Capítulo 29.

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Meu peito ainda doía, ansiedade, medo, frustração me esmagando a cada passo mais longe da delegacia e mais perto de casa

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Meu peito ainda doía, ansiedade, medo, frustração me esmagando a cada passo mais longe da delegacia e mais perto de casa. Assim que virei a esquina próxima da minha casa, meus olhos se fixaram na Raptor preta estacionada em frente. Franzi o cenho, surpresa e desconfiada. Quanto mais eu me aproximava, espiava tentando ver algo, mas os vidros são tão escuros que era impossível ver qualquer coisa do lado de dentro.

Eu sei que é dele, mas o que ele está fazendo aqui?

Ignorei. Continuei andando em direção à entrada de casa, assim que fechei a porta atrás de mim, encontrei Norma parada no corredor, os braços cruzados e o olhar afiado como se quisesse me incinerar. Mas, curiosamente, ela ficou em silêncio. Isso era estranho. E então eu o vi. Meu pai apareceu logo atrás dela.

Ah, então é por isso que ela não começou com os insultos diários. Está mantendo a pose por ele.

— Oi, pai. — Murmurei, sem ânimo nenhum. Sem esperar por uma resposta, subi as escadas apressada.

Passei pelo corredor e entrei no meu quarto, mas congelei no mesmo instante. Damon, deitado na minha cama, totalmente confortável. Ele segurava um livro meu, o rosto relaxado e um sorriso de canto. Damon. Na minha cama. Pisquei, confusa.

— Ah, oi. — Disse casualmente, abaixando o livro. — Você chegou. Ia te dar carona, mas não te achei.

Fiquei paralisada, o choque me prendendo no lugar. Meu peito apertou, flashes do sonho invadindo minha mente. O peso dele sobre mim, os beijos, o toque possessivo...

— Você tem muitos desses livros eróticos, né? — Ele comentou despreocupado, como se estivesse falando sobre o tempo. — Esse aqui é legal, mas esses caras não sabem de nada. — Deu de ombros, franzindo o cenho como se analisasse algo com profundidade. — É tudo muito fofo, cheio de florzinhas e corações. Mulheres não gostam disso.

Que merda ele está falando? Moleque esquisito!

Sacudi a cabeça e desviei o olhar, lutando contra as sensações e lembranças que ameaçavam me afogar. Respirei fundo e caminhei até a estante, joguei a mochila no canto e tirei os tênis, tentando fingir que ele não estava ali.

— "... seus beijos eram quentes, suas mãos deslizavam pelo meu corpo. Seu membro estava duro sobre mim, e então ele arrastou minha calcinha para o lado e—"

— Damon, cala a boca! — Rosnei, girando nos calcanhares para encará-lo.

Ele soltou uma risadinha e fechou o livro com um estalo.

— O que está fazendo aqui? — Exigi, cruzando os braços, sentindo a exaustão pesar ainda mais sobre mim.

Eu só queria paz e ficar sozinha, e agora tinha que lidar com Damon invadindo meu quarto como se fosse dono do lugar. Ele apenas ergueu uma sobrancelha, parecendo relaxado, como se não houvesse nada de errado nisso.

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