Alexandre ficou magoado porque acreditou que Raquel o encaixava no conjunto daqueles que a admiravam pela beleza e a queria por isso. Ele se sentou novamente,abaixou a cabeça,pensando no que poderia dizer para confortá-la. Raquel que parecia disposta a desabafar e continuou: - Não suporto mais a Rita,que fica falando que eu o roubei dela,que a traí. Quando estamos no toaleteperto de outras colegas,ela e Alice me provocam,dizem que sou vadia,ou nomes piores ,por ter uma filha e que não sei quem é o pai. Quando eu entro ,elas falam:" Olha quem chegou!" E dizem um monte de nomes feios. A Alice fica provocando,diz que vou perder o emprego e voltar a ser indigente.Pergunta se eu não tenho vergonha em ficar esmolando casa e comida. - Após outra crise de emoções,ela falou: - Todo mundo está sabendo que morei nas ruas. Enternecido,ele a olhou e compreendeu o que a amiga sentia. Sentando-se mais perto,Alexandre colocou o braço em seu ombro puxando-a delicadamente para si,dizendo: -Vem cá,Raquel. Não fique assim. Raquel encostou o rosto em seu peito e chorava copiosamente.Ele a abraçou com carinho ,dizendo-lhe com tranquilidade. - Elas querem isso mesmo. Querem que você fique nervosa,irritada.Querem que brigue comigo. Seja esperta,Raquel.Não corresponda á vontade delas.Não se substime. - A Alice disse que nunca vou conseguir rever minha filha e que ela vai me odiar por tê-la abandonado,isto é ,se ela tiver saúde para compreender ,porque, se for filha do tio... Ela nem sabe quem é meu pai - contava com a voz abafada pelo abraço. - De outras vezes,Alice afirma que ela já foi adotada e... Raquel chorou escondendo o rosto no peito do amigo. Em poucas palavras,Alexandre rogou para que pudesse encontrar um meio de confortá-la e tirá-la daquele desespero. Deixando-a diante de si,ajeitou-a nos braços,aninahndo-a coo a uma criança. Embalando-a agora dizia coom voz terna para acamá-la. - Viu como tudo isso é um complô contra nós ? Foi dizer ao Vagner que traríamos a Bruna para morar conosco e ele já foi contar para Alice,agora ela está infernizando você com essa história de que a menina já foi adotada. Os fatos são diferentes das suposições,Raquel. Não ligue para essa sfofocas.Ocupe sua mente com coisas proveitosas,ideias boas e terá mais harmonia. Após alguns segundos,ele falou parecendo sonhar: - Nós vamos encontrar a Bruna.Ela é linda! É como você. Deve estar esperta e esperando a sua volta.Tenho certeza disso.Sei,de algum mdo,que a Bruna Maria quer conehcê-la.Vocês vão se amar muito. Raquel,ainda em seus braços,parou de chorar e ficou olhando Alexandre que,entusiasmo,passava-lhe vibrações felizes e desejos salutares. - Não sei porquê - prosseguiu ele sorrindo-, mas,quando pesnos na Bruna,imagino o seu rosto,seu jeito... Ela é perfeita ,doce... O silêncio se fez. Alexandre passou o olhar Raquel,que estava como que aninhada em seus brços fortes,quase deitada.Ele a envolvia com carinho e ternura. Ficou olhando-a por longo tempo e ela correspondia. Não resistindo ao desejo maior que o dominava,Alexandre vagarosamente,aproximou-se de Raquel,até que seus lábios se tocaram e ele,com o todo seu amor,a beijou.Raquel ficou parada ,sem reação.Apertando-a delicadamente junto a si,ele não conteve os sentimentos e beijou-lh em seguida várias vezes,no rosto e nos lábios,acariciando-lhe os cabelos com paixão. Repentinamente,Raquel colocou a mão em seu peito,impedindo-o.Ela passou a tremer ,até seu queixo exibia forte estremecimento pelo medo