Dark Romance [+18]
[Livro 1]
Damon Campbell é um vício perigoso e um pesadelo. Obcecado por Angel Miller, ele a persegue como uma sombra, oscilando entre provocação e desejo, enquanto ela o odeia com todas as forças - ou tenta. Mas nem tudo é o que...
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Puxei a calça de moletom preta até os quadris, sentindo o tecido deslizar suavemente pela minha pele, ajustando-se logo abaixo, o cós frouxo deixou à mostra a marca da minha cueca boxer branca. Do lado de fora, os gritos e risadas ecoavam, acompanhados pelos uivos e pela batida forte da música que reverberava por todo o resort. O caos lá fora era tão palpável quanto a adrenalina que começava a correr nas minhas veias.
Os professores que nos escoltaram, oficialmente como "supervisores", sabiam bem onde estavam se metendo. Eles já não tinham mais controle sobre o que acontecia aqui. Desde ontem, o treinador estava na nossa mão. Uma pequena negociação antes de subirmos no ônibus garantiu isso. A chantagem foi limpa: sabíamos sobre o caso dele com uma aluna do colégio, e cinco testemunhas são mais que o suficiente para mandá-lo para o olho da rua.
Claro, ele aceitou nossa oferta de silêncio. Agora, fora dos portões da escola, as regras eram as nossas — contanto que ninguém morresse. E, honestamente, podíamos lidar com isso. Ele fechava os olhos para o que quer que fizéssemos e, em troca, mantínhamos a boca fechada. Um acordo simples e conveniente.
Peguei a toalha e a esfreguei no cabelo, tentando absorver o excesso de água enquanto caminhava lentamente até a janela. Afastei a cortina com um movimento rápido e deixei as luzes eufóricas do lado de fora me atingirem como um golpe certeiro. Estava uma loucura total lá embaixo: a área do bar fervilhava com estudantes, todos trajados em pijamas sensuais ou roupas casuais. O brilho das luzes piscava, cortando a escuridão em flashes cegantes. As garotas dançavam, os corpos em uma sincronia caótica, e as risadas ecoavam como música própria no meio da multidão.
Sorri de lado, sentindo a empolgação crescer. Já estavam todos bêbados e no clima desde mais cedo. Essa festa ia ser um inferno, do jeito que eu gostava.
Involuntariamente, meus olhos começaram a percorrer o local, procurando um ponto específico: um brilho dourado. Seu cabelo loiro e sedoso sempre se destacava em qualquer lugar, como um farol chamando minha atenção. Mas com as luzes estourando e a confusão de gente se amontoando, foi impossível encontrá-la. Bufei, frustrado, e larguei a toalha no canto do quarto, puxando o frasco do meu perfume. Dei algumas borrifadas rápidas no pescoço e no peito, o aroma fresco e amadeirado tomando conta do ar.
Peguei o celular de cima da cama e calcei os chinelos, decidido a descer sem camisa mesmo. A calça de moletom baixa o suficiente para provocar, o abdômen definido exposto sob as luzes amareladas do corredor. Enquanto caminhava, passei os dedos pelo cabelo, penteando-o de qualquer jeito para que não parecesse que me importava demais — embora eu soubesse que me importava. Duas garotas passaram por mim, os olhos deslizando rapidamente pelo meu peito nu, e eu percebi quando começaram a cochichar e dar risadinhas.
— Oi, gato — uma delas murmurou, mordendo o lábio enquanto tentava soar casual. A outra deu um risinho abafado, os olhos brilhando de expectativa.
Lancei-lhes um sorriso despreocupado, levantando o queixo em cumprimento.