Capítulo 115

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Ethan: Por que está toda roxa mamãe?

Pri: Eu... Eu...

Eu: Tinha um pernilongo no quarto filho, e atacou sua mãe a noite toda.

Ethan: Esse pernilongo é perigoso.

Pri: Muito agressivo. Mas eu dei um jeito nele... Pega suas coisas filho vamos atrasar.

Ethan: Tá – saiu na mesa e a Bia nos olhava.

Pri: O que foi?

Bia: Ai meu Deus, vocês são bizarras... Isso são... chupões...

Eu: Ah minha filha somos casadas, nos amamos e a gente transa qual é?

Bia: Mãe... Eu... Vocês... Ai meu Deus... ainda bem que você é um bebê Nina... – ela saiu da mesa e foi buscar as coisas dela.

Eu: Mais uma vez traumatizamos nossa filha.

Pri: Sim – rimos. – Vou leva-los para a escola, almoçamos juntas?

Eu: Sim, em casa meio dia.

Pri: Tá te amo, bom dia amor. – me deu um beijo.

Eu: Te amo, bom dia.

Pri: Bom dia boneca da mamãe – encheu a Nina de beijo – Eu te amo minha princesa.

Eu: Mal sabe ela que tem duas picadinhas hoje.

Pri: Que dó – era dia de pediatra. Pri saiu com as crianças eu escovei os dentinhos da Nina e a levei ao pediatra, ela é uma criança miúda e ela pesa pouco. Eu sou pequena e magra e ela puxou o meu porte físico. A Bia também é assim e a levava constantemente ao médico para ver se estava tudo bem com ela. Era uma criança saudável nunca teve problemas sérios e a Nina era a mesma coisa, mas acompanhávamos de perto principalmente se tratando dos Estados Unidos. Nina só vai para a escola no meio do ano que vem quando já estiver com 3 anos e meio. Eu também tinha uma consulta com o doutor Max eu tinha feito novos exames e depois da consulta da Nina fui até lá para ver se estava tudo bem.

Max: Bem Natalie... Seus exames estão ótimos, estão normais. Vamos tirar mais uma medicação oral, você vai tomar só uma, por um ano. Em três meses fará novos exames para checarmos se tudo continua bem. Se nada tiver mudado, fará outros após seis meses como já sabe.

Eu: Sim, obrigada Doutor... E doutor, tem noticias da Samantha eu não consigo falar com ela a algumas semanas.

Max: A Samantha não está muito bem Natalie. Seria bom ligar pra ela fazer uma visita quem sabe.

Eu: Eu vou fazer isso... Obrigada – sorri de leve e fomos embora. No caminho liguei pra ela, mas ela não atendeu. Isso não era comum, Sam sempre atendia. Depois de alguns dias resolvi aparecer na casa dela, sem avisar nem nada já que ela não atendia minhas ligações... Toquei a campainha e o marido dela atendeu. – Oi...

Bryan: Oi Natalie entra...

Eu: Desculpa vir sem avisar, mas a Sam não me atende, não responde minhas mensagens eu fiquei preocupada.

Bryan: A Sam está muito mal Natalie. Sente-se, quer tomar alguma coisa?

Eu: Não obrigada.

Bryan: Ela está dormindo agora, tomou morfina e mais uma medicação.

Eu: O que está acontecendo?

Bryan: Ela está morrendo. – aquilo foi como um soco em mim.

Eu: Como? Como assim?

Bryan: Quando abriram para tirar o útero dela para o tumor não espalhar, viram que ele estava em outros lugares de difícil acesso e por isso não apareceu nas imagens. Ela está com câncer nos ossos, no fígado e estômago. Ela tem praticamente um hospital montado pra ela aqui em casa. Ela não tem mais que 2 semanas. – deixou cair uma lágrima. Aquilo me doeu tanto. – A primeira coisa que ela fez antes de ficar sem consciência, foi pedir que não atendêssemos o telefone, não falasse nada para ninguém, ela não queria que ninguém ficasse triste e se lembrasse dela feliz, como ela sempre foi. Ela está indo embora aos poucos.

