Dark Romance [+18]
[Livro 1]
Damon Campbell é um vício perigoso e um pesadelo. Obcecado por Angel Miller, ele a persegue como uma sombra, oscilando entre provocação e desejo, enquanto ela o odeia com todas as forças - ou tenta. Mas nem tudo é o que...
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Enquanto todos se acomodavam à mesa de jantar, o aroma da lasanha recém-saída do forno impregnava o ar. Damon sentava-se ao meu lado esquerdo, Carlos ocupava a ponta da mesa, e Elizabeth estava de frente para Damon. Com movimentos cuidadosos, ela serviu cada um de nós, enquanto Carlos tomava um gole de seu uísque, lançando um olhar atento ao redor da mesa.
— Então, Angel — começou Carlos, colocando o copo sobre a mesa e se inclinando levemente para a frente. — Damon mencionou que você tem um histórico escolar impressionante. Já pensou no que gostaria de estudar?
Engoli em seco, surpreendida pela pergunta direta. Senti o olhar de Damon fixo em mim, como se estivesse tão interessado na minha resposta quanto o pai dele. Elizabeth também me observava, com um sorriso encorajador.
— Bom... — comecei, mexendo a comida no prato com o garfo. — Sempre gostei de ler, então às vezes penso em seguir algo relacionado à escrita, talvez me tornar escritora. Mas, para ser sincera, nunca parei para pensar a fundo no que realmente quero.
Carlos abriu um sorriso, seus olhos refletindo um interesse genuíno.
— Escritora? Interessante. E que tipo de livros você gosta de ler? — perguntou, a curiosidade evidente em seu tom.
Damon se inclinou um pouco, um sorriso brincalhão surgindo em seus lábios.
— Ela devora tudo que encontra na estante. Pode ser um romance, um suspense, até mesmo uma ficção científica — disse, com um tom leve, mas com um brilho malicioso nos olhos.
Ele estava me provocando, insinuando os livros mais adultos. Vai se ferrar, pensei, mantendo a expressão neutra.
— Gosto de muitos gêneros, mas acho que tenho uma queda por dramas e romances complexos. Livros que fazem você pensar, que mexem com você, sabe? — respondi, ignorando a provocação de Damon.
— Isso explica muita coisa — Damon comentou, piscando para mim, arrancando risadas leves de todos à mesa.
— Não se preocupe se ainda não tiver decidido. A vida tem um jeito de nos mostrar o caminho certo, muitas vezes quando menos esperamos — disse Elizabeth, com um tom gentil.
— Você não pode dizer isso, já que sempre soube o que queria — retrucou Carlos, erguendo uma sobrancelha.
— Estou incentivando ela — rebateu Elizabeth, com um olhar desafiador.
— Ela não precisa de incentivo, precisa ser pé no chão, ter uma visão clara do futuro e persegui-la sem descanso. É assim que as coisas funcionam — insistiu Carlos, em um tom firme.
Olhei de um para o outro, a tensão na mesa crescendo, e levei outra garfada à boca.
— Que tal deixarem ela pensar sobre isso? — Damon interveio, a voz calma mas carregada de uma autoridade silenciosa, lançando um olhar significativo para o pai.