Longe dali,numa fazenda no interior do Rio Grande do Sul,prostrada de joelhos diante de um pequeno altar da igrejinha daquela fazenda ,chorava uma mulher em desespero tendo os pensamentos remoídos de aflições por ignorar notícias de sua filha. Era Tereza,mãe de Raquel. Imaginava a filha encarando as misérias do mundo e as mais pesasoras difculdades. Ela não tinha notícias de Raquel havia muito tempo,só sabia que ela estava com o irmão,mas as últimas notícias que chegavam não foram boas. Jmais recebera uma linha traçada da filha. Raquel não respondera ás suas cartas.Tereza acreditava que a filha deveria odiá-la muito por ter a vida destruída em razão de sua desventura no passado. Pois ,Tereza,cedendo ás seduções de seu cunhado ,que se aproveitou da longa viagem do irmão,concebeu,nesse envolvimento a filha,Raquel. Quando o marido,Casimiro,pai de seus filhos,voltouTereza,já sabendo da gravidez ,escondeu-a por mais algum tempo e a anunciou pouco depois ,calculando o nascimento daquela criança para dali a sete meses,a im de dizer que a mesma nascera prematuramente.Não foi difícil ocultar aquele segredo.Foi então que nascera Raquel. Ninuém soube daquela hsitória,somente Raquel.Talvez o cunhado desconfiasse,mas não tivera a confirmação. Raquel deveria estar sofrendo! Como estaria sua filhinha? Como ela era? Marcos lhe escreveu dizendo que Raquel não estava com a criança.Depois Alice havia informado que a cunhada não tinha bom comportamento,queria levar uma vida irregular e não respeitava o irmão. O que houve depois? Ninguém nunca mais lhe escreveu.Nem responderam ás suas cartas. Talvez Raquel tenha contado ao irmão sobre seu pai verdadeiro,e Marcos a repudiava por isso. Mas,nem quando avisou sobre a morte do pai,ele lhe procurou. - Casimiro! Perdoe-me! - gritou Tereza aflita. - Perdoe meu pecado que trouxe tanta miséria ,tanto flagelo para a filha que tu amaste como tua. Quero morrer e me entregar ao fogo do inferno,porque somente assim vou limpar minha consciência pelo mal que fiz. A mulher se jogava nos poucos degraus da igrejinha,chorando ao clamar por perdão. Não é correto fazermos pedidos a espíritos desencarnados ,uma vez que aprendemos com Jesus a rogar e a tecer somente a Deus,mas pelo costume religioso,pelo seu envolvimento no desespero na dor moral, Tereza lembrou-se da sogra,dona Edwirges,mulher bondosa e tolerante que sempre apaziguava os conflitos com sabedoria e que havia desencarnado logo após o filho .Tereza suplicou-lhe ajuda: - Mãe Edwirges - pois era assim que a chamava por costume,mesmo sendo sua nora - proteja a Raquel.Cubra-a com o manto de Maria,mãe de Jesus! Cuide para que alguém a socorra. Eu tenho remoros por tratá-la diferente,sempre deixei Raquel longe de mim e dos irmãos por que nela eu enxergava o símbolo da minha traição cobrando,recriminando constantemente a falta cometida. Por minha causa os irmãos não a tratavam como deveriam e somente Casimiro ,que na verdade era seu tio,a tratava com carinho.Mas as longas viagens o deixavam ausente,e no fim ,a enfermidade roubou-lhe a oportuniade de defendê-la. Mãe Edwirges,cuide da Raquel,esteja com ela onde estiver. Os pensamentos de Tereza a consumiam na dor do remoros que a culpava por toda a infelicidade da filha. Espíritos amigos e em condições de ajudar,verificando a necessidade,começaram a trabalhar envolvendo ,a princípio ,a mãe que se encontrava em desespero e posteriormente,a ampara Raquel,o que não estava sendo fácil devido ás condições vibratórias que a mesma apresentava. A cada dia Raquel se desaminava mais e mais,passando a agir de forma diferente,reclamando de suas condições ,insatisfeita com as colegas de trabalho,com seu salário,com a dependência de estar morando na residência de Alexandre. Raquel sempre fora muito sensível,agora,porém,parecia estar com maior facilidade para experimentar e expressar impressões de mlindres,chorando com facilidade e por qualquer motivo. Até Alexandre que,por gostar dela,oferecia-lhe toda a atenção e paciência ,ás vezes se magoava com o comportamento da amiga. A quietude da moça era depressiva e seus somentários passaram a ser queixosos e tristes. O amigo tinha que fazer grande esforço para que ela o compreendessse em pequenos detalhes e para vê-la sorrir. Entretanto,apesar de estar com esse comportamento,Raquel era amável e bondosa. Realizava algumas tarefas domésticas com boa vontade,empenhando-se com certos cuidados e caprichos por prazer,fazendo sem perceber ,daquele apartamento,um carinho aconchegante. Vez ou outra ele sempre comentava algo sobre Bruna Maria ,e Raquel passava a ouvi-lo atenta e desejosa por saber como estava a filha. Ás vezes ele a surpreendia quieta,refletindo e perguntava: - Está pensando na Bruna? - Como você sabe? Alexandre sorria e dizia: - É que você parece que brilha quando fala ou quando está pensando nela.
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Um motivo para viver
SpiritualRaquel nasceu em uma fazenda,numa pequena cidade do Rio Grande do Sul.Morava com o pai,a mãe,três irmãos e o avô,um rude e autoritário imigrante clandestino da antiga Polônia russa. Na mesma fazenda,mas em outra casa,residia seu tio Ladislau,com a m...