que sentiu.Sua respiração estava alterada. Ao afastá-lo de si,sentando-se novamente ás pressas ,sussurrando ela disse: - O que você fez... Alexandre se levantou sentia seu coração descompassado,acreditando ter traído a confiança de Raquel. Passando as mãos pelos cabelos ,andou um pouco voltou,parou e na frente de Raquel,que estava sentada na cama e não o encarava. Ajoelhando-se ,segurou com delicadeza seu rosto e pediu: - Perdoe-me,por favor.Nunca mais vou fazer isso. Nunca mais vou trair sua confiança,se me der outra chance. Raquel fugia-lhe ao olhar e não disse nada,abaixando a cabeça logo em seguida. Magoado consigo mesmo,Alexandre se levantou e saiu do quarto. Raquel não sabia dizer o que havia acontecido,sentindo-se confusa,constrangida.Quase automaticamente tomou um banho,e ainda com os cabelos molhados ,ao sair do quarto,foi para a cozinha aquecer o jantar, quando viu Alexandre arrumado,procurando as chaves do carro e sair. Surpresa,Raquel não sabia o que argumentar. Sem encará-la muito,após econtrar as chaves,o rapaz avisou: -Vou sair. Não me espere. - Você não vai jantar? - perguntou temerosa. -Não - respondeu Alexandre,virando-se rápido. - Alexandre? - ela o chamou,com voz meiga parecendo amendontrada. O amigo se virou esperando que ela dissese algo. Constrangida,Raquel perguntou: - Você voltará tarde? - Talvez.Não me espere.Jante e vá dormir.Não tenho horas para voltar,mas se precisar de algo,ligue para o meu celular. A moça não disse nada.Vendo-a parada,ele se despediu á distância: - Não se preocupe comgio. Tchau. Dizendo-lhe isso,ele virou as costas e saiu. Raquel atirou-se no sofá e teve longa crise de choro compulsivo.Angustiada,remoia seus pensamentos naquela difícil dituação. Sempre desejou serenidade,mas parecia algo distante demias.Ela não sabia o que fazer.Tão jovem conhecera tantos amrguras que lhe impediam de ser feliz.Agora estava em confilto com os sentimentos e os traumas. Por volta das quatro horas da mardugada,Alexnadre chegou. Procurando fazer sil~encio a fim de não acordá-la,entrou vagarosamente. Sentindo um pouco de fome,foi até a cozinha e observou que a comida não tinha sido tocada por Raquel. " Será que ela estava me esperando para jantar?" pensava. " Mas ela deveria estar chateada com o que fiz.Ela deveria me considerar tão cafajeste quanto Vagner.Deveria pensar que eu quis me aproveitar da situação só por ser dono da casa,por estar apaixondo por ela,por..." " Droga! Estraguei tudo. Não fui digno e ela havia acabado de me falar que os outros só se aproximaram dela com outras intenções." Alexandre ainda se sentia perturbado,contrariado consigo mesmo. Logo ele preparou um lanche,pegou o refrigerante e só ao chegar á sala que estava na penumbra,viu Raquel adormecida no sfá.Não sabia se deveria acordá-la.E se o fizesse,o que teriam para conversar? Deixando sobre a mesinha central o refrigerante e o prato com seu lanche,,foi em direção ao sofá,olhando-a de perto,certificando-se de que ela estava dormindo. Em seguida,foi até a suíte,arrumou a cama,posicionando o travesseiro e retornando para a sala,pegou Raquel no colo e a levou para o quarto com cuidado.
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Um motivo para viver
SpiritualRaquel nasceu em uma fazenda,numa pequena cidade do Rio Grande do Sul.Morava com o pai,a mãe,três irmãos e o avô,um rude e autoritário imigrante clandestino da antiga Polônia russa. Na mesma fazenda,mas em outra casa,residia seu tio Ladislau,com a m...