e ao mesmo tempo tão desejável que poderia destruí-la?" Não p...