Dark Romance [+18]
[Livro 1]
Damon Campbell é um vício perigoso e um pesadelo. Obcecado por Angel Miller, ele a persegue como uma sombra, oscilando entre provocação e desejo, enquanto ela o odeia com todas as forças - ou tenta. Mas nem tudo é o que...
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Prendi o cigarro entre os lábios, enquanto puxava o isqueiro do bolso. Acendi com um estalo rápido, o brilho alaranjado da chama iluminando brevemente meu rosto. O ambiente ao redor parecia sufocante: gritos, risadas, conversas entrecortadas, uma cacofonia que fazia minha cabeça latejar. Eu precisava de um escape, um momento de paz.
Mas o que realmente não me deixava em paz era a lembrança dos lábios dela, suaves contra os meus. Uma porra de erro colossal. Eu ainda não entendia o que me levou a fazer aquilo. Tudo o que lembro é do olhar dela me prendendo, me deixando hipnotizado e, de repente, eu estava completamente fora de controle.
Ela estava aflita, nervosa. Seu corpo tremia sob o meu, e quando ela percebeu o quanto eu estava excitado, o choque estampado em seu rosto foi instantâneo. Seus olhos se arregalaram, como se fosse a coisa mais absurda do mundo. E aí, a dúvida me corroeu: Será que ela é virgem? Só de imaginar a resposta, meu desejo aumentou. Posso ensiná-la alguma coisas...
Uma parte do meu cérebro só conseguia pensar em beijá-la de novo, sugar todo aquele ódio e atrevimento que ela carregava nos lábios, no jeito de me olhar. Sem pensar, eu lhe dei um selinho. Apenas para aliviar a pressão que estava me consumindo. Mas foi um erro. Só piorou as coisas. Foi como dar uma migalha a um cachorro faminto — e agora eu queria devorar tudo.
Jacob passou correndo na minha frente, com uma garota, fugindo dele entre risos e gritos. Mas não era medo — eram gritos de excitação. Ela gostava da perseguição, do jogo. Soltei um riso curto pelo nariz e desviei o olhar, observando o parque ao redor.
Se não fosse pelo Midnight Club, isso seria o ápice do "rolê" por aqui. Havia bares e boates, mas nenhum de nós podia beber livremente, então os jovens se amontoavam no parque, bebendo escondido e brincando de pique-esconde com as garotas.
O parque em si tinha seus dias de glória muito anos atrás. Os brinquedos eram velhos, alguns já não funcionavam mais, outros estavam quebrados, enferrujados pela chuva e pelo tempo. Ninguém parecia se importar em consertá-los. Afinal, o prefeito — pai de Chase — era o maior mão de vaca que essa cidade já viu.
A manutenção do parque nunca foi prioridade para ele, assim como qualquer coisa que não lhe trouxesse lucro ou votos. O lugar tinha uma aura de decadência, mas era ali que todo mundo se reunia.
Dou uma longa tragada no cigarro, soltando a fumaça densa logo em seguida, meus olhos atraídos automaticamente para ela. O cabelo dela brilhava sob a luz da lua, cintilando como se tivesse sido feito de fios de prata. Engoli seco, vendo Angel soltar um grito em meio a risadas quando Chase a levantou pela cintura e a jogou sobre o ombro. Cerro os dentes, tragando mais uma vez, sentindo o ódio apertar no fundo do estômago.
— Me coloque no chão agora! — Ela exigiu, a voz carregada de risadas nervosas.
— Tudo bem, tudo bem. — Chase riu, obedecendo de má vontade. Mas assim que seus pés tocaram o chão, ele a puxou contra si, colando o corpo dela ao seu.