Capítulo 73

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Pov: Jade Picon

- E o que mais ? - Paulo André me incentivou a falar.

- Hoje a Nina me perguntou se eu acho que sou insegura com o nosso relacionamento e eu prontamente contestei que não. Mas existem pequenas situações que fazem com que eu me sinta assim. - Falei com um aperto no peito.

- Eu te deixo assim, meu amor ? - Perguntou e eu neguei rapidamente.

- De forma alguma, muito pelo contrário, só que essas situações me deixam com muito medo de perder você. Ainda estou aprendendo a lhe dar com um relacionamento calmo e que não me causa ansiedade.

- Vem aqui. - Ele me chamou e abriu os braços.

Fiquei entre as pernas do PA enquanto ele me abraçava forte e não fazia com que eu me arrependesse de falar o que eu sinto.

- Quando se trata de você eu quero ser o melhor possível para que você não precise passar pelo que não merece. Eu vou continuar ao seu lado até você se sentir completamente segura.

- De verdade ? - Perguntei tentando segurar o choro.

- Lá no comecinho a minha parte favorita de nós dois é a leveza com que a gente começou isso. Desde o primeiro dia teve muito carinho, muito olho no olho e muito cuidado. Não quero que isso fique só lá no começo mas quero que isso se estenda porque você a mulher da minha vida.

E as lágrimas que eu tanto tentei segurar começaram a rolar sobre o meu rosto e eu olhei diretamente para os seus olhos.

- Eu te amo, Jade.

- Amor...

- Não quero que pense que estou falando isso só por causa de ontem, meu amor por você não é de boca para fora.

- Te amo tanto. - Falei chorando e ele grudou as nossas testas.

- O que a gente tem não é coisa só de 50 dias mas sim para vida inteira, tudo faz muito mais sentido contigo. É bom ter a certeza de que você não vai embora e que quando eu chegar nós vamos fazer brigadeiro com morango e escutar a nossa playlist, e que tudo fica bem porque temos um ao outro.

- Para sempre e sempre ?

- Sempre e sempre. A lua e as estrelas estão todas de testemunhas. - Falou e eu dei um sorriso fraco.

Nos olhamos não só com paixão, mas sabemos e sentimos que aqui tem amor e mesmo que a gente enfrente essas confusões de casal, sempre iremos ter um ao outro.

Paulo André passou o polegar pelos meus lábios e sem pressa beijou a minha boca. Segurei a sua nuca para que ele pudesse se aproximar mais e em questão de segundos nossas línguas dançavam em uma sincronia única. O tal beijo que encaixa tão bem desde a primeira vez.

Nos beijamos por alguns minutos mas logo nos separamos quando nos faltou ar. Ele me abraçou e beijou o meu pescoço.

- Você me desculpa por tudo ? - Perguntou baixo no meu ouvido.

- Desculpo mas dá próxima eu vou embora e te deixo sozinho. - Falei e ele riu.

- Não vai ter próxima, acho que não sei beber.

- Você jura ? - Perguntei com deboche fazendo ele rir. - Me trouxe para a praia na intenção do perdão vir fácil ?

- Talvez, talvez. - Eu ri fraco.

- Eu amo a praia tirando a parte da areia que me dá agonia e que surge em todos os lugares depois.

- Quando eu era pequeno minha mãe dizia que os pensamentos de Deus são mais numerosos que os grãos de areia, então eu ficava tentando contar os grãos para advinhar o que Deus pensava. - Ele falou aleatoriamente e eu gargalhei.

In Your Eyes - Jadré Onde histórias criam vida. Descubra agora