Dark Romance [+18]
[Livro 1]
Damon Campbell é um vício perigoso e um pesadelo. Obcecado por Angel Miller, ele a persegue como uma sombra, oscilando entre provocação e desejo, enquanto ela o odeia com todas as forças - ou tenta. Mas nem tudo é o que...
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Damon se escorou contra o cavalinho de madeira à minha frente, as pernas abertas esticadas, postura relaxada, como se estivesse à vontade em qualquer lugar que escolhesse ocupar. Ele puxou um cigarro do bolso e o acendeu, a chama do isqueiro projetando sombras em seu rosto de um jeito hipnotizante.
Eu estava entre suas pernas, mas não tão próxima do seu corpo. Mesmo assim, algo nele agia como um imã, uma força invisível que me puxava. Eu queria me aproximar, sentir seu calor, a textura de suas mãos na minha pele, e me odiava por isso. Era uma necessidade ardente, que me queimava por dentro.
Eu estava sendo atraída por Damon Campbell.
Não tinha como o destino ser tão cruel.
Ele levou o cigarro aos lábios e sugou lentamente, os olhos fixos em mim, como se nada mais existisse. A fumaça escapou de seus lábios de forma preguiçosa, o movimento lento, como se quisesse que eu sentisse cada detalhe. Eu me senti presa, sem conseguir desviar, meu coração acelerando a cada segundo. Então, um filete de sangue deslizou do seu nariz, escorrendo devagar.
Pisquei, surpresa, e o vi erguer as sobrancelhas levemente, inclinando um pouco o rosto. Antes que ele pudesse reagir, dei um passo à frente, puxando a manga do moletom. Estendi a mão e, com o polegar coberto pelo tecido, limpei o sangue com um toque suave, sem nunca perder contato visual.
Ele permaneceu imóvel, como se meu toque o tivesse congelado. Seus olhos, mais escuros do que nunca, pareciam consumir cada detalhe meu, e eu mal conseguia respirar. Quando ele piscou, o movimento foi lento, suas pálpebras descendo um pouco, como se estivesse chapado.
Minhas mãos começaram a tremer. Desviei o olhar, tímida, mordendo o lábio para esconder o que aquilo estava fazendo comigo.
— Por que você fuma? — murmurei, tentando romper o silêncio.
Meu coração martelava, tão alto que eu mal conseguia ouvir minha própria voz. O calor entre nós parecia sufocante, como se os olhos dele fossem brasas incandescentes queimando minha pele.
Damon inclinou a cabeça de leve, me estudando, analisando. Um arrepio desceu pela minha espinha, como um fio de eletricidade, e tudo dentro de mim gritava para que ele me tocasse, para que me tomasse.
Estávamos a centímetros um do outro, mas não era suficiente. Eu queria que ele me puxasse para o seu corpo, que rompesse esse espaço vazio e me envolvesse.
— É relaxante — murmurou, a voz rouca e baixa.
— Posso provar? — A pergunta saiu antes que eu pudesse pensar, minha voz pequena e incerta.
Não sei o que eu estava fazendo, mas a única coisa que sabia era que eu queria. Queria muito.
Ele me olhou por um longo momento, e então, levou o cigarro aos lábios mais uma vez, sugando fundo, e estendeu a mão para mim. Mas eu não o peguei. Em vez disso, me ergui nas pontas dos pés e segurei seu rosto com ambas as mãos, puxando-o para perto. O calor que emanava dele era quase sufocante, mas eu não recuei. Aproximamo-nos devagar, até que nossos lábios quase se tocassem.