Dark Romance [+18]
[Livro 1]
Damon Campbell é um vício perigoso e um pesadelo. Obcecado por Angel Miller, ele a persegue como uma sombra, oscilando entre provocação e desejo, enquanto ela o odeia com todas as forças - ou tenta. Mas nem tudo é o que...
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Fechei a porta atrás de mim, soltando um suspiro pesado enquanto passava a mão pelos cabelos. A casa estava começando a ficar sufocante, quente demais com tanta gente. Me escorei contra a porta por um segundo, só para ser interrompida pelo som de passos e risadas.
Michael passou apressado pelo corredor com uma garota jogada sobre seus ombros, rindo e esperneando como se aquilo fosse a melhor coisa do mundo. Quase levei um chute na cara com o movimento descoordenado dela. Soltei uma risada baixa, balançando a cabeça, enquanto eles desapareciam pelo corredor.
Segui na direção oposta, me esgueirando pela cozinha lotada. O espaço parecia ter encolhido com a quantidade de corpos amontoados, todos falando e rindo alto, bebidas transbordando de copos e garrafas passando de mão em mão. A música abafada vibrava no ambiente, e eu torci para que lá fora fosse mais tranquilo.
Assim que avistei o freezer no quiosque ao lado da piscina, caminhei até ele, aliviada por finalmente escapar do caos por um momento. Peguei um coquetel e girei nos calcanhares, pronta para voltar, mas um som seco e abafado do outro lado da parede me fez parar.
Franzi o cenho, o coração dando um salto. Aquilo foi... Uma cabeça ou cotovelo batendo na parede? Deixei o quiosque e dei a volta na casa, seguindo o som que parecia vir dos fundos. Quando virei a esquina, meus pés congelaram.
— Abre a porra da boca. Eu não vou pedir de novo. — A voz de Pietro era baixa, rouca, carregada de raiva.
Ele estava parado diante de Kiara, os braços ladeando-a enquanto ela permanecia prensada contra a parede. A cabeça dela estava inclinada, os olhos fixos nos dele com uma expressão que eu não conseguia decifrar. Meu coração disparou, e a garrafa gelada em minha mão parecia pesar uma tonelada. Olhei ao redor, mas não havia mais ninguém por perto.
Kiara empinou o queixo, desafiando-o, com um gesto rápido, levantou o copo como se fosse beber um gole, mas Pietro o derrubou de sua mão com um tapa, fazendo a bebida voar longe. Ela encolheu os ombros, surpresa, mas não cedeu. Ele, por outro lado, socou a parede ao lado da cabeça dela com tanta força que o som me fez recuar um passo. Meu Deus. Então foi isso...
— Kiara, eu juro por Deus que te dou um murro no estômago até você vomitar se você engolir essa porra. — Ele rosnou, agarrando a mandíbula dela com força, pressionando suas bochechas. — Cospe essa merda!
Ela tentou sacudir a cabeça e empurrá-lo, mas Pietro a imobilizou, colando os quadris nos dela para impedir qualquer movimento. Sua outra mão subiu, e então eu vi. Ele enfiou dois dedos na boca dela. Kiara se debateu, esmurrando-o com os punhos pequenos, mas era inútil. Ele tirou algo da boca dela e o segurou no ar, triunfante. Ela ofegou, ainda encostada na parede, e ele jogou o que quer que fosse por cima do muro.
— Deixa eu pegar você com isso na boca de novo. — Ele apontou um dedo na cara dela, a voz baixa e ameaçadora.
— E vai fazer o quê? — Kiara cruzou os braços, mas sua voz saiu embargada, quebrada. — Você nunca faz nada!