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Lana Martínez:

— Então, o que essa princesinha tem? — O médico perguntou, Gavi estava meio nervoso, então eu que tive que falar.

— Ligaram da creche dizendo que ela vomitou duas vezes e antes de nós entrarmos coloquei a mão na testinha dela e vi que ela estava meio quente. — Disse. — Febre.

— Sim. Coloque ela aqui. — Ele disse para Gavi se referindo á pequena maca que havia ali. Gavi colocou Luara ali com cuidado e sentadinha, ela estava tão caída e desanimada que meu coração se apertou.

Fui para perto dela e comecei à acariciar seus cabelos lisos e loiros, ela levantou os braços pedindo para que eu a pegasse no colo e começou a chorar, mas tentei a tranquilizar pedindo para ela ficar sentadinha ali, enquanto o médico a examinava, arranquei um riso dela, o que me deixou muito feliz.

— Bom, pelo visto é uma virose.

— É, o professor dela disse isso. — Gavi falou simples.

— O que o senhor recomenda? — Perguntei.

— Vou fazer a receita de um remedinho para vocês darem à ela, é líquido, então será mais fácil. — Ele disse fazendo à tal receita. — Deem para ela de doze em doze horas durante cinco  dias. — Ele disse. — Se não melhorar, tragam-na aqui novamente. Você tem belos pais, princesinha. — Ele brincou com Luara e a deu aqueles palitinhos doces, Gavi me olhou rapidamente e eu estava sem reação. Gavi a pegou e nós nos despedimos do médico.

— Desculpe. — Gavira disse. — Estão sempre achando que você é a mãe e talvez você não queira isso. — Ele deu de ombros.

— Não tenho problema em relação à isso. — Falei. — Mas tem algo me intrigando... — Resolvi abrir o jogo.

— O que? — Ele perguntou enquanto saíamos do local indo em direção ao carro.

— Seu humor. — Fui franca. — Aconteceu algo?Você está encuzado.

— Não aconteceu nada. — Havia mentira em sua voz. Ele pôs Luara na cadeirinha. — Vou passar na farmácia para comprar o remédio.

— Então vamos. — Falei tomando meu lugar no carro. — O que aconteceu, Gavira? — Acariciei sua nuca, ele olhou-me.

— Não aconteceu nada, porra. Sempre fui assim, fechadão, grosso. Que caralho.

— Desculpa, pensei que você havia mudado comigo.

— É, mas eu não mudei. — Ele disse firme e eu fiquei quieta, não queria discutir na frente de Luara, ela estava enjoada, não merecia isso.

Gavi pediu para que eu esperasse no carro e saiu rapidamente para pegar o remédio, saí do banco do carona e fui para trás com Luara, não queria suportar o mau humor de Gavira.

Levei minha mão novamente ao seu rostinho e a febre já havia passado.

— Será que a pequena Luara está bem? — Sorri para ela, ela disse uma coisa estranha a qual eu não entendi e eu ri. — Você é muito linda. — Beijei sua pequena mãozinha.

Gavira voltou e entrou no carro ignorando tudo e todos, a única coisa que ele disse foi.

— Você vai lá pra casa? — Eu apenas assenti, tinha algo errado, algo muito errado.

Fomos para o elevador e Gavi estava quieto demais, fui obrigada a perguntar novamente o que havia acontecido, ele simplesmente mandou eu calar boca, disse que eu era chata demais e que eu já ia descobrir o que aconteceu, confesso que tivemos uma pequena discussão.

Possessivo - Pablo GaviraOnde histórias criam vida. Descubra agora