Capítulo 98

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BEATRICE NARRANDO...

Atropelada... Quando vi aquele carro vindo em nossa direção foi tudo muito rápido e eu senti o impacto no meu corpo e eu voei do outro lado da rua. Minha cabeça doeu muito e eu apaguei de repente. Quando eu acordei, estava no hospital, minha cabeça doía, meu corpo estava estranho. Eu sentia minhas pernas, mas não conseguia mexe-las, meu quadril doía muito, minha fala estava esquisita. A semana no hospital foi terrível, eu só queria ir pra casa logo, eu teria um longo período de recuperação para voltar a andar. Minha fala já tinha melhorado no hospital, mas ainda falava algumas coisas e engolia algumas palavras, mas estava praticamente normal...Eu passei por uma cirurgia no cérebro que foi bem delicada e dos males o menor. Minhas mães me contaram que por 45 minutos elas ficaram desesperadas achando que eu tinha morrido e quando foram reconhecer o corpo era outra pessoa. Fui recebida com uma festa surpresa e fiquei muito feliz, me senti viva de novo era bom estar em casa. Minhas mães arrumaram um quarto no andar debaixo pra mim, eu não conseguia subir escada ainda. Eu usaria cadeira de rodas e andador por algum tempo. Eu teria fisioterapia todos os dias e fono duas vezes por semana. A primeira semana em casa eu chorava muito com as sessões de fisioterapia por muita dor que eu sentia pelo acidente recente. Com o tempo fui me acostumando. Eu tinha vários vídeos para postar então eu não estava preocupada em gravar muitas coisas e meus seguidores sabiam. Eu fazia aula online a Julie subia todos os dias para fazer aula comigo, ela também não ia para o colégio, meu irmão não ia para o colégio, vários alunos que foram atingidos não iam para a escola mais. Depois de 1 mês eu voltei a andar com andador e a cadeira de rodas era usada somente para ir ao médico que era toda semana.

Eu fiz um vídeo contando como foi tudo, minhas mães participaram. Fiz um vídeo também com a perspectiva da Julie da Jade e do meu irmão. A minha lesão no cérebro estava muito menor e minha fala havia voltado ao normal. Minha bisa e minha tia já tinham ido embora, minha avó e meu avô foram embora antes tinham que trabalhar, mas ajudaram muito nesse período. Minhas mães que iam viajar e não foram e agora estavam trabalhando de casa. Eu voltei a dormir no meu quarto e era bom subir e descer escadas por mais devagar que fosse, para me exercitar. No dia 15 de novembro começavam as provas e eu voltei para o colégio, eu ia de cadeira de rodas, eu não conseguiria ficar de andador. Era diferente estar lá. O que aconteceu não foi dentro da escola, mas era diferente. A senhora Kimberly dona do colégio saiu do hospital a duas semanas, ela ficou gravemente ferida. Eu terminei a prova e sai da sala, tinha que esperar minha mãe eu já tinha ligado pra ela me buscar.

Aideen: Beatrice... – era o Aideen.

Eu: Oi? – eu não queria brigar.

Aideen: Desculpa eu sei que não posso chegar perto de você. Só queria saber como você está?

Eu: Estou bem, na medida do possível. Obrigada por perguntar. O que faz aqui?

Aideen: Vim pegar um papel de condecorações que ficou faltando para a minha admissão em Harvard.

Eu: Entrou em Harvard, que ótimo.

Aideen: É... Meus pais estão bem felizes eu também estou. – sorriu. – Tenho que ir, espero que se recupere logo.

Eu: Obrigada. Boa sorte com a faculdade.

Aideen: Obrigado. Se cuida.

Eu: Você também... – ele saiu. Respirei fundo, aquilo era estranho. Logo a minha mãe chegou.

Mãe Nat: Oi princesa...

Eu: Oi rainha.

Mãe Nat: Vamos?

Eu: Espera a Julie, ela já estava acabando.

Mãe Nat: Tá... Como foi a prova?

Eu: Foi boa, acho que me sai bem. – a Julie veio xingando.

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