Eu: Eu não pensei que isso fosse acontecer tão cedo.

Bryan: Nem eu...

XX: Sr Tikinson?

Bryan: Sim?

XX: Ela está te chamando.

Bryan: Obrigado Joanne. Quer ir até lá?

Eu: Se não for incomodar.

Bryan:Não vai... –fomos até lá. O quarto estava todo equipado para ela. Ela estava pálida, bemmais magra, não parecia aquela Samantha que eu conheci. – Oi amor, mandou me chamar?

Sam: Sim... Eu quero um pouco daquele suco de uva da Natalie pode trazer pra mim? – falava baixo.

Bryan: Claro... Olha quem veio ver você... – ela olhou para o lado.

Sam: Eu sabia que você ia acabar aparecendo, é teimosa. – riu de leve.

Eu: Sou mesmo – sorri e me sentei na cama. – Te liguei, te mandei mensagem e não me respondeu.

Sam: Eu não queria que me visse assim.

Eu: Eu sou sua amiga e eu não vou te deixar sozinha em nenhum momento. Você me ajudou tanto. – fazia carinho na mão dela.

Sam: Eu sei... Você e sua esposa são as melhores pessoas que pude conhecer nos últimos tempos. Pena que foi tão pouco tempo – suspirou.

Eu: Mas eu vou estar aqui com você... Até o fim ok? – segurava o choro.

Sam: Eu estou com medo. – deixou cair uma lágrima. – Eu não quero sentir dor.

Eu: Você não vai sentir. E quando você estiver lá em cima numa nuvem bem linda e toda trabalhada na alegria – segurei o soluço e apertei de leve a mão dela. – Você manda forças aqui, para todos nós conseguirmos viver num mundo sem você. – ela chorou.

Sam: Oh minha querida. – beijou minha mão. – Vocês vão ficar bem, eu sei que vão... – o marido dela veio com o suco dela em duas taças a ajudou a se sentar levantando a cama e me deu uma taça também. – Vamos fazer um brinde?

Eu: O que você quer brindar?

Sam: A você, a sua cura a sua família... A mim, a vida linda que eu tive e aos meus filhos e meu marido maravilhoso. A amizade linda que nasceu entre nós... – brindamos.

Eu: Eu te amo...

Sam: Eu te amo... – fiquei ali mais alguns minutos ela logo se cansou. Eu dei um longo abraço nela um beijo na testa dela e fui pra casa. Chegando em casa a Pri estava na sala falando ao telefone e logo desligou.

Pri: Oi amor te liguei não atendeu está tudo bem? – eu comecei a chorar muito. – Hei, o que foi? – me abraçou.

Eu: A Sam está morrendo... – contei tudo a ela e ela ficou muito triste. Dois dias depois ela visitou Sam junto comigo. Conversamos por cerca de 10 minutos, ela estava cada vez menos lúcida, falando coisas sem sentido por causa das fortes medicações, os filhos estavam em casa, a família toda estava presente. No dia seguinte as 6:20 da manhã Samantha Tikinson faleceu segurando a mão do marido e da filha mais velha e com toda sua família ao lado. Bryan ligou dizendo que ela se foi serena e com um leve sorriso no rosto e que uma paz tomou conta do coração de todos na casa naquele momento e ao mesmo tempo o sentimento de vazio. Sam era muito amada e ela era a alegria em forma de gente e faria muita falta. Desliguei o telefone coloquei as mãos no rosto e chorei ainda deitada na minha cama. Priscilla que já tinha levantado e ido tomar banho para começar o dia logo saiu do banheiro.

Pri: Oi bom dia... O que foi? Por que está chorando?

Eu: Ela se foi... A Sam se foi...

Pri:Oh... –se sentou na cama e me puxou para o colo dela me abraçando forte. Alguns diasdepois foi o funeral de Sam e foi uma cerimônia muito bonita. Passei algunsdias bem triste, mas era a lei da vida, e a Sam não merecia sofrer.


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A história está acabando... 

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