Capítulo 72.

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Olhei por cima dos ombros, e lá estava ele

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Olhei por cima dos ombros, e lá estava ele. Damon. Apenas alguns metros de distância, seus passos largos e decididos ecoando na minha mente como um martelo. Vestido todo de preto, sem capuz, sem máscara, à plena luz do dia. Ele não estava mais tentando se esconder.

Minha casa ainda estava a algumas ruas de distância, mas eu não conseguia correr mais. Meu corpo implorava por ar, minhas pernas estavam fracas, e as lágrimas me cegavam. A dor parecia estar em todo lugar, tão intensa que parecia pulsar junto com meu coração. A cada passo que eu dava, uma lembrança me atravessava como uma faca, cortando mais fundo.

Ele me mandou uma aranha de presente.

Riu do meu medo. Do meu desespero.

Ele me atacou no apartamento do Olie, me perseguindo como um predador.

Ele matou Norma e deixou a culpa em meus ombros.

E eu... Jesus Cristo... eu me senti tão segura nos braços dele. Contei minhas dores, confessei meus segredos ao mesmo homem que as criou.

Filho da puta.

O ódio queimava em mim como ácido, mas a dor era maior. Era tudo que eu sentia.

Eu odeio ele.

Minhas pernas me levaram ao jardim de casa quase por reflexo. Meu olhar captou a garagem vazia e o pânico cresceu. O SUV do Emerson não estava ali.

Merda.

Claro que não estaria. Ele acha que estou na casa do Damon. Porra. Estou fodida.

Corri para a varanda, meus dedos trêmulos brigando com as chaves. Destranquei a porta e me joguei para dentro, fechando-a com força atrás de mim. Tranquei-a às pressas, meu coração trovejando tão alto que quase não conseguia ouvir o barulho do trinco girando. Subi as escadas correndo, tropeçando nos degraus, e me enfiei no meu quarto.

Tranquei a janela com força, minhas mãos ainda trêmulas, e olhei para o jardim. Damon caminhava tranquilamente pelo gramado como se nada estivesse errado. Meu corpo inteiro tremia enquanto ele se aproximava da porta da minha casa.

Levantei-me da cama, passando as mãos pelo cabelo, tentando pensar. Engoli seco, mas minha garganta queimava como brasa. Dei um passo pelo corredor, tentando me mover silenciosamente. Cheguei ao topo da escada e parei, prendendo a respiração ao ver a sombra dele se projetar sob a fresta da porta. Meu coração congelou quando ouvi o som suave, quase imperceptível, do trinco sendo destrancado.

Ele tem uma chave?

Que porra é essa?

Girei rapidamente e corri pelo corredor, atravessando todos os quartos sem olhar para trás, até entrar no último — o quarto do meu pai. Mal me lembrava de como era aquele lugar. Fazia anos que eu não pisava ali, e agora, em meio ao caos, cada detalhe parecia estranho e distante. Meu olhar vasculhava a suíte freneticamente enquanto meu coração martelava no peito. Eu precisava encontrar a porra do taco de beisebol.

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