Dark Romance [+18]
[Livro 1]
Damon Campbell é um vício perigoso e um pesadelo. Obcecado por Angel Miller, ele a persegue como uma sombra, oscilando entre provocação e desejo, enquanto ela o odeia com todas as forças - ou tenta. Mas nem tudo é o que...
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Jesus Cristo, você viu o jeito que ela sorriu pra MIM? Não consigo tirar ele da cabeça desde hoje de manhã.
Só estou aqui por isso. Estou falando sério nesta merda. Deixei minha moto escondida na rua paralela, me certificando de que poderia chegar pelos fundos sem ser visto, pulando o muro da casa de trás. Meu corpo inteiro coberto de preto, das botas até o capuz, e tive que comprar outra máscara – uma lisa e sem desenhos. Hoje não é o dia para ela descobrir que sou eu o Cara da máscara de caveira.
Ontem foi divertido, vê-la tão assustada, mas foi um erro ter ido tão longe. Não era a hora. A diabinha me atacou com uma faca, porra. Da próxima vez, serei mais gentil. Prometo.
Posicionei-me, respirando fundo, e corri para pegar impulso, saltando e agarrando o topo do muro com os dedos. A superfície fria e áspera quase rasgou as luvas, mas me mantive firme. Com um puxão dos braços, ergui o corpo e girei para o outro lado, caindo suavemente sobre os calcanhares.
O muro não era tão alto – pura estética – e minha altura ajudava. Ficando agachado, permaneci imóvel, um predador à espreita. Meu olhar sondava a casa. Precisava localizar o disjuntor: meu plano B, caso o A falhasse.
Olhei para o relógio. Ela deveria estar mandando mensagem para Chase agora. Tudo estava preparado, milimetricamente orquestrado. Minhas mãos suavam dentro das luvas, e o silêncio da noite só aumentava a tensão no meu peito.
Então, ouvi o ronco abafado da Mercedes. Saindo. Sorri. Mas não me movi. Precisava esperar. Cada segundo se arrastava, a ansiedade me corroendo por dentro. Então, o som de uma buzina pesada cortou o ar. Jacob.
Poucos segundos depois, um estrondo profundo reverberou pelas ruas. Luzes piscaram e, então, a escuridão engoliu o quarteirão. Um apagão. Apertei os punhos, sentindo uma onda de adrenalina. Valeu, Jacob. Sabia que ele daria um jeito de derrubar o poste, um "acidente" encenado com um dos caminhões de seu pai, cheio de latas de cerveja amassadas para compor a cena de um adolescente inconsequente.
De qualquer forma era bem a cara dele. Provavelmente ele faria isso em algum dia mesmo.
Os seguranças correram para a frente da casa, dois deles passando como sombras em meio à confusão para ver o que tinha acontecido. Minha deixa. Sem perder tempo, corri até a janela da cozinha, forçando a trava até ouvi-la ceder com um estalo surdo. Pulei para dentro, caindo com um baque leve sobre a pia.
O ar estava carregado, cheiro de tensão e silêncio. Saltei para o chão e me mantive abaixado, refazendo o trajeto da última vez. Sabia que a casa estaria vazia. Os pais de Chase estavam em um evento beneficente — sabia disso graças à minha mãe, que mencionou o convite durante o jantar de ontem.
No quarto de Chase, olhei para fora. As luzes dos bombeiros e das viaturas piscavam na esquina. Jacob estava cercado por policiais e paramédicos, encenando um olhar confuso e culpado. O poste caído, os fios crepitando faíscas no asfalto molhado pela chuva recente. Aquilo me deu apenas minutos.