Dark Romance [+18]
[Livro 1]
Damon Campbell é um vício perigoso e um pesadelo. Obcecado por Angel Miller, ele a persegue como uma sombra, oscilando entre provocação e desejo, enquanto ela o odeia com todas as forças - ou tenta. Mas nem tudo é o que...
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— Você devia parar de fumar, Damon. — A voz do meu pai cortou o silêncio da noite enquanto ele se aproximava com duas garrafas de cerveja na mão.
Olhei para ele de relance, antes de voltar a encarar a janela. Dei mais uma tragada, o calor da fumaça descendo pela minha garganta como um alívio temporário contra o frio congelante que mordia minha pele.
Lá dentro, Angel estava ajoelhada no tapete da sala, sentada sobre os tornozelos, ajudando minha mãe a decorar a árvore de Natal que tínhamos acabado de montar. A árvore mais exagerada da loja, claro, porque minha mãe tem um talento especial para complicar tudo.
Eu precisava de uma pausa — e de um cigarro. Então inventei a desculpa de checar os piscas-piscas aqui fora. Isso me trouxe para o jardim, onde o ar era frio, mas a mente, finalmente, mais clara.
— Valeu. — Agradeci, pegando a garrafa que meu pai me estendeu.
Ele deu um gole longo na cerveja e, em silêncio, seguiu meu olhar até a janela. Angel posicionava uma bola vermelha em um dos galhos mais baixos da árvore enquanto minha mãe gesticulava animadamente, provavelmente corrigindo algo que só ela achava importante. Angel assentia, sempre paciente, com aquele sorriso pequeno e educado que era como uma porra de calmaria em um mar revolto.
— Como uma bonequinha de porcelana dessas, tão delicada e gentil, gostaria de alguém como você? — Meu pai quebrou o silêncio, sua voz grave cheia de provocação.
Eu ri, seco e incrédulo, antes de virar a garrafa e beber um longo gole.
— Me dá um trago aí. — Ele pediu, casual.
Sem olhar, estendi o braço com o cigarro. Ele pegou e ficou em silêncio por alguns segundos, os olhos ainda presos na cena do outro lado da janela. Angel parecia tão à vontade ali, gostava de ver os sorrisinhos em seu rosto quando estava com a minha mãe.
— Você devia parar de fumar, Carlos. — Zombei, mantendo o tom desinteressado, mas sabendo exatamente o que viria. Meu pai nunca fica calado por muito tempo.
— Vocês usam camisinha, Damon? Ou ela toma pílula? — A pergunta veio como um soco, cortando a cena sem aviso.
Minha cabeça virou tão rápido para encará-lo que senti meu pescoço estalar.
— É sério isso? — Minha voz saiu dura, mais indignada do que eu pretendia.
— Claro que é sério, porra. — Ele falou, soltando a fumaça em um jato lento, como se não tivesse acabado de atravessar a linha.
Revirei os olhos, mas respondi, porque sabia que ele não ia parar.
— Ela toma pílula. — Resmunguei, desviando o olhar.
Dei outro gole na cerveja, tentando empurrar o constrangimento garganta abaixo. Não por mim, mas por ela. Angel odiava ser exposta, mesmo que ela nunca soubesse dessa conversa.