Todas as meninas levantaram e ficaram de olhos arregalados. Estavam assustadas, era nítido.
— É. Gu. Gustavo. Eu. É que a. a.
— Fala, caralho! Para de gaguejar, porra!
Ele berrou, impaciente. Ela engoliu em seco e mencinou falar, mas eu estava de saco cheio.
— Senhor?
Eu ô chamei calmamente e tentando ser o mais educada possível.
Ele não aparentava ser um senhor, mas eu queria transbordar ironia com esse filho da puta.
Ele franziu o cenho e me olhou confuso, esperando eu prosseguir.
— A culpa foi minha, elas não fizeram nada. No momento em que estavam me trazendo pra cá, eu estava vendada, não vi o trajeto, o problema foi que na hora em que me mandaram subir os degraus ali, eu caí, porque não me avisaram direito e eu me embaralhei, minha perna está doendo, doendo pra caralho e meu corpo febril. Elas fizeram a gentileza de pedir para que alguém viesse me ajudar, mas se o senhor está estressado e indisposto, não tem problema, pode se retirar, eu me viro.
Ao terminar de falar, dei um sorriso amarelo. Nunca havia sido tão falsa e irônica na vida.
Eu era uma tremenda louca, minha perna estava doendo, eu estava gritando de desespero por dentro mas eu não ia dar o gostinho para aquele desgraçado.
Olhei para as meninas e elas me olhavam horrorizadas, como se eu tivesse feito algo horrível.
Gustavo ficou me encarando por um tempo e eu o retribui, fazendo o mesmo.
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La puta
RomanceGabriela, uma menina de 20 anos, se vê completamente perdida ao descobrir que sua vida foi uma grande mentira. Forçada a se prostituir para pagar uma dívida deixada por seus pais, ela acaba encontrando paz em situações inesperadas, entrando assim, e...
