Capítulo 58.

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Acordei envolto por um perfume que me deixava ainda mais sonolento

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Acordei envolto por um perfume que me deixava ainda mais sonolento. Franzi o cenho e respirei fundo, o perfume dela se intensificando no ar. Meus dedos se fecharam involuntariamente em torno do lençol. Jesus Cristo, ela está em toda parte. Abri os olhos devagar, percebendo que o quarto estava banhado em um rosa suave, a luz fraca e amarelada do abajur tingindo tudo de laranja. E foi então que a vi: Angel estava deitada ao meu lado, de bruços como eu, o braço esquerdo dobrado como travesseiro e o direito repousando próximo ao meu.

Pisquei algumas vezes, lentamente, tentando dissipar a névoa do sono. Meu coração disparou quando senti seus dedos tocarem minha mão, subindo lentamente em direção meu ombro, leves e suaves, despertando uma onda de sensações que percorreram todo o meu corpo.

Meu Deus.

— Oi — ela sussurrou.

Piscar foi tudo o que consegui fazer. Isso só pode ser um sonho. A mão dela deslizou pelas minhas costas, traçando um caminho que provocava arrepios involuntários, acendendo cada nervo do meu corpo. Quase revirei os olhos, absorvendo o toque.

— Desculpa — murmurou ela, enquanto sua mão subia e, por fim emaranhava em meus cabelos.

Puta que pariu.

Abri os olhos novamente; ela ainda estava ali, e meu coração disparou ainda mais no peito.

— Damon — insistiu ela, com uma voz suave que parecia tocar cada fibra do meu ser.

— Humm? — grunhi, ainda atordoado.

— Você tem que ir para casa — ela sussurrou de novo, seus olhos azuis penetrando os meus, fazendo um buraco na minha cabeça como se fosse a porra de uma chave de fenda.

Deixei meu olhar descer, notando as costas nuas dela, os pequenos seios pressionados contra o lençol, enquanto o edredom cobria sua cintura para baixo, apenas insinuando a curva perfeita de seu corpo. A bunda empinada e a coxa dobrada...Um sorriso interior surgiu em mim, enquanto as lembranças da noite voltavam aos poucos, a memória de cair exausto sobre ela, tão eufórico que mal lembrava de ter adormecido.

— Deixei você dormir um pouco — ela continuou, seus dedos ainda brincando em meu cabelo, o toque suave quase me fazia querer fechar os olhos de novo. — Mas já são quase três da manhã.

— Pensei em tomar café da manhã com seu pai — brinquei, a voz rouca pela sonolência.

Ela soltou uma risada suave, uma melodia que eu poderia ouvir para sempre.

— Se você conseguir chegar ao aeroporto e pegar o próximo voo, talvez ainda dê tempo de chegar em NY — ela disse com um sorriso no rosto.

— Gosto da ideia. Aposto que as garotas em NY são incríveis — provoquei.

Seus dedos se enroscaram no meu cabelo, e senti minha cabeça ser puxada com força. Fiz uma careta pela ardência que percorreu meu couro cabeludo, mas ri, o prazer da provocação valendo a pena. Ciumenta. E eu gosto isso.

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