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Todas as meninas levantaram e ficaram de olhos arregalados. Estavam assustadas, era nítido.

— É. Gu. Gustavo. Eu. É que a. a.

— Fala, caralho! Para de gaguejar, porra!

Ele berrou, impaciente. Ela engoliu em seco e mencinou falar, mas eu estava de saco cheio.

— Senhor?

Eu ô chamei calmamente e tentando ser o mais educada possível.

Ele não aparentava ser um senhor, mas eu queria transbordar ironia com esse filho da puta.

Ele franziu o cenho e me olhou confuso, esperando eu prosseguir.

— A culpa foi minha, elas não fizeram nada. No momento em que estavam me trazendo pra cá, eu estava vendada, não vi o trajeto, o problema foi que na hora em que me mandaram subir os degraus ali, eu caí, porque não me avisaram direito e eu me embaralhei, minha perna está doendo, doendo pra caralho e meu corpo febril. Elas fizeram a gentileza de pedir para que alguém viesse me ajudar, mas se o senhor está estressado e indisposto, não tem problema, pode se retirar, eu me viro.

Ao terminar de falar, dei um sorriso amarelo. Nunca havia sido tão falsa e irônica na vida.

Eu era uma tremenda louca, minha perna estava doendo, eu estava gritando de desespero por dentro mas eu não ia dar o gostinho para aquele desgraçado.

Olhei para as meninas e elas me olhavam horrorizadas, como se eu tivesse feito algo horrível.

Gustavo ficou me encarando por um tempo e eu o retribui, fazendo o mesmo.

La putaOnde histórias criam vida. Descubra agora