Dark Romance [+18]
[Livro 1]
Damon Campbell é um vício perigoso e um pesadelo. Obcecado por Angel Miller, ele a persegue como uma sombra, oscilando entre provocação e desejo, enquanto ela o odeia com todas as forças - ou tenta. Mas nem tudo é o que...
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Desconhecido: Gostou do presente?
Meu olhar foi automaticamente para Spider depois de ler a mensagem. Estendi o braço e acariciei seu pelo. Sim... Era bom ter uma companhia. Mas o sorriso que ameaçava surgir desapareceu rapidamente quando voltei a olhar para a rua. Ele havia sumido. Meu coração começou a bater mais forte, um frio subindo pela minha barriga. Olhei de um lado para o outro, procurando-o. Nada. Nenhum sinal. Ele se foi? Ou... A tensão começou a apertar meu peito, meus olhos vasculhando cada canto da rua, mas nada.
Então ouvi um som. Um barulho abafado vindo do lado esquerdo do apartamento. Meu corpo gelou instantaneamente. Me virei rapidamente, passando os olhos pelo cômodo, o coração disparado. Baques secos e ocos, como se algo estivesse batendo em barras de ferro. O som era familiar, mas o medo que o acompanhava me impedia de raciocinar. Era lento e sutil, mas com cada repetição, meu estômago dava voltas, e a ansiedade escalava.
Foi então que lembrei: a escada de emergência. Sem pensar, corri pelo apartamento, os passos ecoando no piso enquanto eu tentava encontrar a janela onde a escada de emergência ficava, com certeza no beco estreito ao lado do prédio. O primeiro quarto que entrei foi o de Olie. Abri a porta com força, correndo até a janela e jogando a cabeça para fora.
Lá estava ele. Subindo calmamente os degraus da escada de ferro, os pés batendo em cada degrau com uma lentidão agonizante. O som de seus coturnos batendo nas barras de metal era insuportável, ecoando na minha mente como uma contagem regressiva para o desastre. Ele não estava com pressa, e isso fazia o terror se instalar em cada fibra do meu corpo.
Meu fôlego estava quase falhando, e eu corri para o outro quarto, onde a escada se conectava à janela do lado. Cada degrau que ele subia era como uma batida do meu coração, acelerando sem controle. Cheguei à janela, minhas mãos trêmulas agarrando o trinco, e com um movimento desesperado, fechei a janela com força. O som do vidro batendo ecoou no quarto escuro, mas eu não liguei. Tranquei a janela, meu corpo todo tenso, tentando controlar a respiração descompassada.
Quando levantei o olhar, ele estava ali. A máscara de caveira me encarava do outro lado, o capuz ocultando seu rosto, mas os olhos ainda brilhavam por baixo da sombra. Ele inclinou a cabeça, me analisando, se divertindo com o meu pavor.
Desconhecido: Essa é a sua defesa, diabinha? O que te faz pensar que eu não quebraria essa janela?
Engoli em seco, minha mão segurando o celular com tanta força que senti os dedos doerem. Meu coração batia na garganta, e meus olhos iam de encontro à mensagem na tela. Ele estava certo. Se quisesse, ele poderia quebrar essa janela e acabar comigo. Instintivamente, dei outro passo para trás. Por favor, não faça isso.
Desconhecido: Olha pra você, um coelhinho assustado.
Franzi o cenho, o sangue fervendo em minhas veias. Eu não gostava nada dessa merda. O medo pulsava em cada célula do meu corpo, mas a raiva começava a ganhar espaço. Quem ele pensa que é? Brincando comigo assim, me caçando como um animal.