Dark Romance [+18]
[Livro 1]
Damon Campbell é um vício perigoso e um pesadelo. Obcecado por Angel Miller, ele a persegue como uma sombra, oscilando entre provocação e desejo, enquanto ela o odeia com todas as forças - ou tenta. Mas nem tudo é o que...
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Desde que Diana chegou, Angel não desgrudou de mim. Onde eu ia, ela ia. Parecia que estar perto de mim era a única forma que ela encontrou para se manter ocupada e não ter que encarar o fato de que agora teria que conviver com a própria mãe. Teria que enfrentar verdades, mentiras, dores antigas e tentar encontrar um lugar na vida de alguém que, até aquele momento, nunca foi nada além de uma memória inexistente. Um cadáver.
Eu não faço a menor ideia de como ela se sente. E, sinceramente, não faço a menor ideia do que eu faria no lugar dela. Ter que aprender a respeitar, quem dirá amar, alguém apenas porque o sangue exige isso... mesmo que essa pessoa já tenha sido, um dia, o maior desejo de sua vida.
Mas Diana parece ser boa. Minha mãe sempre falou dela com brilho nos olhos, como se Diana fosse alguém extraordinário. E, se Angel é mesmo o reflexo de sua mãe, então talvez Diana seja exatamente isso: maravilhosa. Mas não sou eu quem vai decidir isso. Vou deixar essa conclusão para Angel.
Enquanto isso, fiz o que podia. Juntei os cacos de vidro e limpei a bagunça que minha mãe fez. Angel estava comigo o tempo todo, como uma sombra que ficava pisando no meu calcanhar a cada movimento. Ela não dizia nada, mas também não precisava. Sua presença silenciosa era tudo o que ela podia oferecer no momento, e eu aceitei.
Enquanto nós dois lidávamos com os restos de vidro e vinho espalhados, Diana estava na cozinha com meus pais. O som baixo de suas vozes chegava até nós, mas não dava para entender o que diziam.
Assim que terminamos de limpar, Angel e eu fomos para a cozinha. Ela se sentou ao meu lado, ainda em silêncio, e cruzei os braços, observando o cenário à nossa frente. Diana parecia desconfortável, mas determinada a resolver sua vida de uma vez por todas. Minha mãe estava um pouco mais calma agora, falando com gestos suaves, e meu pai, como sempre (em momentos sérios), permanecia sereno, ouvindo mais do que falando.
Não demorou muito, e a campainha tocou de novo. Dessa vez, era a pizza.
— Deixa que eu vou buscar. — Falei, me levantando. Angel me lançou um olhar breve, quase como se quisesse protestar, mas não disse nada. Apenas assentiu, e eu saí da cozinha.
Enquanto pegava o dinheiro, senti a tensão do ambiente ainda pesando sobre mim. Era uma situação difícil para todos, mas principalmente para Angel. Não é normal alguém "ressuscitar" dos mortos. E, por mais que eu quisesse consertar tudo para ela, sabia que essa era uma batalha que ela teria que enfrentar sozinha. Eu só podia estar ao lado dela.
Paguei pela pizza e voltei para a cozinha, onde todos ainda estavam na mesma posição, como se o tempo tivesse parado. Coloquei as caixas sobre a mesa e abri a primeira.
— Comam. Vai esfriar. — Falei, tentando aliviar a tensão, mas minha voz saiu mais séria do que eu pretendia.
Me sentei novamente, e Angel deslizou sua cadeira para mais perto, quase colando à minha. Virei o rosto para ela, meus olhos analisando cada detalhe de seu rosto, procurando algum sinal de como ela estava lidando com tudo aquilo. Minha mão, como se por instinto, pousou em sua coxa, acariciando suavemente, um gesto mais de conforto do que qualquer outra coisa.