Dark Romance [+18]
[Livro 1]
Damon Campbell é um vício perigoso e um pesadelo. Obcecado por Angel Miller, ele a persegue como uma sombra, oscilando entre provocação e desejo, enquanto ela o odeia com todas as forças - ou tenta. Mas nem tudo é o que...
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Fiquei ali, parada, assistindo Liza desaparecer pelo corredor. Meu corpo parecia preso ao chão, enquanto minha mente vagava entre o alívio por saber que Damon estava vivo e o medo esmagador pelo que ainda estava por vir. Diana segurou minha mão com firmeza, tentando transmitir algum tipo de calma, mas eu só conseguia sentir as batidas aceleradas do meu próprio coração.
Minutos se arrastaram como horas, e o silêncio entre nós era tão pesado quanto o ar estagnado. Liza não voltava, e a espera me matava um pouco mais a cada segundo.
Finalmente, a figura de Liza reapareceu no final do corredor. Seus olhos estavam ainda mais vermelhos, e o rosto, inchado, parecia esgotado. Ela caminhou até nós, mas não disse nada. Apenas assentiu com a cabeça, e aquilo foi suficiente para me fazer levantar de um pulo.
Diana tocou meu braço, como se quisesse me preparar, mas eu apenas balancei a cabeça, indicando que estava pronta. Não estava. Mas precisava estar. Sem dizer uma palavra, atravessei o corredor em direção ao quarto.
A maçaneta parecia gelada contra a minha mão suada. Respirei fundo antes de girá-la, abrindo a porta devagar. A luz fraca dentro do quarto iluminava o rosto dele, pálido e imóvel sobre a cama. O bip constante das máquinas era o único som, além do ruído suave do oxigênio.
Meu peito apertou ao vê-lo assim. Damon, que sempre parecia inabalável, agora parecia tão frágil, tão humano. Os tubos que saíam do nariz e os curativos que cobriam partes do corpo dele eram lembretes cruéis de tudo o que ele havia passado. Me aproximei devagar, tentando ignorar as lágrimas que ardiam nos meus olhos.
— Damon... — sussurrei, quase sem voz.
Seus olhos se abriram lentamente, como se fosse um esforço enorme. Ele me viu e tentou sorrir, mas o movimento foi breve, quase imperceptível. Mesmo assim, senti meu coração se apertar mais.
— Você demorou... — ele murmurou, a voz rouca e quase inaudível.
Um nó se formou na minha garganta. Não sabia se ria ou chorava. Eu queria abraçá-lo, mas parecia que ele poderia quebrar com o menor toque.
— Idiota. Não faz isso de novo — consegui dizer, a voz trêmula enquanto uma lágrima escorria pelo meu rosto.
Ele soltou um som que parecia uma risada fraca e fechou os olhos por um instante, respirando com dificuldade. Me sentei ao lado dele, segurando sua mão com cuidado. Ela estava fria, mas o calor da minha parecia suficiente para aquecer nós dois.
— Você vai ficar bem, amor. — Eu disse mais para mim mesma do que para ele.
Ele não respondeu, mas apertou minha mão levemente, e naquele momento, foi tudo o que eu precisava pra me acalmar um pouquinho. Damon abriu os olhos novamente, as pálpebras pesadas, mas seus lábios se moveram, formando um pedido quase inaudível. Me inclinei para frente, tentando escutar.