Capítulo 114

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NATALIE NARRANDO...

Nosso cruzeiro foi sensacional e para gratificar a Bia por termos pisado na bola com ela, demos uma viagem pra ela com as amigas. Elas vão depois que eu e a Natalie voltarmos da nossa viagem. Vão para o Brasil. Beatrice estava cogitando fazer faculdade no Brasil e a Priscilla quase a jogou do terraço quando ela disse isso. Disse que não gasta uma fortuna de colégio pra ela ir para o Brasil estudar e depois voltar para os EUA e ter todas as dificuldades possíveis impostas no currículo dela dependendo do curso que ela for fazer, já que nem todos os diplomas são aceitos nos Estados Unidos. Logo ela quis conversar com a gente sobre as opções dela de curso, e a Bia decide as coisas do nada e a Priscilla é tão pilhada que quando a Bia chega com um "a gente precisa conversar" ela já acha que vai ser avó.

Bia: A gente pode conversar?

Pri: A gente vai ser avó, quer ver Natalie... – largou o ipad.

Bia: Ai mãe credo, porque sempre pensa o pior de mim?

Pri: Por que você é medonha Beatrice, eu tenho medo de você. Eu só não levei você pra benzer ainda porque aqui não tem isso.

Eu: Amor – dei risada. – Para de fazer bullying com a nossa filha deixa a menina falar...

Bia: Está vendo? A mamãe me escuta não me julga sem saber.

Eu: Você não está grávida não né? Eu sou muito nova e gostosa pra ser avó.

Bia: Oxxii... – explodimos na gargalhada. Dizem que quando a gente se torna mãe, a gente amadurece. Priscilla e eu somos provas vivas de que o amadurecimento não foi 100% concluído. – Deixa pra lá, não quero mais conversar – já saia do quarto toda chateada.

Eu: Desculpa filha a gente tá brincando vem cá amor senta aqui... O que quer falar com a gente? – ela voltou.

Bia: Eu acho que já decidi o que quero estudar.

Pri: E o que você acha que já decidiu filha?

Bia: Medicina.

Pri: Uau...

Eu: Uau...

Pri: E por que? Achei que faria algo voltado para mídias.

Bia: Na verdade eu ia fazer Direito e não descartei essa aplicação ainda, mas estou pensando em fazer medicina. Eu gosto, acho interessante, é uma das minhas vontades, das minhas opções. A gente tem tido aulas sobre as profissões e medicina voltou para o páreo com força.

Pri: Sabe que vai ter que estudar muito né filha?

Bia: Eu já estudo muito né mãe e eu sei que isso muda tudo também. Mas queria saber o que acham. Estou entre Direito e Medicina. São bem diferentes eu sei, mas eu sei também que eu me daria bem em qualquer um dos dois.

Eu: Filha sabe que a gente apoia você no que for preciso. Pesquise bastante tenha certeza do que quer e vamos apoiar você.

Pri: Isso mesmo filha... E o que vai fazer com seu canal?

Bia: Vou continuar, mas ai terá uma rotina diferente – ficamos um tempo conversando. Ela estava empolgada. Eu me preocupava com a frustração dela caso se decidisse por um curso e não fosse o que ela realmente desejava. Nos EUA era bem diferente do Brasil e ela perderia um semestre todo por desistir e a desistência dela acompanharia o histórico dela e poderia ser prejudicial também, mas acredito muito que ela vá seguir o rumo da medicina. Nossa filha está no segundo ano do high school e em agosto ela vai para o terceiro ano e termina em maio do ano seguinte. Ela tem que aplicar em novembro para as universidades de escolha dela, assim que ela faz a prova da SAT (Scholastic Aptitude Test (Teste de Aptidão Escolar) que é um teste necessário em todas as universidades dos Estados Unidos. Esse teste é tipo uma prova do Enem do Brasil. A Columbia utiliza 51% dessa nota como requisito para concorrer a uma vaga na universidade. Beatrice sabe da concorrência da Columbia principalmente no curso de medicina.

Pri: Preparada mamãe?

Eu: Pra que?

Pri: Para enlouquecer com a filha na faculdade?

Eu: Ai ai... Preparada mamãe? Para pagar em torno de 150 mil dólares por ano de faculdade.

Pri: Oh God...

Eu: A gente tem muito filho...

Pri: É...

Eu: Ela vai tá na faculdade, o Ethan no Elementary II e a Nina no Kindergarten...

Pri: A gente tá trabalhando pra pagar escola – rimos.

Eu: É...

Pri: Acho que a gente podia transar mais... Na mesma proporção que a gente paga escola, a gente transa. – eu levantei tranquei a porta do quarto e voltei pra cama.

Eu: Eu gosto dessa ideia... Me soa bem agradável. – sentei no colo dela.

Pri: A gente pode treinar algumas posições novas... Se bem que eu não acho que tenha algo que a gente não tenha feito...

Eu: É verdade – a beijei... – Sabia que eu estou sem calcinha?

Pri: Está é? – passou a mão na minha bunda.

Eu: Nossa... Amor – me virou na cama.

Pri: Vamos começar a compensar agora né?

Eu: Acho uma ótima ideia – nos beijamos. Aquela noite foi curta para nós. Acordamos pela manhã exaustas, ardidas e roxas. 

NOSSOS DESAFIOSOnde histórias criam vida. Descubra agora