Dark Romance [+18]
[Livro 1]
Damon Campbell é um vício perigoso e um pesadelo. Obcecado por Angel Miller, ele a persegue como uma sombra, oscilando entre provocação e desejo, enquanto ela o odeia com todas as forças - ou tenta. Mas nem tudo é o que...
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Traguei lentamente, deixando a fumaça aquecer meus pulmões enquanto o vento gelado batia no meu rosto. O parapeito do terraço era meu apoio, e lá embaixo a rua movimentada parecia um mundo distante, indiferente ao turbilhão dentro da minha cabeça.
— Que merda era aquela? — A voz firme do meu pai soou atrás de mim.
Fechei os olhos por um instante, respirando fundo. Já sabia que ele ia vir atrás de mim. A forma como ele me olhou durante o jantar não deixava dúvidas. Por isso preferi sair, procurar um lugar isolado onde a conversa não chamasse atenção. Pela cara dele, não ia ser amigável.
— Qual das? — Respondi, me virando devagar enquanto puxava mais uma tragada, tentando manter o tom indiferente.
Ele riu baixo, mas não de um jeito divertido. Seus olhos vagaram ao redor enquanto ele coçava o nariz, o gesto que eu reconheci de imediato. É exatamente o que eu faço quando estou prestes a enfiar um murro na cara de alguém. Permaneci quieto, com o olhar fixo no dele, sem desviar. Ele despreza vitimismo, o que, considerando sua profissão de advogado, é uma ironia gigante. Se eu abaixasse a cabeça e não assumisse minhas próprias merdas, nem haveria conversa.
— Você não fala sobre bocetas e lavagem de dinheiro na porra de um jantar, no evento que é importante pra sua mãe. — Ele começou, andando na minha direção, a mão esquerda enfiada no bolso da calça enquanto a direita apontava para mim com o copo de uísque firme entre os dedos. — Principalmente com ela e a sua namorada ao lado.
Travei o maxilar, sentindo o sangue esquentar, mas tentei manter a postura, fingindo que aquilo não me afetava.
— Não faça essa cara de puto pra mim. — Ele continuou, parando a menos de um metro de distância. — Você já é um homem. Sua língua estava solta lá dentro, enfiou ela no rabo aqui fora?
Seu olhar era afiado, cortante, enquanto ele erguia o queixo, me desafiando sem dizer mais nada.
— Eu só falei que não era uma boa ideia. — Dei de ombros, tentando soar despreocupado, mas meu corpo já estava tenso, pronto para tomar a pancada.
— Não. — Ele balançou a cabeça, levando o copo à boca para um gole demorado. — Você desrespeitou sua mãe e sua namorada. Sem mencionar que estava falando do pai dela. Já parou pra pensar que a merda que sai da sua boca pode machucar ela?
— Ela tá bem. — Respondi, jogando o cigarro no chão e apagando-o com a sola do sapato. Cruzei os braços, sustentando seu olhar. — Ela sabe melhor do que eu que o pai dela é um pau no cu do caralho.
— Isso não significa que não doa, seu imbecil. Acha que ela se orgulha disso? Ou ache graça como você? — Ele rosnou, a voz grave e dura.
— Tá, pai. Foi mal. — Falei, arqueando as sobrancelhas com impaciência.
— Não, foi péssimo. Eu te criei pra isso porra? — Seu tom aumentou um nível.