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Lana Gavira:

— Eu não entendo o fato de vocês estarem tão encantados, é silicone, hoje em dia qualquer uma coloca silicone. Tudo bem que ela exagerou bastante, mas enfim... — Alice disse.

— Podem falar o que quiser, mas quem comeu fui eu. — Ferran disse.

— E comeu bem, hein? Quase tive que aplaudir. — Ansu falou rindo.

— Acho que eu ficava uns cinco dias seguidos fodendo com uma daquelas. — Adivinha quem disse isso? Sim, meu lindo marido, o homem que me jurou fidelidade, eu só não quebrei todos os vasos de vidro que haviam naquela casa na cara de porque eu sabia que ele só estava tirando com a minha cara, bem vindo à nossa relação.

— Mais uma e você vai dormir no sofá nos próximos dez anos da sua vida. — Falei e coloquei minha atenção em Ferran. — Então, o que nós vamos fazer?

— Simples, ir até a casa dela. — Ansu disse.

— Mas nós não temos o endereço. — Ferran revidou.

— Sim, nós temos. Hugo respondeu a mensagem que eu mandei perguntando se ele conhecia ela, você sabe, dei algumas características físicas e pra sua sorte... Ou má sorte, ela já andou pelos lados de Hugo, se é que você me entende.

— Bom, Ferran. — Falei. — Você disse que ainda não havia tido a oportunidade de conhecer Hugo direito desde que ele entrou na gangue, agora vai ser mais fácil, vocês vão ter do que falar. — Sorri.

— Mas ele sabe onde ela mora? — Gavi perguntou.

— Pelo visto, sim... Ele só não sabe se ela ainda está no mesmo endereço.

— Opa, me dá o endereço aqui que eu vou lá conferir. — Gavira disse e eu o soqueei com toda a minha força em seu braço direito.

— Filha da pu...

— O que? — Cruzei os braços.

— Você é louca, Lana. Eu deveria te esfolar todinha.

— Você sempre vem com a mesma merda de papo, hora de mudar o repertório não é, meu amor?

— Tá, gente. — Ansu interrompeu. — Aqui está o endereço, é só ir lá e ver se a piranha ainda reside no mesmo lugar.

— Tudo bem, amanhã eu vou lá e acabo de vez com essa história. — Ferran disse, decidido.

— E eu vou com você. — Falei.

— Sem problemas, gata. Agora eu vou dormir, porque tô podrão. — Ele veio e me deu um beijo na testa. — Boa noite, pessoal.

— Era com ele que eu deveria ter casado. — Falei para Gavi e saí em direcão as escadas. Óbvio que ele veio atrás de mim. — Você deveria dormir no sofá. — Eu disse indo em direção ao banheiro, eu realmente precisava de um banho.

— Nem fodendo. — Pablo disse. — Aliás, fodendo é o que nós deveríamos estar fazendo.

— Ué, por que você não pega o endereço com Ansu, vai lá na piranha peitudo e passa os cinco dias seguidos que você disse que iria ficar trepando com ela? — Terminei de falar e bati a porta do banheiro com força, a trancando, as vezes era necessário dar um tempo "Pablo Gavira", fiquei em baixo d'água nos próximos
quarenta minutos, saí apenas enrolada na toalha e me deparei com um Pablo totalmente apagado, estava ferrado no sono, seus cabelos seus cabelos estavam molhados e ele estava sem camisa, com certeza ele havia tomado banho em outro banheiro. Me vesti e deitei-me ao seu lado, foi minha vez de cair no sono.

[...]

— Você está pronta? — Ferran perguntou.

— Sim, só vou pegar minha bolsa. — Falei indo em direção a mesma.

Possessivo - Pablo GaviraOnde histórias criam vida. Descubra agora