Dark Romance [+18]
[Livro 1]
Damon Campbell é um vício perigoso e um pesadelo. Obcecado por Angel Miller, ele a persegue como uma sombra, oscilando entre provocação e desejo, enquanto ela o odeia com todas as forças - ou tenta. Mas nem tudo é o que...
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A estrada à frente passava como um borrão. Tudo o que víamos era iluminado pelos faróis da caminhonete e pelo brilho prateado da lua que espiava por entre as nuvens. O som dos pneus lutando contra a neve e o gelo era a única coisa que cortava o silêncio sufocante dentro do carro. Cada curva parecia um desafio à física, o veículo dançando ligeiramente, mas Damon mantinha o controle firme, mesmo que seu rosto transparecesse tensão.
Meu celular não pegava sinal. Tentei ligar ou mandar mensagem para Liza, Carlos, qualquer pessoa que pudesse nos ajudar, mas não dava em nada. O ícone do sem serviço parecia me zombar. Eu estava completamente impotente.
De repente, meu corpo foi jogado bruscamente para frente, o cinto de segurança me segurando com um tranco doloroso. Meus braços esticaram instintivamente para me proteger, mas o cinto já havia feito isso.
— Filho da puta! — Damon rosnou, acelerando ainda mais.
O motor rugiu como um animal ferido, e senti o carro ganhar velocidade enquanto Damon apertava o volante com tanta força que seus nós dos dedos estavam brancos.
— Meu bem... — Murmurei, minha voz trêmula e quase irreconhecível. Estava à beira das lágrimas, o desespero apertando meu peito.
Outro impacto violento sacudiu o carro. Meu corpo foi jogado contra o banco, arrancando o ar dos meus pulmões.
— Tá estragando minha caminhonete, seu desgraçado! — Damon esbravejou, o tom furioso misturado com frustração.
Meu coração parecia uma bomba-relógio, prestes a explodir a qualquer momento. Passei as mãos pelos cabelos, tentando me concentrar em qualquer coisa que não fosse o caos ao nosso redor. Olhei pelo retrovisor e vi o carro atrás de nós se aproximar novamente, como um predador faminto. Quando ele colidiu conosco de novo, gritei. O som saiu involuntário, ecoando pelo carro como um grito de desespero.
— Merda! — Damon socou o volante, o som seco e frustrado reverberando no pequeno espaço.
Minha respiração estava curta e entrecortada, e o mundo ao meu redor parecia começar a se desfazer. Pisquei repetidamente, tentando clarear a visão enquanto meu peito subia e descia rapidamente, quase sem controle.
— Angel? — A voz de Diana veio de algum lugar, mas soava distante.
Virei a cabeça lentamente, os olhos arregalados, minha boca seca.
— Está tudo bem, querida? Precisa se acalmar, hum? Consegue respirar com calma? — Diana se inclinou para mim, tentando me alcançar, mas eu não conseguia responder. Só conseguia soltar pequenos soluços desesperados.
— Damon... — Diana chamou, sua voz agora alarmada.
— Solte o cinto dela, Diana. Agora. — Ele respondeu, sua voz grave e cortante.
— O quê?
— Agora! — Ele rugiu, sem tirar os olhos da estrada.
Senti o cinto se afrouxar, e meu corpo perdeu o único apoio que tinha. Diana tentou me segurar, mas o próximo solavanco fez meu corpo balançar violentamente na curva. Abri os braços, segurando nos bancos e na porta, desesperada para não ser jogada para fora do meu lugar.