Dark Romance [+18]
[Livro 1]
Damon Campbell é um vício perigoso e um pesadelo. Obcecado por Angel Miller, ele a persegue como uma sombra, oscilando entre provocação e desejo, enquanto ela o odeia com todas as forças - ou tenta. Mas nem tudo é o que...
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Já havíamos andado algumas quadras. O som abafado de seus passos hesitantes ecoava pela rua deserta. Vez ou outra, Angel olhava por cima do ombro, verificando se eu ainda estava ali, a seguindo, um vulto sombrio na noite. Ou talvez está tão bêbada que não me notou ainda. Não importa. Se essa maluca resolveu ir pra casa a pé, então vamos a pé.
Ela parou de repente, girando nos calcanhares, e cambaleou um passo para trás, desequilibrada.
— Vai me seguir até a delegacia? Porque é pra lá que estamos indo — gritou, as palavras arrastadas pelo álcool, os olhos meio desfocados. Ela estava a poucos metros à minha frente, mal conseguindo se manter firme.
Soltei um riso baixo, mas fiquei quieto, controlando o impulso de responder à altura. Se falasse, talvez ela poderia reconhecer minha voz. Angel estreitou os olhos, tentando focar em mim, mas logo balançou a cabeça, como se estivesse desistindo de tentar me decifrar.
— O que você quer? — exigiu, a voz saindo mais firme.
Não respondi. Não me apressei. Continuei andando na sua direção e quando ela percebeu isso começou a recuar, dando passos para trás, um atrás do outro. E então gritou quando tropeçou no meio-fio, caindo de costas na rua, as mãos espalmadas para trás, os joelhos dobrados.
A rua estava deserta, exceto por nós. Ela ficou lá, sentada, rindo como se tivesse contado a melhor piada do mundo, sem perceber que estava caída no meio da rua, um alvo fácil para qualquer um que passasse.
— Doidinha — murmurei para mim mesmo, sacudindo a cabeça.
Olhei ao redor, certificando-me de que não havia nenhum carro vindo. Continuei me aproximando, de repente, outro grito cortou a noite, agudo, carregado de puro terror. Ela começou a rastejar para trás, as mãos e os pés se movendo freneticamente, como um animalzinho encurralado.
Franzi o cenho, seguindo a direção do olhar dela, até ver o que a aterrorizava. Uma aranha. Dei um riso incrédulo, os ombros se sacudindo com o som abafado.
— Mata! Mata! Por favor! Mata! — implorou, a voz embargada e trêmula, como se estivesse diante de um monstro.
Continuei andando, parando a poucos passos dela. A aranha se movia lenta e casualmente, alheia ao pânico que causava. Não era maior do que a palma da minha mão. Suspirei e, com um movimento rápido, a esmaguei com a sola do meu sapato. O estalo seco foi quase imperceptível. Pobre aranha.
— Pronto, seu problema está resolvido — murmurei baixinho, mesmo sabendo que ela não podia ouvir.
Jesus, tanta gritaria por causa de uma aranha? Ela não tem medo de mim, mas quase desmaia por um inseto?
Estendi a mão para ajudá-la a levantar, ela ergueu o olhar, os olhos semicerrados e a expressão confusa, como se estivesse tentando entender o que eu era. Em vez de aceitar minha ajuda, fez um bico de trinta quilômetros e, com um esforço patético, se levantou sozinha. Arqueei as sobrancelhas, surpreso. Ingrata. Da próxima vez, vou pegar uma aranha e jogar em cima de você.