Dark Romance [+18]
[Livro 1]
Damon Campbell é um vício perigoso e um pesadelo. Obcecado por Angel Miller, ele a persegue como uma sombra, oscilando entre provocação e desejo, enquanto ela o odeia com todas as forças - ou tenta. Mas nem tudo é o que...
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Angel me evitou o dia todo. Não completamente, é verdade. Fomos para o colégio juntos como sempre, conversamos e nos beijamos como se nada tivesse acontecido. Mas Angel é transparente como vidro. Não sabe mentir, nem disfarçar quando está irritada, tímida ou, especialmente, excitada. A única coisa que ela domina com perfeição é segurar o choro. De resto, eu a leio todinha. E se tem uma coisa que eu sei, é que ela está aprontando alguma.
As últimas duas semanas foram uma merda. Estou me adaptando à ideia de nunca mais pisar em uma quadra como jogador e muito menos profissional. Aquele sonho de vê-la, com nossos filhos usando o boné do meu time, sorrindo e aplaudindo na primeira fileira? Esquece. Corta para a realidade: um fodido que não faz ideia do que fazer com a própria vida.
Claro, ainda há uma chance de voltar a jogar, mas eu conheço a minha sorte. Fiz um acordo com a minha diabinha sobre não pensar negativamente, mas a verdade é que estou me preparando para o pior. Foda-se. Ela que lute para punir a minha alma quando descobrir minha grande mentira.
Não esqueço nenhum detalhe. William me disse que eu fracassaria. Andrew deixou claro que eu não sou o suficiente para Angel. No final das contas, nenhum deles estava errado. O que caralho eu vou fazer da minha vida? Me dediquei a apenas duas coisas desde sempre: a ela e o basquete. Só isso. Agora estou fodido. Devia ter pensado em um plano B.
Saí do banho, com a toalha pendurada no quadril, secando o cabelo enquanto caminhava até a cama. Peguei o celular e digitei.
Eu: Tá pronta? Dez minutos e eu passo aí.
Diabinha: Já estou na festa.
Franzi o cenho. Como assim?
Eu: Como assim?
Diabinha: É surpresa...
Eu: Não, Angel. Não começa.
Diabinha: Já era.
Logo abaixo, uma foto surgiu. A quadra de basquete estava irreconhecível, transformada em uma festa digna do inferno ou do paraíso. Luzes neon iluminavam o espaço, enquanto figuras vestidas como seres celestiais ou demoníacos vagavam pelo ambiente. Ela mandou isso sabendo que eu não conseguiria ignorar.
Eu: Você é minha namorada. Não vai pra uma festa sem mim, sem me avisar.
Diabinha: Mas você vem. Eu só vim primeiro.
Eu: Por que porra?
Diabinha: Porque sim. Anda logo e traz a sua pior versão.
Eu: ????
Ela visualizou e me deixou no vácuo. Estalei a língua, irritado. Que diabos ela estava aprontando agora?