Capítulo 97

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O médico disse que ela estava evoluindo bem dentro do quadro dela, que ainda mantinham os planos de acordá-la na data prevista. Eu podia ficar com ela 2 horas. Minha mãe também podia ficar até a Natalie chegar. Minha mãe rezou um terço segurando a mão dela, uma lágrima caiu dos olhos dela. – Acho que ela está te ouvindo mãe... – sequei a lágrima que caia dos olhos dela. – Vai ficar tudo bem minha filha. – a Natalie mandou mensagem dizendo que já estava na porta do hospital, minha mãe então se despediu e foi até lá, ela ia levar o Ethan pra casa.

Nat: Como ela está? – contei o que o médico disse, falei da lágrima que ela deixou cair. Ficamos ali conversando com ela, o médico veio avalia-la novamente e ficamos esperando.

XX: Ela está responsiva, como a gente esperava. Vamos manter os planos de tirar a sedação em dois dias... – falou mais algumas coisas. Vi o marido da Angel lá. Fui pra cima dele e dei um soco nele.

XXXX: O que é isso? – ele me olhou assustado com a mão na boca que sangrava.

Eu: Reza... Reza pra minha filha sair viva e sem nenhuma sequela disso, porque se ela não sair bem disso, eu vou atrás da vagabunda da sua mulher no inferno e a mato com as minhas próprias mãos...

XX: Esse é o marido daquela maluca que atropelou nossos filhos? – um pai perguntou.

Eu: Sim, ele mesmo. Quando o bandidinho do filho dele estuprou a minha filha no colégio, ele disse que o que ele fez foi certo porque ela era filha de duas mulheres.

XX: Escuta aqui rapaz – o prensou a parede. – Meu filho está em coma, por causa da vagabunda da sua mulher. Eu só não entrei no quarto dela e dei um tiro na cabeça dela ainda, porque a policia está de pé lá 24 horas, mas vou te dizer uma coisa, ela não sai ilesa daqui está me ouvindo? Eu vou preso, com muito gosto. – todos os pais ali o ameaçavam, até os seguranças do hospital virem.

Eu: Pois é... Senhor Flint... – falei com desdém... - Sabe o carma? – ele me olhou – O carma é uma vadia... – sai andando.

Nat: Eu não sei porque essa mulher foi trazida pra cá. Deveriam tê-la deixado lá para morrer. Maldita – falava com raiva. Os dois dias se passaram, estava muito difícil lidar com Ethan, ele acordava chorando e só queria dormir na nossa cama, perguntava da Bia toda hora, dos coleguinhas de escola. Na segunda feira a noite ela ia ser tirada do coma. Meu sogro e a minha cunhada chegam terça de manhã o voo deles foi cancelado por causa da chuva. Estávamos no hospital a medicação dela foi retirada e ela respirava sozinha. Estávamos do lado dela quando ela acordou. – Oi filha... Oi amor... – ela abriu os olhos e o fechou rapidamente. Eu abaixei a luz do quarto e ela abriu de novo. – Chama o médico Pri... – eu pedi para chamarem o médico e ele logo veio. Fez perguntas a ela e ela respondeu com muita dificuldade. Ela estava ouvindo, estava enxergando e falando. Ela estava com um déficit na fala e ela não mexia muito as pernas. O médico disse que era da lesão neurológica. Eu dormi com ela a primeira noite e na manha seguinte a Natalie chegou com o pai e a irmã dela. Depois de muito exames a confirmação, Beatrice teria que fazer muita fisioterapia e alguma sessões de fonoaudiologia. Ela sairia do hospital em uma semana e de cadeira de rodas. Essa uma semana foi terrível, Bia chorava muito, sentia dor, estava deprimida. Natalie e eu participamos da homenagem no central park, Ethan não quis ir e respeitamos. Ele fazia terapia dia sim dia não. No dia da alta, as amigas dela foram lá pra casa fazer uma surpresa pra ela, encomendamos um bolinho, salgadinhos, os filhos da Sam e a Sam foram lá pra casa, eles fizeram amizade muito rápido com a Bia, a filha da Virginia que era fã também se tornou amiga da Bia, a Virginia estava lá em casa e nessa semana ajudou muito com tudo, a Julie com a Vicky, a Nicole com a Jade, a Keila com a Hailey. Julie estava com depressão desde o fato e só dormia com um abajur aceso. A Jade não se feriu gravemente só teve escoriações e uma torção no pé. Nossos vizinhos do prédio estavam sempre nos ligando perguntando se precisávamos de alguma coisa. A tirei do carro e a coloquei na cadeira de rodas.

Eu: Está com dor?

Bia: Não, só corpo pesado. – entramos no elevador, Natalie abriu a porta de casa entrou primeiro e quando entrei com ela todos gritaram e ela levou um susto que deu um grito e começou a rir. – Quase volto para o hospital vitima de infarto agora. – rimos – Tira esse celular da minha cara mãe...

Eu: A vingança é um prato que se come frio. – eu a filmava – Isso é para o seu canal, ele não pode parar, seus fãs sentem saudades. – Eu filmava a rotina dessa semana sempre que dava. Os fãs dela pediam muito para saber como ela estava. Natalie e eu chegamos a fazer uma live no youtube dela com 370 mil pessoas ao vivo lá. Contamos como foi tudo, o quadro clinico dela. Ela recebia tanta mensagem que o Instagram dela caiu e eu tive que reativá-lo 4 vezes em uma semana de tanta mensagem que ela recebia. A festinha durou umas quatro horas, ela estava feliz em rever os amigos, a família. Ela chorou muito quando abraçou a Julie, porque as duas só conversavam no hospital por vídeo chamada já que ela estava com a perna quebrada. Logo todos foram embora. Bia ia dormir num quarto no andar de baixo, ela não podia subir as escadas já que ela não andava. A fisioterapia começou no dia seguinte e foi marcada por muito choro. Ela sentia muita dor e cada gemido dela, cada grito, cada lágrima eu chorava junto e eu odiava mais aquela mulher. Eu fazia questão de acompanhar cada sessão, Natalie também e a incentivávamos muito, depois a colocávamos na banheira para tomar um longo e relaxante banho para aliviar as dores. A fala dela estava boa, mas estava mais lenta e as vezes faltava uma palavra na frase, o neurologista disse que era normal, o trauma era recente. Cada dia uma de nós dormíamos no quarto com ela para atende-la sempre que preciso. Nossa viagem foi adiada, meu sogro foi embora, minha mãe também foi. Minha avó e minha cunhada ficaram para ajudar. 

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