capítulo 54

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Parecia faminto, e ao mesmo tempo apressado. Dulce podia sentir os ardidos de onde as marcas apareceriam no dia seguinte, mas o tesão absurdo que a consumia não a deixava se importar.

Ele desceu a boca, parando na barriga dela. Lhe abocanhou o umbigo, mordendo, e ela se encolheu, fazendo-o sorrir.

Passou a língua por toda a barriga dela, fazendo-a se arrepiar, e pelo umbigo, o que a fez se encolher novamente.

Ele se deteve apanhando a saia dela, puxando-a e rasgando-a ao meio. Dulce apenas esperava, entregando o corpo pro desfrute dele, desfrutando de suas caricias.

Ele apanhou a roupa debaixo dela, fazendo pouco caso, e a rasgou também. A madrugada estava fria, o vento rugia pelas telhas do estábulo, mas parecia não haver frio ali.

Christopher mordeu a lateral da coxa dela, ouvindo o riso surpreso em seguida. Não podia ver tecnicamente nada ali, estava tudo escuro, a única fonte de luz que tinha vinha das tochas do castelo, mas ele fechara a porta, bloqueando-a.

Enquanto mordia a coxa dela um pensamento relampejou em sua cabeça. Ela nunca tivera nenhum homem (o irritava pensar na opção), logo… Dulce gemeu, surpresa, ao sentir, após uma ultima mordida dele, seus lábios encontrarem sua intimidade.

Ela tinha algo pra dizer, ela não lembrava o que era… Meu Deus! A língua dele a buscava incansavelmente, como se estivesse a saborear algo que lutara muito pra conseguir… E ela estava encontrando dificuldade para respirar. Era estranho, era diferente… Era bom.

Christopher gostou de ouvir os gemidos que ela não conseguiu reprimir. Ele tinha uma mão na coxa dela, segurando-a, mantendo-a no lugar, enquanto sua boca a devorava.

Verdade seja dita, ouvira falar sobre isso em sua adolescência, em uma conversa entre amigos, em uma viagem que ganhara dos pais. Nunca tentara.

A única mulher que tivera em sua cama fora Rubi, e ele nunca nem pensara nisso, não o tentaria, mas Dulce era diferente. Ele queria aquilo, queria o gosto dela, queria ouvi-la gemer seu nome.

Durou minutos, até que ele sentiu a respiração dela se acelerar mais, o corpo ficando mais tenso, se contraindo em espasmos… E ele a deixou.

Dulce não teve tempo de falar, ela não conseguia apanhar o ar. Foi um instante mínimo, apenas tempo suficiente para tirar o condenado cinto e se desviar da calça.

Os corpos dos dois se encaixaram com suavidade, e ele buscou a boca dela antes de começar a se mover. Se um dia Dulce tivera perto de um colapso, fora aquele.

Os dois se amaram com brutalidade, quase violência, um desejo desconhecido que não tinha explicação, mas parecia queimar.

Dulce: Ah. – Gemeu, cravando as unhas no ombro dele. Estava vindo outra vez, ela podia sentir…

Christopher: Tudo bem. – A voz dele estava baixa, rouca – Deixe vir… – Pediu, mordendo-lhe os lábios.

E ela deixou. Com um gemido cansado, extasiado, ela deixou vir, sentindo o corpo todo ficar como suspenso, anestesiado, os sentidos meio como dopados.

Em seu devaneio pôde ouvir o ultimo gemido dele antes que o corpo dele caísse sob o seu, derrotado, satisfeito.

Christopher ofegou por instantes, desfrutando daquela sensação maravilhosa, e em seguida se deitou ao lado dela, apanhando-a em seu braço.

O silencio reinou por longos minutos, enquanto ele beijava o cabelo dela, acariciando-lhe as costas, e ela tentava voltar a pensar com coerência.

Não eram mais rei e criada, homem e mulher, nem nada disso… Eram amantes, apaixonados, sem se importar. Só isso.

Christopher: Tive ciúmes. – Admitiu, ainda acariciando-a, e ela ergueu o rosto do peito dele, encontrando seus olhos com dificuldade na escuridão do celeiro – Medo de que um daqueles que te olhavam te agradasse, por poder te dar a vida que eu não posso. Por poder te assumir, criar uma casa, uma família. Por poder te dar paz. – Concluiu, em voz baixa.

Dulce: Eu não preciso de paz. – Respondeu, se aninhando a ele – E tao pouco tenha ciúmes. – Disse, acariciando o rosto dele. O coração de Christopher batia descompassado – Ainda que houvessem mil como tu, ainda serias o primeiro. – Garantiu.

Christopher apenas a encarou, sentindo algo violento dentro de si. Apenas um sentimento poderia roubar a paz de um homem daquele jeito.

Christopher: Eu amo você. – Disse, e viu ela sorrir. Ele beijou o nariz dela, que o apertou em seu abraço, e foi só.

Apenas Mais Uma De Amor (Adaptada)Onde histórias criam vida. Descubra agora